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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) realizará, no dia 11 de agosto de 2026, a cerimônia oficial de posse da nova Presidência da entidade. O evento ocorrerá durante a Reunião Ordinária do Colegiado Pleno, das 10h às 13h, no Auditório da Secretaria de Estado de Saúde, localizado na Rua Barão de Itapagipe, nº 225, no bairro Rio Comprido, Rio de Janeiro.
A solenidade marcará a transição da presidência do CES-RJ, atualmente exercida pelo Secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião, representante do segmento gestor, para o segmento dos usuários. A mudança segue o princípio da alternância da presidência através da participação social na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na ocasião, serão empossados a Conselheira Daniele Moretti, como nova Presidente do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, e o Conselheiro Alecir de Jesus, como suplente da Presidência, ambos representantes do segmento dos usuários.
A cerimônia também será transmitida ao vivo na CES-RJ TV, no YouTube.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro aprovou por unanimidade, em reunião realizada no dia 9 de junho de 2026, o projeto de implantação do primeiro Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Estadual Tipo II, que funcionará na Clínica Odontológica da UERJ. A coordenadora da área de Saúde Bucal do Estado, Fabiana Teixeira, apresentou a proposta destacando que o espaço já realiza atendimentos à comunidade e precisará apenas de reformas e aquisição de equipamentos para se adequar ao novo modelo.
O CEO oferecerá as especialidades obrigatórias previstas pelo SUS — diagnóstico bucal com ênfase no câncer, periodontia especializada, cirurgia oral menor, endodontia e atendimento a pacientes com necessidades especiais — além de duas áreas adicionais: implantodontia e prótese bucomaxilofacial. Essas especialidades foram escolhidas pela expertise já existente na UERJ e pela relevância social, especialmente para mulheres vítimas de violência doméstica e pacientes que necessitam de reconstrução dentária ou facial em razão de traumas e câncer.
A iniciativa está amparada por portarias federais, incluindo a nº 6.755/2026, que trata do financiamento de novas especialidades, e pela Portaria nº 10.300/2026, que regulamenta o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.
Durante a apresentação, conselheiros ressaltaram a importância da ampla divulgação do serviço e da capacitação dos profissionais para atender públicos específicos, como pessoas com deficiência, pacientes com doenças raras e casos oncológicos. Também foi discutido o fluxo regulatório de acesso, que será feito pelo sistema estadual CER, garantindo encaminhamento a partir das unidades de atenção básica.
A Comissão Intersetorial de Saúde Bucal (CISB) participou da discussão sobre a implantação do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Estadual Tipo II. Durante a apresentação, a conselheira Amanda Bittencourt Tavares Cunha destacou o papel do controle social por meio da CISB, contextualizando a Política Nacional de Saúde Bucal e reforçando que a comissão possui competência para acompanhar e fiscalizar a implantação do projeto.
Além disso, houve sugestão de que a CISB fosse responsável por dar continuidade ao acompanhamento do CEO dentro de suas atribuições, garantindo que o serviço seja implantado com qualidade e transparência. A suplente da presidência, Rosemary Mendes Rocha, também orientou que propostas apresentadas pela conselheira Amanda — como a realização de capacitações e reuniões extraordinárias sobre câncer bucal e sobre a Lei nº 15.116/2025 (que instituiu o programa de reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica) — fossem inicialmente encaminhadas pela CISB, antes de seguirem para apreciação da Comissão Executiva e posterior deliberação em plenário.
A proposta foi aprovada com 23 votos favoráveis, sem votos contrários ou abstenções. A deliberação do CES-RJ é requisito essencial para habilitação e liberação dos recursos pelo Ministério da Saúde.
PUBLICAÇÃO DE ACORDO COM AS REGRAS CONTIDAS NA RESOLUÇÃO Nº 23.760 DE 02 DE MARÇO DE 2026, DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No dia 14 de julho de 2026, a sede da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro recebeu uma Reunião Extraordinária do Conselho Estadual de Saúde (CES/RJ), marcada pela transição na presidência do colegiado, ocupada agora pelo gestor da pasta. A alteração atende ao sistema de rodízio de segmentos previsto em legislação, que assegura a alternância na condução dos trabalhos do Conselho.
Apesar da ausência de quórum para deliberações formais, o encontro reuniu conselheiros e servidores para a apresentação e discussão de pautas institucionais e demandas estruturais da saúde pública do estado. Durante a reunião, foi destacada a publicação do novo edital do concurso público da Secretaria de Estado de Saúde, cuja homologação do certame foi concluída e publicada antes do prazo limite de 4 de julho de 2026, estando em conformidade com as exigências da legislação vigente. Também foram abordadas as tratativas administrativas referentes às diretrizes de valorização e recomposição de gratificações das carreiras do setor.

Representantes de entidades sindicais e de associações de classe manifestaram-se sobre a importância do fortalecimento das equipes de saúde do SUS, o preenchimento de vagas na rede e a melhoria das condições de trabalho no estado. Registrou-se ainda a intervenção de representantes regionais, que pontuaram necessidades locais de atendimento hospitalar e suporte logístico para o transporte de pacientes no interior.
Na segunda parte da reunião, teve início a apreciação do Relatório Anual de Gestão de 2025 (RAG 2025), com a participação da área técnica da SES/RJ
PUBLICAÇÃO DE ACORDO COM AS REGRAS CONTIDAS NA RESOLUÇÃO Nº 23.760 DE 02 DE MARÇO DE 2026, DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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A sanção, em 09 de julho de 2026, de normas complementares ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Secretaria de Estado de Saúde e do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ) marcou nesta quinta‑feira a conclusão de uma etapa de uma luta que se estende por mais de três décadas. O ato normativo publicado no Diário Oficial regulamenta critérios e procedimentos para progressão e promoção dos servidores efetivos da saúde estadual, detalha modalidades de avaliação de desempenho, estabelece prazos e requisitos para evolução funcional e institui ciclos de avaliação que começam, excepcionalmente, em 1º de julho de 2026.
A trajetória reivindicatória remonta às transformações institucionais pós Constituição de 1988 e ganhou contornos mais definidos com a Lei estadual nº 7.946/2018. Essa lei foi sancionada na redação original pelo Governador Pezão, mas vetada, com a Alerj derrubando os vetos, sendo a majoração remuneratória somente em parte implementada em 2021, com a Edição das Leis 9299 e 9350/2021, e sancionada pelo então governador Cláudio Castro. Apesar da sanção daquela lei, servidores, sindicatos e movimentos como o “PCCS Já!” apontavam lacunas práticas e normativas que impediam a plena efetivação do PCCS — entre elas, a ausência de regras claras para progressões, promoções, avaliações e a publicação da tabela de evolução remuneratória. A resolução conjunta publicada em 9 de julho de 2026 busca preencher esses vazios, regulamentando requisitos de interstício, critérios de avaliação, regras para estágio probatório e mecanismos de apuração para concessão de vantagens funcionais.
O texto oficial define, entre outros pontos, que a progressão ocorrerá mediante interstício mínimo de 24 meses (que já se concluíram no mês de maio de 2025) e avaliação periódica satisfatória, e que a promoção corresponde à passagem do último padrão de uma classe para o primeiro padrão da classe imediatamente superior, dentro da mesma carreira. A norma também disciplina a Avaliação Especial de Desempenho durante o estágio probatório e a Avaliação Periódica para servidores estáveis, além de prever comissões específicas para validar ações de aperfeiçoamento profissional permanente. “Art. 23 – Os atos de concessão de progressão/promoção obedecerão ao período de apuração da avaliação de desempenho da GDA.” “Art. 25 – Esta Resolução Conjunta entra em vigor na data de publicação.”

Para representantes do movimento sindical e para servidores que acompanharam a tramitação, a publicação da tabela com a progressão gradual dos rendimentos ao longo de 48 meses — e a definição dos critérios objetivos para avaliação e aperfeiçoamento profissional — representam avanços concretos na valorização do trabalho na rede estadual de saúde. Em notas e manifestações públicas, categorias destacaram que a regulamentação cria previsibilidade para carreiras historicamente marcadas por defasagem salarial e fragilidade de planos de carreira, e que a expectativa é de que a medida contribua também para a melhoria do atendimento à população fluminense, ao reduzir rotatividade e aumentar a qualificação do quadro.
A conquista se deu após inúmeros atos e reuniões entre servidores e lideranças sindicais, que lembraram a mobilização contínua desde os anos 1990 e a articulação política e jurídica necessária para transformar dispositivos legais em normas aplicáveis. A mobilização incluiu campanhas por reconhecimento do PCCS, negociações com gestores, ações administrativas e pressão por regulamentações complementares que tornassem operacionais os direitos previstos na lei. Observadores e dirigentes sindicais ressaltam, porém, que a implementação efetiva dependerá agora da agilidade das instâncias administrativas responsáveis pela apuração dos requisitos, da publicação das tabelas de vencimentos e da disponibilização orçamentária para garantir os efeitos financeiros das progressões e promoções.
A avaliação geral entre servidores e sindicatos é de que a publicação representa um passo importante, ainda que não final, na longa batalha pelo PCCS: trata‑se da transformação de direitos legais em instrumentos administrativos concretos. A expectativa agora é por implementação célere, transparência nos processos de apuração e publicação das tabelas remuneratórias, e por diálogo contínuo entre gestão e categorias para que as normas produzam, de fato, melhoria nas condições de trabalho e no atendimento à população.
O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro participou historicamente das discussões sobre a implementação do PCCS, oferecendo espaço para a apresentação de demandas das categorias, emitindo pareceres e deliberações que pressionaram pela regulamentação de dispositivos legais e pela transparência na aplicação dos recursos e critérios de evolução funcional. Em audiências públicas, reuniões técnicas e nas Conferências Estaduais de Saúde, o CES/RJ funcionou como fórum de articulação entre servidores, sindicatos, gestores e sociedade civil, cobrando prazos, critérios objetivos e mecanismos de controle social para que a lei sancionada em 2021 se traduzisse em normas executórias e em efeitos concretos para os trabalhadores da saúde e para a qualidade do atendimento à população. Vale lembrar que o CES-RJ publicou deliberações denunciando o descumprimento do PCCS e também formalizou representação ao TCE-RJ em 2025, solicitando auditoria na Área de Gestão de Pessoas para comprovar os prejuízos aos servidores da ativa, aposentados com paridade e até aos futuros concursados. Representação conhecida e em análise na Egrégia Corte de Contas.
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Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Entre os dias 18 e 20 de junho, Florianópolis recebe o Farmapólis Brasil 2026, considerado o maior espaço de debate político, técnico e profissional da área farmacêutica no país. O evento discute temas centrais como o fortalecimento do SUS, a valorização da profissão farmacêutica e os impactos da mercantilização da saúde, reunindo profissionais, estudantes, pesquisadores e gestores de todo o Brasil.
Com mesas temáticas, painéis e atividades formativas, o encontro busca ampliar a inserção do farmacêutico nas redes de atenção à saúde, debater o financiamento da assistência farmacêutica e propor estratégias de regulação do setor. Além disso, o congresso ocorre em um momento de crescimento da indústria farmacêutica nacional, estimado em 10,6% para este ano, impulsionado por mudanças regulatórias e pela busca de autonomia produtiva.
O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro foi convidado para o evento e participa com os(as) conselheiros(as)Daniele Moretti (CTB), André Ferraz (Sindicato dos Farmacêuticos do Rio de Janeiro), Rosemary Mendes (suplente da presidência do CES/RJ) e Regina Bueno (Pastoral da Aids), reforçando a importância da representação fluminense nas discussões nacionais sobre políticas públicas de saúde e valorização da categoria farmacêutica.
O conselheiro André Ferraz enfatizou que a 17ª edição do Farmapólis tem sido estratégica para debater tanto a formação farmacêutica quanto a abrangência da atuação do profissional no SUS. Ele chamou atenção para a dependência externa na produção de fármacos, lembrando que o Brasil possui poucas plantas farmoquímicas capazes de sintetizar grande parte dos medicamentos essenciais. Ferraz destacou ainda a importância da incorporação de novas tecnologias, mediada pela ciência e pelo custo-benefício, garantindo eficácia e segurança em medicamentos biológicos, para doenças raras, câncer e AIDS. Para ele, o controle social tem papel decisivo na defesa da soberania da assistência farmacêutica e no enfrentamento de pandemias e epidemias.
Já Daniele Moretti destacou a relevância da presença do controle social no Farmapólis, especialmente em tempos de conferências. Ela ressaltou que o espaço permite dialogar com entidades, academia e movimentos sociais sobre a necessidade de participação ativa nas conferências municipais, estaduais e nacionais. Segundo Moretti, levar as pautas discutidas no evento para os territórios é fundamental para que se transformem em propostas e políticas públicas, sobretudo diante dos diversos temas relacionados a medicamentos, insumos e patologias.
A conselheira Regina Bueno, representante da Pastoral da AIDS, ressaltou a riqueza dos debates e a importância do evento como preparação para a 18ª Conferência Nacional de Saúde. Ela destacou a troca entre farmacêuticos, técnicos, universitários e sociedade civil, lembrando que nem sempre os medicamentos testados no Brasil são incorporados com a mesma velocidade. Bueno trouxe à tona a discussão sobre patentes farmacêuticas e licenças compulsórias, questionando os acordos internacionais e o impacto dos altos preços dos medicamentos sobre o acesso à vida e à qualidade de vida. “Não é alto custo, é alto preço. Precisamos debelar os altos preços para que possamos dar acesso à vida”, afirmou. Ela também mencionou debates sobre a troca de medicamentos para diabetes e a necessidade de garantir adesão adequada por meio de trabalho de base. Para Regina, a presença dos usuários no evento é essencial, pois “tudo que acontece nas decisões farmodinâmicas acontece nas nossas vidas ou deveria acontecer”.
Rosemary Mendes reforçou que o 17º Farmapólis é um fórum voltado a provocar reflexões estratégicas e críticas sobre os rumos da formação farmacêutica, situando os desafios contemporâneos. Ela destacou que, além das questões relacionadas à assistência farmacêutica e à produção de medicamentos, o congresso tem tratado do papel do farmacêutico na conformação e fortalecimento do SUS. Rosemary lembrou que os conselheiros presentes representam diferentes segmentos — gestores, usuários e profissionais — e que essa diversidade contribui para processos de educação permanente voltados ao controle social. Para ela, o evento também tem sido um espaço importante de troca de experiências com outros conselhos estaduais de saúde, fortalecendo o papel do controle social na defesa da saúde pública.
Fernanda Magano, presidente do CNS, abordou a agenda política do Conselho Nacional de Saúde (CNS), cuja missão central é fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas do SUS por meio do controle social, tendo como base a Lei 8.142/1990 e as diretrizes das Conferências Nacionais de Saúde. Após explicar a composição e a metodologia de trabalho do órgão, ela destacou o lançamento do Edital 11/2026 pelo Ministério da Saúde. Esse edital, que contou com forte pressão do CNS para ser publicado rapidamente, prevê o repasse de R$ 15 milhões para qualificar e ampliar a participação comunitária nos Conselhos Locais de Saúde nos territórios.
Embora reconheça a iniciativa como um primeiro passo importante diante do cenário anterior, Fernanda ressaltou que o valor representa apenas “uma gota no oceano” diante das reais necessidades do setor. Ela defendeu a urgência de ampliar a autonomia e o respeito aos espaços democráticos, garantindo que os conselhos estaduais e municipais atuem com menor controle por parte da gestão pública. Por fim, a conselheira enfatizou a importância de criar canais de diálogo efetivos, transformando os conselhos locais em braços de apoio direto às instâncias municipais e estaduais para refinar os mecanismos de fiscalização e controle social. [Fonte: CNS]
Ronald Ferreira, diretor da Fenafar e integrante da comissão organizadora do Farmapolis, ressaltou a relevância do debate realizado e defendeu a ampliação contínua da participação popular nas decisões de saúde. Ele caracterizou a atuação dos conselheiros como um exercício diário e desafiador de disputa para garantir direitos, definindo esse espaço como algo mobilizador. Para ele, o grande valor dos conselhos locais está na capacidade de “encantar” e engajar a população dentro de seus próprios territórios, criando mecanismos que permitam à sociedade participar ativamente na construção dos seus direitos, o que se traduz, fundamentalmente, em produção de poder popular. [Fonte: CNS]
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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RIO DE JANEIRO – No dia 21 de maio de 2026, o Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) formalizou a entrega de um exemplar do livro “Relatório da 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Rio de Janeiro” (2ª CEGTES-RJ) a Ronaldo Damião, secretário de Saúde do estado do Rio de Janeiro. O ato contou com a participação do diretor da Associação dos Servidores da Vigilância do Estado do Rio de Janeiro (ASSERVISA/RJ), André Ferraz, que acompanhou o encaminhamento do relatório junto à liderança da pasta. O documento técnico-político registra de forma detalhada as deliberações oficiais voltadas à reestruturação e ao fortalecimento das políticas de valorização do trabalhador no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) fluminense.

A publicação e entrega do relatório marcam um momento importante para a gestão participativa do estado, ocorrendo após um hiato de dezoito anos sem a realização desta conferência. O documento consolida a mais recente deliberação do Controle Social sobre a gestão de pessoal, estruturando-se a partir de um amplo processo participativo que envolveu representantes da sociedade civil, trabalhadores da saúde e gestores públicos. Seu escopo central define diretrizes estratégicas para o fortalecimento e a sustentabilidade da saúde pública.
O conteúdo do relatório traduz a deliberação da maior instância de gestão participativa do estado do Rio de Janeiro, mostrando a centralidade da gestão pública direta e preconizando a reformulação da Política Estadual de Gestão de Pessoas e Educação na Saúde. Trata-se de uma contribuição concreta vinda do Controle Social para subsidiar a formulação de políticas nas três esferas de governo, assegurando condições adequadas de trabalho e a continuidade assistencial das ações e serviços de saúde com a qualidade devida à população.
Sindicatos da saúde reúnem-se com novo secretário Ronaldo Damião para destravar PCCS e concurso da SES
O encontro foi articulado pelo presidente da Comissão dos Servidores da Assembleia Legislativa, deputado Flávio Serafini, reuniu sindicatos que compõem a Mesa Estadual de Negociação Permanente do SUS no Rio de Janeiro. O objetivo foi o de estabelecer canais de diálogo com a nova gestão e apresentar as principais reivindicações da categoria, com foco no encaminhamento de pautas ao governador. Entre os temas centrais discutidos na reunião, destacam-se a regulamentação integral do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e o andamento do concurso público para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e para o Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ).

A regulamentação definitiva do PCCS é apontada como medida urgente para garantir perspectivas de promoção e progressão na carreira para os atuais servidores, além de assegurar que os profissionais com direito à paridade recebam todas as parcelas remuneratórias previstas em lei. O plano também é visto como um instrumento para atrair novos profissionais, oferecendo uma estrutura sólida que inclua incentivos à produtividade e premiações por qualificação permanente para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito estadual. Durante a audiência, o secretário Ronaldo Damião manifestou disposição para encaminhar ao governador propostas que visem destravar a pauta do PCCS, condicionada ao encerramento do Regime de Recuperação Fiscal e à assinatura do PROPAG.

Em relação ao concurso público da SES — autorizado desde 30 de junho do ano passado com previsão de 287 vagas iniciais e mais de 1.400 para cadastro de reserva —, o andamento do processo depende diretamente das providências internas da pasta e da banca organizadora contratada, o IBDO, para a publicação do edital. A tramitação do certame não enfrenta obstruções por parte do governo em exercício. O encontro buscou também contextualizar o novo gestor acerca das deliberações e reflexões construídas em conferências anteriores da saúde, assegurando a continuidade das pautas acumuladas pelo setor.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No dia 12 de maio, foi realizada reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Conselheiro Marcio Pacheco, e o Deputado Flávio Serafini, Presidente da Comissão de Servidores Públicos da ALERJ para tratar da representação do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ), que tramita no PROCESSO 107371-5/2025, e reivindica à Corte de Contas, a realização de uma Auditoria na Área de RH, para apurar os prejuízos ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ). Representando as entidades sindicais, estiveram presentes o presidente Alexandre Telles do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ) e André Ferraz, diretor da Associação dos Servidores da Vigilância do Estado do Rio de Janeiro (ASSERVISA/RJ).
Durante a reunião, foram reapresentados ao presidente do TCE-RJ, os motivos da Auditoria solicitada pelo CES-RJ, diante dos prejuízos à Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e do IASERJ, tendo em vista que o PCCS não foi regulamentado integralmente, nos termos da Lei n° 7946/2018, atualizada pelas Leis 9299 e 9350/2021, afetando a vida funcional e a remuneração de servidores da ativa, aposentados com direito à Paridade, e aos futuros concursados, tendo em vista o concurso para 287 vagas de servidores estatutários, autorizado pelo governador em 30/06/2025, com a banca examinadora contratada pela SES-RJ em 13/04/2026.
Foram apresentados os prejuízos aos profissionais do SUS, e o tratamento desigual, promovido pelos órgãos de governo (Secretarias da Casa Civil, SES, Planejamento e Fazenda), que a luz dos processos administrativos citados na representação do CES-RJ, sugere que o dever de regulamentar integralmente o PCCS SES/IASERJ, no prazo legal de 180 dias (Art. 9°), sequer foi levado ao crivo do governador para a tomada de decisão, desde 2021 até a presente data. A edição das Leis 11001 e 11048/2025, com a reformulação dos PCCS da Controladoria Geral do Estado (CGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), sustentam essa tese.
André Ferraz esclareceu que o CES-RJ solicitou a auditoria, para que sejam comprovados os prejuízos aos servidores, inclusive aposentados com paridade, mas também à própria Politica de Gestão de Pessoas, fato evidenciado com o descumprimento de metas previstas no Plano Estadual de Saúde (PES 2024/2027), e de importantes diretrizes e propostas aprovadas no âmbito da 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Rio de Janeiro (2ª CEGTESRJ).
Nenhum servidor foi promovido na carreira ou mesmo progrediu em padrões remuneratórios numa mesma classe, justamente pelo descumprimento do Art. 9° da Lei do 7946/2018, atualizada pelas Leis 9299 e 9350/2021. Como também, nenhum servidor percebeu o Adicional de Qualificação, mesmo com títulos reconhecidos pelo RH da SES, desde 2022.
Todos os servidores da SES e IASERJ estão percebendo a Gratificação de Desempenho (GDA) em até 70%, pois a SES não efetuou a avaliação de desempenho, prevista no Decreto 48140/2022 e na Resolução Conjunta SES/IASERJ/SECC n° 1057/2022.
O presidente do SinMed/RJ, Alexandre Telles, ratificou que o cronograma de pagamentos do PCCS permanece incompleto. Embora a majoração escalonada dos vencimentos, nesses cinco anos de vigência do PCCS, já tenha sido quitada, as demais parcelas remuneratórias não foram regulamentas e pagas (AQ e GDA em até 100%), ou seja, restam medidas imprescindíveis à efetivação total do PCCS, mantendo a categoria profissional em compasso de espera pelo cumprimento do compromisso assumido pelo governo estadual. Telles enfatizou, que a ausência do PCCS integral e ausência de concursos públicos por décadas, resulta, na prática, em custos mais elevados para o estado, devido à alta rotatividade de profissionais e à dependência de contratações emergenciais ou via Organizações Sociais (OSs), modelos que costumam comprometer a estabilidade e a continuidade do cuidado aos pacientes.
O deputado Flávio Serafini questionou sobre os próximos passos do processo junto ao TCE-RJ, e principalmente diante do encerramento do Regime de Recuperação Fiscal do Estado do Rio de Janeiro (RRF), com a assinatura do primeiro contrato, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal – PROPAG, visto que os impedimentos sustentados pelo Governo se baseiam exclusivamente no RRF.
André Ferraz destacou que o impacto financeiro é conhecido, levantado pela SES e apresentado à SECC, através do processo SEI-080001/006056/2024, e pode ser absorvido pelo orçamento da própria SES, conforme já demonstrado pela própria Pasta.
O Presidente Marcio Pacheco recordou que era o Líder do Governo à época da implementação inicial do PCCS, conhecia bem toda a negociação mediada pelo Parlamento; que o PROCESSO: 107371-5/2025 já se encontra adiantado em sua análise; mencionou que a SES já respondeu ao ACÓRDÃO Nº 057307/2025-PLENV, de 15/12/2025, mas que o Corpo Instrutivo recomendou dar 60 (sessenta) dias de prazo para que o Governo apresente um cronograma e o conjunto de medidas para a efetivação integral do PCCS SES/RJ, antes da decisão de realizar a auditoria. Pacheco recomendou ao CES-RJ, como parte interessada, requisitar cópia de inteiro teor do processo, e solicitar audiência ao Conselheiro Tiago Pampolha, relator do processo 107371-5/2025. O Presidente do TCE-RJ também informou que vai conversar com o conselheiro Tiago Pampolha, sobre o caso.
Ao final da reunião, as autoridades presentes receberam o livro, Relatório da 2a Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Rio de Janeiro, a mais recente deliberação do Controle Social, sobre a gestão de pessoas do SUS, realizada após um hiato de dezoito anos, em nosso estado. Este documento representa um amplo processo participativo, que envolveu representantes da sociedade civil, trabalhadores e gestores, e apresenta diretrizes estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Ferraz esclareceu que dentre as diretrizes e propostas aprovadas, a Diretriz II, impõe o urgente combate às diversas formas de precarização das relações de trabalho no SUS, por meio da adoção de vínculos estáveis, retomada dos concursos públicos como acesso exclusivo a cargos ou empregos, e a criação da Carreira de Estado Interfederativa do SUS, dentre outras importantes deliberações do Controle Social.
As entidades sindicais que integram o Movimento PCCS JÁ agradeceram aos presidentes Marcio Pacheco e Flávio Serafini pela oportunidade, e seguem firmes na luta por direitos, contra todas as formas de precarização do trabalho na Saúde.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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CES/RJ lança canal de divulgação para as conferências municipais de saúde
RIO DE JANEIRO – A Assessoria de Comunicação do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro – CES/RJ e a Subcomissão de Comunicação da 10ª Conferência Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (10ª Confes-RJ) anunciam o lançamento de um canal de divulgação para as conferências municipais de saúde do RJ. O canal será hospedado nas redes do CES/RJ, incluindo o blog, site e redes sociais.
Os Conselhos Municipais de Saúde (CMS) que desejam ter suas conferências regionais de saúde destacadas nas redes do Conselho e no agora têm a oportunidade de enviar materiais para publicação através de um formulário Forms. Para a elaboração de artigos, registros ou matérias, são necessárias informações mínimas, como imagens, vídeos (opcional), quantitativo de participantes delegados e presença de figuras públicas.
A Plenária Estadual (virtual) será realizada em 10 de março de 2027. A Plenária Estadual (presencial) acontecerá no dia 11 de março de 2027. Já a Conferência Estadual está marcada para os dias 28, 29 e 30 de maio de 2027.
As etapas municipais terão duas fases: a primeira ocorrerá de 16 de março de 2026 a 31 de julho de 2026, e a segunda fase será de 1º de novembro de 2026 a 20 de fevereiro de 2027.
Esta é uma oportunidade única para os CMS e Regiões de Saúde aumentarem a visibilidade de suas conferências e compartilharem suas realizações com uma audiência mais ampla.
O processo conferencial ocorre de maneira ascendente, o que significa que os debates se iniciam nos municípios antes de chegarem à esfera estadual. Atualmente, o estado vivencia a Etapa Municipal. Durante este período, as cidades fluminenses devem realizar suas próprias conferências ou plenárias ampliadas, avaliando as realidades locais, elegendo delegados e formulando propostas que incidirão na revisão dos Planos Municipais de Saúde para o período de 2026 a 2029.
As discussões e as diretrizes aprovadas nos encontros municipais pavimentarão o caminho para a Etapa Estadual. Antes disso, como parte preparatória e deliberativa dessa fase, ocorrerá a Plenária Ampliada do CES-RJ. O relatório gerado nesta etapa estadual vai subsidiar a elaboração do Plano Estadual de Saúde para o quadriênio 2028-2031.
Além do impacto regional, a 10ª CONFES-RJ é a ponte direta dos fluminenses para o debate em âmbito federal. As deliberações e a eleição da delegação estadual culminarão na participação do Rio de Janeiro na Etapa Nacional, a 18ª Conferência Nacional de Saúde, que acontecerá em Brasília, no Distrito Federal.
Acesse o formulário aqui.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) participou do 13º Encontro da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renasttão), realizado entre os dias 9 e 11 de junho, em Brasília-DF. O evento, organizado pela Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, reuniu cerca de 300 pessoas com o objetivo central de debater a saúde da classe trabalhadora sob o lema “Cuidar da Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador é Cuidar do Brasil”.

A comitiva fluminense uniu-se a representantes de Centros de Referência (Cerest) e Comissões Intersetoriais (Cistt) de todo o país para pautar a efetivação das diretrizes aprovadas na 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CNSTT) — que gerou 134 diretrizes, 518 propostas e 98 moções democraticamente construídas.

Debates e Enfrentamentos Nacionais
Na solenidade de abertura, a presidenta do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernanda Magano, destacou pautas urgentes, como o impacto das mudanças climáticas na saúde da população, a saúde mental laboral e o fim da escala 6×1. Magano convocou a sociedade para as etapas municipais da 18ª Conferência Nacional de Saúde e alertou para as disputas políticas do período eleitoral, que exigem resistência na defesa dos direitos humanos.
A urgência em tirar as propostas da 5ª CNSTT do papel foi o tom dos discursos do controle social. Jacildo Siqueira, coordenador da Cistt/CNS, conclamou os representantes locais a resgatarem os relatórios nos territórios: “Tem que sair do papel, transformar as deliberações em planejamento, orçamento e ação”. O direcionamento foi endossado por Eduardo Bonfim, coordenador técnico do Diesat, que ressaltou a importância da fiscalização e do tensionamento popular face às instâncias governamentais para evitar que as conquistas virem apenas protocolos formais.
Sob a ótica científica e acadêmica, o professor Paulo Pena defendeu que a participação popular deve ter caráter deliberativo e atuar lado a lado com a ciência para reformular os modelos produtivos atuais, que frequentemente adoecem a população.
Compromisso do Ministério da Saúde
Por parte da gestão federal, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão (SVSA/MS), reafirmou o compromisso do Ministério da Saúde em reduzir a mortalidade laboral por meio do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Óbitos Relacionados ao Trabalho (PVTT), também apelidado de “Pacto pela Vida do Trabalhador e da Trabalhadora”.
O coordenador-geral da pasta, Luís Leão (CGSAT), declarou que as portas da gestão estão abertas para conselhos, centrais sindicais e movimentos sociais construírem juntos essa política participativa e dialogada. Encerrando o clamor por dignidade, Cleonice Caetano, vice-presidenta da União Geral dos Trabalhadores (UGT), sintetizou o espírito do encontro nacional ao lembrar que o controle social não defende apenas postos de emprego, mas sim ambientes saudáveis e o direito à vida plena e digna.
Daniel Spirin Reynaldo (Ascom CES/RJ), com informações de Daniel Zimmermann, Conselho Nacional de Saúde
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Conferências municipais poderão ser realizadas após período de defeso eleitoral. Etapas estaduais, distritais e livres devem ocorrer a partir de março de 2027
Opleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS) redefiniu o calendário da 18ª Conferência Nacional de Saúde e ampliou o cronograma para realização das etapas municipais. O novo calendário para realização das etapas preparatórias foi aprovado durante a 379ª Reunião Ordinária do conselho, realizada nesta quarta-feira (10/06), em Brasília.
A partir da aprovação de uma nova resolução, as conferências municipais podem ser realizadas em duas etapas. Dessa forma, a primeira fase de realização das conferências municipais de saúde permanece de 16 de março a 4 de julho de 2026. Já a segunda fase, amplia a possibilidade de realização da etapa municipal para o período de novembro de 2026 a fevereiro de 2027.
O ajuste foi realizado considerando a necessidade de compatibilizar o calendário da 18ª CNS com o período de defeso eleitoral, de modo a preservar a regularidade institucional, a segurança jurídica e a continuidade do processo ascendente da conferência.
O prazo para a realização das etapas estaduais e do Distrito Federal também foi alterado para o período de março a maio de 2027. As Conferências Livres Nacionais devem ser realizadas também entre março e maio de 2027, mas observando os critérios, limites, prazos e procedimentos definidos pela Comissão Organizadora da 18ª CNS. A etapa nacional mantém-se prevista para ser realizada em julho de 2027.
Na ocasião, a presidenta do CNS, Fernanda Magano, reforçou que as Conferências de Saúde realizadas tradicionalmente no primeiro ano de gestão municipal não substituem as conferências municipais da 18ª CNS, já que “as conferências são etapas preparatórias para a 18ª CNS, desse modo sendo convocadas, ouvidas e construídas a partir dos eixos temáticos propostos”. Magano destacou também que os municípios informem ao CNS da realização das Conferências nos territórios por meio do e-mail oficial Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
A decisão também inclui entre as atividades preparatórias para a 18ª CNS, a 2ª. Conferência Nacional Livre Democrática e Popular de Saúde, atividade de âmbito nacional coordenada pela Frente pela Vida, prevista para agosto. A resolução lida em plenário, reforça que as atividades preparatórias da 18ª CNS constituem instrumentos de mobilização, informação, qualificação e ampliação da participação social e não substituem as etapas municipal, estadual, distrital e nacional, não possuem caráter deliberativo e podem subsidiar os debates sobre o tema e os eixos da Conferência.
Novo cronograma de realização das etapas da 18ª Conferência Nacional de Saúde
I – Etapa Municipal, em duas fases:
a) Fase 1: entre 16 de março a 4 de julho de 2026;
b) Fase 2: entre novembro de 2026 a fevereiro de 2027;
II – Etapa Estadual e do Distrito Federal, no período de março a maio de 2027;
III – Conferências Livres Nacionais, no período de março a maio de 2027;
IV – Etapa Nacional, a realizar-se no mês de julho de 2027, em Brasília/DF.
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O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (DOERJ) do dia 1º de junho de 2026, trouxe uma notícia histórica para a saúde pública fluminense: a assinatura do contrato entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES/RJ) e o Instituto IBDO de Gestão e Projetos, banca examinadora responsável pela organização do aguardado concurso público para o preenchimento de 287 cargos estatutários na SES e no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ).
O extrato publicado oficializa uma conquista que vinha sendo exigida há anos pelo Controle Social, especialmente pelo Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ), que desde 2023 pressionava pela realização do certame. A demanda foi reforçada durante a aprovação do Plano Estadual de Saúde 2024/2027, quando o CES-RJ vinculou a necessidade de recomposição do quadro permanente da saúde à garantia de políticas públicas efetivas e sustentáveis.
O concurso também foi ratificado pela 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, que deliberou pela urgência da medida como condição para assegurar a qualidade da assistência e a valorização dos trabalhadores. Trata-se de uma vitória do Controle Social, que há mais de um quarto de século aguardava a abertura de vagas efetivas — o último grande concurso para a saúde estadual ocorreu em 2001.
O contrato firmado prevê vigência de 12 meses e valor de R$ 177 mil, destinado à prestação de serviços técnicos para a organização do certame. O edital deverá ser publicado nos próximos dias, abrindo caminho para a recomposição de carreiras essenciais ao funcionamento da rede pública de saúde.
A pressão contínua do CES-RJ e das entidades representativas da saúde foi determinante para que o governo estadual atendesse a uma reivindicação histórica, transformando em realidade o que por décadas parecia inalcançável.

Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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RIO DE JANEIRO — Com o objetivo de debater o futuro da saúde pública e fortalecer a democracia sanitária, foi aprovado no último dia 19 de maio, ad referendum pela Comissão Executiva do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ), o Regimento Interno da 10ª Conferência Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (10ª CONFES-RJ). Convocada com o tema central “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”, a conferência será um espaço para a avaliação da saúde da população fluminense e para a formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades.
O processo conferencial ocorre de maneira ascendente, o que significa que os debates se iniciam nos municípios antes de chegarem à esfera estadual. Atualmente, o estado vivencia a Etapa Municipal, que teve início em 16 de março e possui prazo limite para encerramento no dia 31 de julho de 2026. Durante este período, as cidades fluminenses devem realizar suas próprias conferências ou plenárias ampliadas, avaliando as realidades locais, elegendo delegados e formulando propostas que incidirão na revisão dos Planos Municipais de Saúde para o período de 2026 a 2029.
As discussões e as diretrizes aprovadas nos encontros municipais pavimentarão o caminho para a Etapa Estadual, que está agendada para os dias 16, 17 e 18 de abril de 2027. Antes disso, como parte preparatória e deliberativa dessa fase, ocorrerá a Plenária Ampliada do CES-RJ, marcada para 14 de janeiro de 2027. O relatório gerado nesta etapa estadual vai subsidiar a elaboração do Plano Estadual de Saúde para o quadriênio 2028-2031.
Além do impacto regional, a 10ª CONFES-RJ é a ponte direta dos fluminenses para o debate em âmbito federal. As deliberações e a eleição da delegação estadual culminarão na participação do Rio de Janeiro na Etapa Nacional, a 18ª Conferência Nacional de Saúde, que acontecerá em Brasília, no Distrito Federal, com previsão para o mês de julho de 2027.
O regimento aprovado destaca a necessidade de abordar os determinantes sociais, econômicos e as questões ambientais e climáticas. Entre os eixos temáticos definidos, encontram-se debates sobre o financiamento adequado do SUS, os desafios impostos pelas emergências climáticas, a justiça socioambiental e a integração dos territórios e modelos de atenção.
A participação popular e o controle social são as bases da 10ª CONFES-RJ. Para a etapa estadual, estão previstas 1.000 vagas no total, garantindo rigorosamente a paridade estipulada pela legislação: 50% dos participantes serão representantes do segmento de usuários do SUS, 25% representarão os profissionais de saúde e os 25% restantes serão compostos por gestores e prestadores de serviços. Destaca-se a equidade a diversidade na escolha dos delegados, estimulando a representatividade da população negra, povos indígenas, comunidade LGBTQIA+, pessoas com deficiência, trabalhadores do campo, além de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Acesse:
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O plenário do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) aprovou, em Reunião Extraordinária realizada no dia 26 de maio de 2026, uma nota oficial de denúncia e repúdio às medidas adotadas pelo Governo do Estado de São Paulo contra a presidenta do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernanda Magano .
A decisão do governo paulista de negar a liberação sindical integral de suas funções de origem para as atividades institucionais no CNS é classificada pelo colegiado como uma tentativa de enfraquecer o controle social e a autonomia do SUS , configurando também uma violência política de gênero contra uma liderança eleita democraticamente . No documento, o CES/RJ manifesta solidariedade irrestrita à presidenta e cobra o cumprimento imediato da legislação que garante a participação popular na saúde .
Leia abaixo a íntegra da Nota.
Nota: Denúncia de ataques ao controle social e manifestação de apoio à Presidenta do Conselho Nacional de Saúde – CNS
As medidas adotadas pelo Governo do Estado de São Paulo contra a presidenta do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernanda Magano, são um grave ataque ao controle social, à participação popular e à autonomia institucional do Sistema Único de Saúde (SUS).
Consideramos a negativa de liberação sindical integral da presidenta Fernanda Magano de suas funções no serviço de origem para dedicação às atividades institucionais do CNS uma tentativa de enfraquecer a atuação da principal instância de deliberação e participação social da saúde pública brasileira. Essa medida do governo de São Paulo desconsidera o papel de relevância pública do Controle Social, conforme as legislações vigentes.
Além do impacto institucional, a medida também é uma violência política direcionada a uma mulher eleita democraticamente para ocupar um espaço de representação nacional. Em um cenário marcado pelos desafios enfrentados pelas mulheres nos espaços de decisão e liderança, o cerceamento ao exercício do mandato da presidenta do CNS é uma nítida afronta à participação das mulheres na construção das políticas públicas e nos processos democráticos.
As críticas também podem se estender aos impactos sobre a articulação social construída historicamente por movimentos populares, entidades e conselhos de saúde em defesa do SUS. Limitar a atuação da presidência do CNS significa atingir diretamente os mecanismos de participação popular garantidos pela Constituição Federal e pela Lei nº 8.142/1990.
O episódio ocorre em meio à mobilização nacional da 18ª Conferência Nacional de Saúde, que reúne milhares de pessoas nas etapas municipais e estaduais em defesa do SUS, da democracia e da participação social.
Em vista disso, manifestamos total e irrestrito apoio ao Conselho Nacional de Saúde e à sua presidenta, Fernanda Magano, reafirmando a legitimidade de sua atuação à frente da maior instância de deliberação das políticas públicas de saúde do país e na condução do processo de articulação da 18ª Conferência Nacional de Saúde.
Repudiamos, de forma veemente, quaisquer ações de intimidação, perseguição política ou entraves institucionais e administrativos que tenham como objetivo fragilizar o exercício do controle social e limitar a atuação de representantes democraticamente eleitos.
Cobramos que o Governo do Estado de São Paulo respeite a legislação que rege o controle social no SUS, especialmente a Lei nº 8.142/1990, garantindo as condições necessárias para o pleno exercício das funções públicas desempenhadas pela presidência do CNS, sem constrangimentos, retaliações ou impedimentos burocráticos.
Ao reafirmar a defesa do Conselho Nacional de Saúde, destacamos que proteger a atuação do CNS e da sua presidência significa defender o SUS, a democracia participativa e o direito constitucional da população brasileira de participar da construção das políticas públicas de saúde.
Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro
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RIO DE JANEIRO — No dia 28 de maio de 2026, às 19 horas, o Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ), por meio de sua Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT), transmitirá uma live informativa em seu canal oficial no YouTube, a CES-RJ TV. O evento debaterá a proposta de diretriz nacional voltada para os transtornos mentais relacionados ao trabalho e buscará incentivar a participação da sociedade na consulta pública sobre o tema, que se encerra no dia 31 de maio.
Contexto e formulação da diretriz
A iniciativa está alinhada às ações da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CGSAT) do Ministério da Saúde, que tem atuado por meio de grupos de trabalho para implementar estratégias na Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) e na rede de Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Recentemente, a coordenação instituiu o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde Mental e Trabalho, integrando representantes de todos os Cerests estaduais do país para formular uma diretriz nacional unificada.
O coordenador nacional da Renast, Luis Henrique da Costa Leão (CGSAT/MS), pretende apresentar e dar publicidade a esse documento final durante o “Renastão”, evento nacional programado para ocorrer entre os dias 9 e 11 de junho, em Brasília. Para viabilizar a validação da proposta pela sociedade antes do evento, o texto foi aberto para consulta pública.
Objetivos do debate e participação fluminense
A transmissão ao vivo contará com a apresentação de profissionais que acompanham diretamente a formatação do documento:
- Yasmin Costa: Psicóloga, ex-residente do Cerest estadual e de Duque de Caxias, atual integrante do Programa de Saúde do Trabalhador de Campos e representante fluminense no GT nacional.
- Natália de Carvalho Teixeira: Psicóloga e atual residente do Cerest estadual, que colabora na formatação regional da diretriz (Cesteh/Fiocruz).
Durante a atividade, as palestrantes vão expor as propostas construídas e os pareceres previamente enviados pelos Cerests locais. O debate tem como meta esclarecer o conteúdo da diretriz, apontar os pontos de concordância, identificar dificuldades estruturais e propor refinamentos necessários para assegurar que a Renast disponha de uma ferramenta eficaz de atuação.
Urgência diante do adoecimento laboral
A urgência na realização do evento se deve ao curto período restante para o recebimento de contribuições na consulta pública, que fica disponível somente até o fim do mês. Paralelamente, o debate responde a uma demanda epidemiológica crítica: os transtornos mentais figuram hoje como um dos diagnósticos mais replicados entre a classe trabalhadora, tanto no estado do Rio de Janeiro quanto no restante do país.
A transmissão visa, portanto, instrumentalizar e empoderar trabalhadores, gestores e a população em geral para que possam enviar sugestões e avaliações no canal de consulta, garantindo o aprimoramento da política pública nacional.
Serviço
- Evento: Live informativa sobre a Diretriz Nacional de Saúde Mental e Trabalho.
- Data e Horário: 28 de maio de 2026, às 19 horas.
- Onde assistir: //www.youtube.com/@cesrjtv/streams" role="link" style="box-sizing: inherit; background-color: rgba(255, 255, 255, 0); color: rgb(63, 118, 135); transition: 100ms ease-in;">Canal CES-RJ TV no YouTube.
- Prazo da Consulta Pública: Encerramento em 31 de maio.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Por decisão do Colegiado Pleno do Conselho Estadual de Saúde, em reunião ocorrida no dia 12 de maio de 2026, foi realizada uma apresentação em memória ao Dia em Alusão às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.
Na ocasião, foi realizada pelas representantes da CISTT, Daniele Moretti e Fátima Sueli, a leitura de uma Carta referente ao incidente envolvendo o jovem Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, morador do município de Magé, ocorrido durante a montagem do show da cantora Shakira.
Quando o espetáculo não pode custar vidas, nunca.
Na tarde do dia 26 de abril, às 15 horas, o jovem Gabriel de Jesus Firmino, 28 anos, morador do município de Magé, serralheiro e técnico de segurança da empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos, faleceu na praia de Copacabana. Sofreu traumatismo por esmagamento por uma estrutura metálica enquanto montava as estruturas para o show da cantora Shakira. Gabriel faz parte dos 37 trabalhadores que morreram no estado do Rio de Janeiro neste ano de 2026*, o 6º estado com mais casos de acidentes de trabalho no país. O ano de 2026 já denuncia uma “epidemia” de acidentes com motociclistas, revelando mais de 10 mil atendimentos, impactando o Hospital Municipal Miguel Couto.
O caso do trabalhador Gabriel ganhou destaque na imprensa mundial, que noticiou as versões da polícia e do Corpo de Bombeiros. E, de forma pouco responsável, antecipou a culpabilização de outro trabalhador e repercutiu a posição da empresa organizadora do evento sobre providências genéricas e tardias à perda de uma vida. A Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora (CISTT) do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ) do Estado do Rio de Janeiro destaca que Gabriel expressa a urgência de a área de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do SUS atuar incisivamente para interromper a sucessão de mortes no estado. Não basta identificar se o trabalhador estava usando os equipamentos de segurança ou se as normas estavam sendo cumpridas. É imperioso perguntar: por que subsistemas de segurança que deveriam garantir a vida e a integridade do trabalhador falharam? Quem é responsável por garantir que o trabalho não custe a vida? As respostas já estão previstas nas legislações, como as ações regressivas contra empresas que negligenciam a segurança na preservação da vida ou no adoecimento do trabalhador.
Para fazer cumprir a responsabilidade social das empresas de garantir a vida, existem no estado 17 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) e serviços municipais de Saúde do Trabalhador. Como equipamentos do SUS, é sua função promover a vida e a saúde, o que inclui, mas não se limita a, registrar acidentes e realizar fiscalização. Para garantir a firmeza das ações técnicas, existe o controle social, a CISTT. Um grupo intersetorial composto por conselheiros e não conselheiros de saúde, cuja missão é garantir o cumprimento do lema da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador/a, “saúde do trabalhador/a como um direito humano”, o direito de viver, de voltar para casa e ser feliz. A CISTT, articulada com os serviços de STT, oferece o respaldo para a ação técnica, ética, social e legalmente definida.
As falhas na garantia da preservação da vida de quaisquer trabalhadores: formais, informais, camelôs, entregadores, uberizados e outros, não podem ser naturalizadas. Precisam ser apuradas e punidas com a dimensão criminal e sanitária devida. A CISTT não aceita que trabalhadores percam a vida no exercício do trabalho e aguarda que a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, através da coordenação municipal de Saúde do Trabalhador, o CEREST e a CISTT municipal informem sobre a devida apuração deste caso e, para além disso, a adoção de medidas que garantam que nenhum trabalhador vai adoecer, se acidentar ou morrer na montagem de novos espetáculos que alegram a população, mas que não podem custar vidas. Medidas claras e rigorosas de segurança nos contratos, subsistemas de proteção e supervisão permanente de condições e processos de trabalho são medidas bem conhecidas, que não podem ser negligenciadas sob quaisquer justificativas econômicas.
(fonte: https://sistemas.saude.rj.gov.br/tabnetbd/webtabx.exe?sim/tf_sim_do_externas.def)
Obs.: O documento, através das vias regimentais deste conselho, será encaminhado ao Conselho Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, ao Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, ao Conselho Municipal de Saúde de Magé e à Secretaria Municipal de Saúde de Magé.
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) realizou, no dia 12 de maio de 2026, uma homenagem à enfermeira e sindicalista Maria José Peixoto, conhecida como Zezé, e ao militante social Eduardo Novaes, ambos falecidos no decorrer deste ano. A solenidade ocorreu no auditório da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, durante a Reunião Ordinária do órgão. Na ocasião, foi exibido um vídeo institucional que resgatou a trajetória de ambos na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e em diferentes frentes de mobilização popular e representação da sociedade civil no estado.
Maria José Peixoto, a Zezé, teve sua atuação profissional e política dedicada à valorização da saúde pública, da enfermagem e da assistência social. Enfermeira de formação, ela foi fundadora e presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Município do Rio de Janeiro (SATEMRJ), além de ter exercido a presidência do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro (SASERJ) e o cargo de conselheira no Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RJ). Em 2025, sua atuação na militância setorial foi reconhecida publicamente com a entrega do Prêmio Ana Nery da Saúde, em sessão realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).
Eduardo Novaes, por sua vez, caracterizou-se pelo histórico de atuação junto aos direitos humanos, à justiça social e aos movimentos comunitários, sendo considerado um dos pilares do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro. Por meio de sua inserção na Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (FAFERJ), Novaes articulou demandas por dignidade nas favelas e periferias fluminenses. Sua atuação também se estendeu à defesa das pessoas privadas de liberdade, com a denúncia de violações de direitos no sistema prisional e a promoção de iniciativas de inclusão social, como o Projeto Alvorada, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
A homenagem promovida pelo CES/RJ destacou a convergência das lideranças de Zezé e Eduardo Novaes no âmbito do controle social. Ambos serviram como conselheiros estaduais de saúde, conectando as bases populares e os trabalhadores do setor às instâncias oficiais de deliberação. O ato solene evidenciou suas trajetórias na consolidação da organização popular e na formulação de políticas públicas voltadas às populações em situação de maior vulnerabilidade no estado do Rio de Janeiro.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O PARTICIPA+ — Formação para o Controle Social no SUS é uma formação destinada a conselheiros e conselheiras de saúde e lideranças de movimentos sociais, com o objetivo de fortalecer o exercício do controle social no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa combina etapa virtual preparatória e encontro presencial com atividades teóricas, dinâmicas participativas, estudos de caso e oficinas práticas para elaboração de planos de ação locais. A formação é promovida em parceria com instâncias nacionais e internacionais de saúde e educação popular, buscando qualificar a participação social, a fiscalização dos serviços e a proposição de melhorias para o atendimento à população.
RELACIONADO
Oficinas gratuitas para conselheiros/as de saúde e lideranças de movimentos sociais — etapas virtuais e presenciais em municípios do Rio de Janeiro.
O PARTICIPA + é uma formação prática e política destinada a fortalecer o controle social no SUS. Voltada para conselheiros/as de saúde, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais, a oficina oferece conteúdos sobre a estrutura e atribuições dos conselhos de saúde, mecanismos de participação popular, monitoramento de políticas públicas, comunicação e mobilização social. A formação combina uma etapa virtual preparatória com um encontro presencial para aprofundamento e construção coletiva de estratégias locais de atuação. A participação é gratuita; vagas limitadas.
Organização e parcerias
- Organizadores: Conselho Nacional de Saúde; Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.
- Parceiros: CEAP — Centro de Educação Popular; Organização Pan‑Americana da Saúde; Organização Mundial da Saúde; Ministério da Saúde; Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Público‑alvo: Conselheiros/as de saúde (municipais e estaduais), lideranças de movimentos sociais, representantes de coletivos e organizações comunitárias, estudantes e profissionais interessados em participação social em saúde.
Formato e metodologia
- Etapa virtual: aulas e materiais preparatórios, fóruns e atividades assíncronas.
- Encontro presencial: oficinas práticas, dinâmicas de grupo, elaboração de planos de ação e construção de redes locais.
- Carga horária: informada no momento da inscrição; certificação para participantes que cumprirem as atividades.
Cronograma
| Angra dos Reis |
| Palco virtual: 03/09/2026 |
| Fase presencial: 26 e 27/03/2026 |
| Cabo Frio |
| Palco virtual: 01/04/2026 |
| Fase presencial: 16 e 17/04/2026 |
| Barra Mansa |
| Palco virtual: 05/06/2026 |
| Fase presencial: 21 e 22/05/2026 |
| Miguel Pereira |
| Palco virtual: 27/05/2026 |
| Fase presencial: 11 e 12/06/2026 |
| Porciúncula |
| Palco virtual: 24/06/2026 |
| Fase presencial: 09 e 10/07/2026 |
| Nova Iguaçu |
| Palco virtual: 15/07/2026 |
| Fase presencial: 30 e 31/07/2026 |
Como se inscrever
- Acesse o formulário de inscrição para a oficina PARTICIPA + (página de eventos ou formação).
- Preencha o formulário com seus dados pessoais, vínculo (conselho, movimento social, organização) e município de preferência.
- Envie a inscrição e aguarde confirmação por e‑mail com instruções para a etapa virtual.
- Participe da etapa virtual preparatória; confirme presença para o encontro presencial conforme orientações recebidas.
Observações: A formação é gratuita. Vagas limitadas; priorização conforme critérios definidos pela organização (informar critérios específicos quando disponíveis).
Perguntas e respostas
Quem pode participar? Conselheiros/as de saúde, lideranças de movimentos sociais, representantes de coletivos e organizações comunitárias.
A formação é paga? Não. A participação é gratuita.
Preciso participar da etapa virtual para ir ao presencial? Sim. A etapa virtual é preparatória e obrigatória para participação no encontro presencial.
Haverá certificação? Sim. Será emitido certificado para participantes que cumprirem as atividades previstas.
Como receberei as informações da etapa virtual? Após confirmação da inscrição, você receberá por e‑mail as instruções de acesso e o cronograma da etapa virtual.
CONTATO: http://www.conselhodesaude.rj.gov.br (conselhodesaude.rj.gov.br) | Tel.: (21) 3385‑9015 / 9016
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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RIO DE JANEIRO – O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) oficializou, no último mês, a conclusão do processo de renovação do controle social no município de Rio Bonito. Em cerimônia realizada no dia 30 de março de 2026, tomaram posse os novos membros do Conselho Municipal de Saúde, encerrando um ciclo institucional que teve início ainda em 2025.
O processo de recomposição do órgão colegiado remonta ao ano anterior, quando o CES-RJ interveio para coordenar a formação da Comissão Eleitoral, garantindo a lisura e a continuidade democrática da representação setorial na saúde local. A transição, acompanhada de perto pelas instâncias estaduais, visou regularizar a participação da sociedade civil e dos profissionais do setor nas decisões de políticas públicas do município.
A etapa final do cronograma ocorreu durante o Pleno Ordinário do CES, realizado em 14 de abril, com a apresentação e aprovação do Relatório Final pela Comissão Eleitoral. O documento detalha a nova composição do conselho, consolidando os nomes eleitos pelos diversos segmentos. No entanto, o relatório aponta uma ressalva quanto aos representantes da gestão municipal: as cadeiras destinadas ao governo permanecem em aberto, uma vez que a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito não confirmou os nomes dos seus indicados, apesar das solicitações e reiterações formais enviadas pelo conselho estadual.
Com a aprovação do relatório pelo plenário, o Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito retoma plenamente suas atividades de fiscalização e deliberação, restando apenas o preenchimento das vagas remanescentes por parte da administração pública para que o quórum esteja integralmente completo.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) vem a público esclarecer que a entidade denominada “PROJETO CRER-SER”, por meio de documento encaminhado à Comissão Eleitoral, não comprovou a tempestividade de sua inscrição no Processo Eleitoral para o Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito, conforme exigido pela 1ª Promotoria de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, nos termos da Recomendação nº 001/2026-1PJTCSRM2.
Diante disso, visando assegurar a lisura e a transparência do processo eleitoral, foi divulgada em 04 de março de 2026 a listagem final das entidades aptas a participar do pleito, conforme matéria publicada no portal do CES-RJ aqui.
Simultaneamente, informamos que todas as comunicações necessárias foram devidamente realizadas:
- À própria entidade, sobre a revogação de sua aptidão, em razão da impugnação apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde e acatada pela Promotoria;
- Ao Ministério Público, para prosseguimento do feito, considerando que o processo eleitoral encontrava-se suspenso em virtude da impugnação, conforme divulgado em nota anterior;
- À Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito, para ciência e informação quanto ao local e à data possível para a posse dos representantes das entidades eleitas.
O CES-RJ salienta seu compromisso com a transparência, a legalidade e a participação social, assegurando que todas as etapas do processo eleitoral foram conduzidas em conformidade com as recomendações ministeriais e com o devido respeito às normas estabelecidas.
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No próximo dia 07/04/2026, das 08:00 às 13:00, o Auditório da Secretaria de Estado de Saúde do RJ será palco de uma celebração que marca 25 anos da Lei 10.216, marco legal que redirecionou o modelo assistencial em saúde mental no Brasil. O encontro, organizado e ministrado pela Comissão Intersetorial de Saúde Mental, tem como objetivo celebrar conquistas, homenagear pessoas que fizeram e fazem parte da história da luta antimanicomial e fortalecer o compromisso com práticas comunitárias e de direitos humanos.
A Lei 10.216, de 6 de abril de 2001, assegura a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e orienta a substituição progressiva do modelo manicomial por uma rede de atenção psicossocial baseada em serviços comunitários e em garantias de direitos. Essa legislação consagrou princípios como o “cuidado em liberdade como prioridade, a garantia de tratamentos menos invasivos, a transparência na informação a usuários e familiares e a proibição de discriminação por motivo de transtorno mental.”
A trajetória que culminou na lei é fruto de décadas de mobilização de movimentos sociais, profissionais de saúde, familiares e usuários que denunciaram práticas excludentes e defenderam modelos de cuidado centrados na autonomia e na reinserção social. A luta antimanicomial construiu redes de atenção psicossocial, centros de convivência, serviços substitutivos e políticas públicas que transformaram práticas e ampliaram direitos. Homenagear essas trajetórias é também reafirmar a necessidade de investimento contínuo em serviços comunitários e em políticas intersetoriais.
Informações
- Data: 07/04/2026
- Horário: 08:00–13:00.
- Local: Auditório — Secretaria de Estado de Saúde do RJ.
- Quem ministra: Comissão Intersetorial de Saúde Mental.
- Inscrições: pelo formulário online (Forms) e presencialmente no dia do evento; auditório sujeito a lotação.
- Transmissão: CES‑RJ TV no YouTube.
Programação
- 08:00 – Credenciamento e Coffee Break de recepção
- 09:00 – Composição da mesa e apresentação da Comissão
- 09:45 – Mesa de Celebração: Pronunciamento dos convidados
- 12:00 – Debate: Abertura para perguntas e intervenções do público
- 12:45 – Considerações finais e encerramento
- 13:00 – Encerramento das atividades
Por que participar
- Reconhecimento histórico: encontro para homenagear militantes, profissionais e usuários que impulsionaram a reforma da atenção em saúde mental.
- Atualização técnica e política: debates sobre desafios atuais, financiamento, redes de atenção e práticas comunitárias.
- Fortalecimento de redes: oportunidade de articulação entre serviços, movimentos e gestores.
Convite
Profissionais, usuários e interessados são convidados a participar desta manhã de memória, reconhecimento e planejamento coletivo. Trazer relatos, propostas e nomes para as homenagens é uma forma concreta de manter viva a luta antimanicomial e garantir que os 25 anos da Lei 10.216 sejam celebrados com compromisso e olhar para o futuro.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Nota elaborada pela CISTT/CES/RJ, homologada em Reunião Ordinária de 10/03/2026, em atualização à matéria “O fim do “faz parte do trabalho”: nova lei obriga empresas a mapear estresse e sobrecarga“.
A partir de maio de 2026 deverá entrar em vigência a nova Norma Regulamentadora do trabalho, com uma atualização da NR1. De acordo com o que está sendo veiculado em boa parte da mídia, as empresas brasileiras enfrentarão uma transformação importante, passando, a partir daí, a responder legalmente pelo estresse, sobrecarga e outros problemas decorrentes de um “clima organizacional” ruim.
A atualização da NR-1 realmente confere maior destaque aos “fatores de risco psicossociais”
Mas é importante notar que a Constituição Federal (1988) já garantia aos trabalhadores o direito à redução dos riscos relacionados ao trabalho.
Diversos itens das Normas Regulamentadoras vigentes tratam dos riscos elencados como psicossociais. A NR-17 trata dos riscos ergonômicos, com uma parte dedicada aos riscos relacionados à organização do trabalho. A NR-33 indica que “todo trabalhador designado para trabalhos em espaços confinados deve ser submetido a exames médicos específicos […], incluindo os fatores de riscos psicossociais”. A NR-35 indica que “o empregador deve avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que exercem atividade em altura […], considerando também os fatores psicossociais”.
A NR-37, que regulamenta o trabalho em plataformas de petróleo, vai além e indica que as empresas devem adotar “programas de promoção e prevenção em saúde, visando implantar medidas para mitigar os fatores de riscos psicossociais identificados, assim como prevenir constrangimentos nos locais de trabalho decorrentes de agressão, assédio moral, assédio sexual, dentre outros”.
Mas, apesar da obrigatoriedade de eliminação ou controle dos riscos psicossociais já estar mencionada nas NRs e outras normas, o que vemos com frequência é a postura de considerar o degaste geral e psíquico como algo “natural” ou “inerente” ao trabalho, seno pertinente no máximo torná-lo suportável.
A “nova” NR1 não traz a inovação que o campo da Saúde do Trabalhador precisa. Continua a haver uma supervalorização de regras de segurança em detrimento da consideração da complexidade dos processos de trabalho; assim como continua a não haver garantia da inclusão do saber da experiência dos trabalhadores e trabalhadoras na análise e solução dos problemas existentes.
Sua abordagem induz a pensar a relação do trabalho com a saúde como algo relacionado à história pessoal de cada trabalhador ou trabalhadora, tirando o foco da organização do trabalho que é violenta, que sobrecarrega, estressa e mata! Mas a raiz do problema não está nas está nas características pessoais, do indivíduo, de sua família ou em seus hábitos.
O desgaste gerado pelas más condições de trabalho não pode ser reduzido com tratamentos psicoterápicos ou mágicas salas de descompressão e similares. A raiz doproblema está nas jornadas prolongadas, metas inacessíveis, forte estímulo à competição interna, hierarquias de gênero, preconceitos de raça.
Para enfrentar essas situações a solução é alterar a organização do trabalho.
A atualização da NR1 indica, de modo claro e/ou subentendido, que o empregador deve INFORMAR os trabalhadores dos riscos existentes, bem como das condutas adequadas para (supostamente) se proteger destes riscos.
E os trabalhadores devem OBEDECER, agir seguindo essas prescrições de segurança, nem sempre possíveis de serem seguidas.
Com essa atualização, a Norma continua a não tratar adequadamente a necessidade de haver participação do trabalhador na análise dos processos de trabalho.
Somente com ampliação da participação dos sindicatos e associações dos trabalhadores na análise e reformulação dos modos de organizar o trabalho haverá a possibilidade de luta contra a dominação presente no modelo de extração de lucro a custa da doença e da morte dos trabalhadores e trabalhadoras.
O que temos então como tarefa, se queremos ampliar a possibilidade de melhora efetiva das condições do trabalho, favorecendo a saúde?
Temos que focar na importância de ampliar a garantia, aos trabalhadores e trabalhadoras, de participação na análise, planejamento e regulação dos processos de trabalho. Temos que construir o embate pela mudança na organização do trabalho, com a ampliação da participação efetiva do saber adquirido na experiência nas decisões sobre a gestão do trabalho e suas consequências.
Neste embate, social e político, os Conselhos de Saúde, as CISTTS, as Centrais Sindicais, os Sindicatos e os responsáveis pelas políticas públicas têm um papel importante a cumprir. Não podem seguir cantos de sereia que buscam desviar nossa atenção dos conflitos de interesse existentes, em uma sociedade de enorme desigualdade social.
Rosemary Mendes Rocha
Suplente da Presidência do Conselho Estadual de Saúde
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RIO DE JANEIRO – Num movimento de grande participação popular e engajamento, o estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta terça-feira (25/03), um dos maiores encontros de mobilização em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Com mais de 600 participantes reunidos no auditório do Windsor Guanabara Hotel, o Encontro Estadual de Saúde – RJ serviu como etapa preparatória estratégica para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, sob o lema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”. O evento gerou debates necessários sobre o financiamento público, a gestão participativa e a urgência de fortalecer o Controle Social para garantir uma saúde universal e equitativa.

O propósito central do encontro no território fluminense foi fortalecer o debate público sobre o financiamento e a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). A programação foi estruturada em torno de três eixos fundamentais: a garantia de mais recursos para a saúde, o fortalecimento do controle social e a ampliação do acesso por meio de modelos de atenção integrais e resolutivos. Para além da discussão técnica, o encontro destacou o papel dos Conselhos de Saúde como bases da gestão democrática, promovendo um diálogo entre quem planeja as políticas e quem utiliza o sistema na ponta.
Democracia como coluna central da Saúde Pública
O encontro começou com uma apresentação cultural que retratou parte da história da constituição do SUS. A esquete “Zé do Caroço”, apresentada pelo Grupo Bacurau, trouxe a realidade das comunidades para o centro do debate, lembrando que a mudança política nasce da organização dos territórios.




A deputada federal Jandira Feghali abriu os pronunciamentos com uma homenagem emocionada à militante e sindicalista Maria José Peixoto (Zezé), falecida recentemente, e que atuou ativamente na defesa da enfermagem e da assistência social no país. Jandira foi categórica ao vincular a saúde ao regime democrático: “Não é possível pensar uma saúde universal sem democracia”. Feghali recordou as lutas históricas desde a 8ª Conferência Nacional de Saúde e alertou para a responsabilidade do voto, frisando que “saúde é um direito de todos e dever do Estado”. De acordo com Jandira, “nós não podemos mais dar um passo atrás; nós só podemos agora dar passos à frente”. Feghali foi enfática ao recordar as crises recentes, declarando que “é preciso dar cadeia e punição para quem atenta contra a democracia”. Para a parlamentar, o papel do cidadão vai além do pleito: “Não basta votar. A democracia não é só voto. É também organização”. Ela defendeu a humanização como pilar do sistema: “Aqui robô não nos substitui. Não tem automação na saúde. É preciso olhar no olho”.

A representação do Ministério da Saúde no encontro coube a José Ramix Júnior, da Assessoria de Participação Social e Diversidade. Em sua fala, Júnior sublinhou a orientação do ministro Alexandre Padilha de que “a gente não faz SUS sem a participação social”. Citando o educador Paulo Freire, ele pontuou que “manter a esperança viva é em si um ato revolucionário”, reafirmando o compromisso do governo federal com a diversidade, incluindo as populações LGBT, negra e em situação de rua.

Pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), Neide Barros e Marisa Palacios reforçaram a mobilização nacional. Barros saudou a plateia com o lema do encontro: “Cuidar do povo é cuidar do Brasil”. Palacios, por sua vez, destacou que “o SUS é conquista histórica do povo brasileiro e da democratização”, alertando que “sem controle social, não há SUS”. Ela defendeu a necessidade de um Estado forte e de financiamento público adequado para enfrentar as desigualdades sociais e os desafios das emergências climáticas.

A experiência acumulada também teve voz através de Rosemary Mendes Rocha, suplente da presidência do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ). Servidora pública há 39 anos, Rosemary emocionou os presentes ao declarar que “o território tem voz, o território tem dor, o território tem sonhos e alguém precisa escutar”. Ela definiu a essência da militância sanitária: “O SUS é cotidianamente um movimento de resistência”. Já Patrícia Santana, representante da Superintendência do Ministério da Saúde no Rio, elogiou a postura combativa do conselho fluminense: “Este conselho é um conselho combativo que luta pelo que acredita”. Santana ainda orientou os gestores locais sobre a importância técnica do planeamento, advertindo que “tudo que vocês cobram para que o SUS exerça tem que estar no plano municipal de saúde”.

Ainda no período manhã, a coordenadora Vânia Bretas reforçou que “não existe saúde pública de qualidade sem a participação ativa da população”. A conselheira nacional Valquíria Alves recordou a máxima de Sérgio Arouca: “Democracia é saúde, saúde é democracia”. O grito uníssono da plenária por estabilidade profissional: “Concurso público é agora!” ecoou no salão nobre. Entre as participações populares, uma mensagem lida por Rosemary Mendes resumiu o clamor do encontro: “Não há soberania nacional sem um SUS 100% público, gratuito e universal”.
A fala do ministro Alexandre Padilha
Um dos momentos centrais foi a exibição de um vídeo com a mensagem do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No vídeo, o ministro enfatizou a mudança de paradigma na gestão federal, afirmando que “o Ministério da Saúde hoje não fica fechado em gabinetes em Brasília; nós estamos descendo aos territórios para ouvir o que cada um de vocês tem para apresentar”. O conteúdo audiovisual também celebrou marcos históricos, como o alcance de 14,7 milhões de cirurgias em 2025.
Financiamento e valorização do trabalho
No período da tarde, os debates giraram em torno de questões estruturantes. Solange Belchior, conselheira estadual de saúde do RJ, ao coordenar a mesa temática, definiu os objetivos da gestão: “Saúde com mais recurso, mais participação social, mais acesso e trabalhadores valorizados”. Eliane Cruz, chefe de gabinete do Ministério da Saúde, demonstrou transparência ao afirmar: “A gente não vem aqui falar sem esperar ouvir críticas… temos compromisso com o que estamos fazendo”. Ela destacou os esforços orçamentários do governo atual, mencionando que “o Lula trouxe 40 milhões de volta do que o Bolsonaro tirou” para a saúde. Eliane também alertou para o perigo do negacionismo, defendendo que só há conferência se houver democracia.

Paulo Garrido, conselheiro nacional pela Fiocruz, expressou a sua satisfação com a mobilização fluminense: “É uma honra, um desafio sempre estar retomando aqui e ver este encontro tão valoroso no Rio”. Regina Bueno, educadora popular e conselheira estadual do RJ, partilhou a sua vocação: “O que eu mais adoro fazer na minha vida é ser educadora popular em saúde”. Já André Ferraz, conselheiro do CES-RJ, trouxe um debate técnico e político sobre o “Protocolo da Carreira Única”, explicando que “a proposta do protocolo da carreira única também está atrelada com a criação do fundo nacional tripartite para o trabalho no âmbito do SUS”. Ele reforçou a necessidade de combater a precarização, afirmando que “não dá para discutir SUS sem discutir as pessoas que fazem esse sistema acontecer”.

Tribuna livre
Os debates também trouxeram a voz direta de quem vivencia o controle social na ponta. Dentre os diversos participantes da tribuna, Daniele Moretti, conselheira nacional e estadual de saúde do RJ, pelo segmento dos usuários e representante da CTB, iniciou sua intervenção com um desabafo necessário sobre a importância da presença física nos espaços de decisão, lamentando o esvaziamento do plenário naquele momento e reforçando que a luta pelos “órfãos” do sistema exige compromisso integral de todos os representantes. Em uma linha de cobrança institucional, Carlos Alberto, vindo de Duque de Caxias, trouxe a urgência da resolutividade ao questionar quando as discussões de gabinete se transformarão em vitórias concretas para os três segmentos da saúde, enfatizando que a unidade é a única forma de garantir a efetivação do que é construído coletivamente.

A defesa da estabilidade como garantia de um serviço público de qualidade foi o ponto central da fala do participante Pedro, que se posicionou contra as reformas que ameaçam o funcionalismo, pontuando que enfrentar o fim da estabilidade é, na verdade, proteger o próprio atendimento ao cidadão de interferências políticas sazonais. Complementando essa visão de um sistema inclusivo e respeitoso, Franklin Félix, representante do Ministério da Saúde, encerrou as participações destacando a dimensão ética e social do cuidado, ao afirmar a importância histórica de se lutar por um SUS laico, capaz de acolher todas as pessoas em sua pluralidade, sem distinções de credo ou origem, consolidando o sistema como o maior instrumento de justiça social do país.
Compromisso com o futuro e mobilização para abril
O encontro encerrou com a leitura da “Carta de Compromissos em Defesa do SUS”, que sintetiza os eixos prioritários: financiamento adequado, fortalecimento do controlo social e ampliação do acesso resolutivo através da atenção primária. O documento também introduziu a justiça socioambiental como pauta central para enfrentar as crises climáticas. A pedido da plenária, a carta incluiu explicitamente a defesa do “concurso público” como forma de garantir uma gestão pública estatal e valorizada.

Como desdobramento prático, o Conselho Nacional de Saúde e o Conselho Estadual de Saúde do RJ convocaram todos os municípios para realizar Audiências Públicas no dia 07 de abril, Dia Mundial da Saúde, visando conectar as lutas locais ao movimento nacional. O evento, que terminou com a animada apresentação da Escola de Samba Império de Charitas, cantou que a defesa do SUS é a defesa da própria vida e soberania brasileira.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No dia 25 de março de 2026, o Rio de Janeiro será palco de uma importante mobilização em prol da saúde pública brasileira. O Dia de Mobilização em Defesa do SUS, que integra a etapa fluminense dos Encontros Estaduais de Saúde, acontecerá das 8:00 às 17:00, reunindo gestores, profissionais da área e a sociedade civil organizada sob o tema central: “SUS, Democracia e Soberania: cuidar do povo e cuidar do Brasil”.
A iniciativa é articulada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em parceria estratégica com os conselhos estaduais e o Ministério da Saúde. O objetivo principal é promover um debate profundo sobre o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e mobilizar a população para a 18ª Conferência Nacional de Saúde. No Rio, o evento conta com o apoio direto do Governo do Estado e do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ).
As edições de 2026 dos Encontros Estaduais estão concentradas entre os meses de março e abril, utilizando o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) como um marco de referência para as discussões. A programação prevista para a etapa do Rio de Janeiro é robusta, incluindo um ato solene de abertura, mesas temáticas e debates técnicos. Entre os eixos centrais de discussão estão a qualificação do controle social, a busca por um financiamento adequado e sustentável para o SUS e a análise de modelos de atenção à saúde que atendam às necessidades reais da população.
Além do caráter político e institucional, o evento também celebrará a identidade local. A agenda conta com apresentações culturais e manifestações regionais, reforçando o vínculo entre a saúde e o bem-estar social através da arte.

As inscrições foram prorrogadas até segunda-feira, 23 de março e podem ser realizadas através do QR Code disponível no material oficial de divulgação ou através deste link. Para aqueles que buscam detalhes adicionais sobre o local exato e a programação completa, a orientação é entrar em contato diretamente com o Conselho Estadual de Saúde (CES) do território. A participação é livre para a população em geral, bem como conselheiros, usuários, profissionais de saúde e gestores do SUS.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No dia 25 de março de 2026, o Rio de Janeiro será palco de uma importante mobilização em prol da saúde pública brasileira. O Dia de Mobilização em Defesa do SUS, que integra a etapa fluminense dos Encontros Estaduais de Saúde, acontecerá das 8:00 às 17:00, reunindo gestores, profissionais da área e a sociedade civil organizada sob o tema central: “SUS, Democracia e Soberania: cuidar do povo e cuidar do Brasil”.
A iniciativa é articulada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em parceria estratégica com os conselhos estaduais e o Ministério da Saúde. O objetivo principal é promover um debate profundo sobre o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e mobilizar a população para a 18ª Conferência Nacional de Saúde. No Rio, o evento conta com o apoio direto do Governo do Estado e do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ).
As edições de 2026 dos Encontros Estaduais estão concentradas entre os meses de março e abril, utilizando o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) como um marco de referência para as discussões. A programação prevista para a etapa do Rio de Janeiro é robusta, incluindo um ato solene de abertura, mesas temáticas e debates técnicos. Entre os eixos centrais de discussão estão a qualificação do controle social, a busca por um financiamento adequado e sustentável para o SUS e a análise de modelos de atenção à saúde que atendam às necessidades reais da população.
Além do caráter político e institucional, o evento também celebrará a identidade local. A agenda conta com apresentações culturais e manifestações regionais, reforçando o vínculo entre a saúde e o bem-estar social através da arte.
As inscrições, foram prorrogadas até sexta-feira, 20 de março e podem ser realizadas através do QR Code disponível no material oficial de divulgação ou através deste link. Para aqueles que buscam detalhes adicionais sobre o local exato e a programação completa, a orientação é entrar em contato diretamente com o Conselho Estadual de Saúde (CES) do território. A participação é livre para a população em geral, bem como conselheiros, usuários, profissionais de saúde e gestores do SUS.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Conselho Estadual de Saúde do RJ reage contra demissão de técnico que humanizava coletas pediátricas
Em um desdobramento que une rigor jurídico e um debate sobre a humanização no SUS, a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT) emitiu uma nota de apoio ao servidor José dos Santos Souza, conhecido como Tayo Kaye. O documento, que denuncia irregularidades graves em seu processo administrativo, foi oficialmente homologado em Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro no último dia 10 de março.
Um legado de 43 anos sob ataque
Técnico de laboratório no Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), Tayo Kaye dedicou 43 anos ao serviço público sem qualquer histórico de penalidades. Sua demissão e a anulação de sua aposentadoria — concedida em junho de 2025 e revogada apenas quatro meses depois — basearam-se no uso de vídeos em redes sociais.
Enquanto a Administração alega "proveito econômico" e "insubordinação", a CISTT rebate que o conteúdo tinha finalidade humanizadora, sendo elogiado por famílias e até pela intranet do Ministério da Saúde. Depoimentos de mães indicam que Kaye era o único capaz de realizar coletas em crianças com fobias severas através de sua abordagem lúdica.
Nulidades e "destruição de reputação"
A nota técnica aponta falhas processuais que fariam qualquer juiz franzir o cenho:
- Testemunha suspeita: A denunciante do caso foi ouvida como testemunha isenta, o que fere o princípio da impessoalidade.
- Falta de defesa: O servidor enfrentou o rito sem acompanhamento de advogado, mesmo após a introdução de acusações criminais graves no processo.
- Acusações infundadas: O documento denuncia o uso de narrativas caluniosas que tentaram ligar o servidor a milícias e pedofilia, fatos que já foram investigados e arquivados por falta de provas pela Polícia Federal.
Precedente perigoso
Para a CISTT, o caso não é apenas individual, mas um "precedente institucional perigoso" que ameaça a segurança jurídica de todos os servidores federais ao permitir a anulação de aposentadorias sem novos fatos jurídicos.
"Criminalizar essas práticas [de humanização] é um retrocesso sanitário", afirma o texto, destacando que a punição ignora a Dignidade da Pessoa Humana ao deixar um idoso de 67 anos e responsável por três filhos menores sem subsistência.
A CISTT e o Conselho Estadual de Saúde agora requerem que o Ministério Público Federal (MPF) intervenha para suspender a demissão, restabelecer a aposentadoria e investigar o possível desvio de finalidade na condução do processo.
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) realizou, no dia 10 de março de 2026, sua Reunião Ordinária do mês, tendo a presença de Rodrigo Oliveira, Diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada (DEEQAE/SAES/MS). O objetivo central da visita foi a apresentação detalhada do programa federal “Agora Tem Especialistas“, uma das principais apostas do Ministério da Saúde para reduzir as filas de espera e ampliar o acesso a procedimentos de média e alta complexidade no país. Durante mais de três horas de debate, o diretor expôs as bases técnicas da iniciativa, enquanto os conselheiros estaduais manifestaram preocupações estruturais sobre o financiamento da rede pública, a precarização do trabalho e o papel muitas vezes ambíguo do setor privado na prestação de serviços complementares ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em sua exposição inicial, Rodrigo buscou desmistificar a ideia de que o programa seria voltado prioritariamente para a compra de serviços na rede privada. Ele esclareceu que o “Agora Tem Especialistas” atua no custeio de componentes cirúrgicos e ambulatoriais, permitindo que tanto hospitais públicos — municipais e estaduais — quanto prestadores privados recebam recursos para ampliar a oferta de consultas e cirurgias eletivas. O diretor inseriu o programa dentro de um contexto macroeconômico de investimentos, citando os R$ 40 bilhões previstos pelo PAC Saúde para a construção e reforma de policlínicas, aquisição de aceleradores lineares para tratamento oncológico e renovação do parque tecnológico com aparelhos de ressonância magnética e tomografia. Segundo o representante do ministério, o foco é atacar os vazios assistenciais, especialmente em regiões onde a distância geográfica impede o diagnóstico precoce e o tratamento tempestivo de doenças crônicas.
A reação do plenário foi imediata e crítica. Diversos conselheiros e conselheiras fizeram perguntas. Dentre eles, Regina Bueno, conselheira representante do movimento de HIV/AIDS, abriu o debate com um questionamento contundente sobre a governança do programa. Ela criticou a falta de diálogo prévio com o controle social e afirmou que a saúde privada, que constitucionalmente deveria atuar de forma complementar, tem ocupado um espaço suplementar que muitas vezes drena recursos e profissionais da rede pública. Regina trouxe para a mesa a crise dos 11 hospitais federais localizados no Rio de Janeiro, denunciando a redução sistemática de leitos e o sucateamento de instituições históricas, como o Hospital Universitário Gafrée e Guinle. Para a conselheira, a chegada de programas “pacotizados” do governo federal ignora as particularidades locais e a experiência acumulada pelos usuários que lutam diariamente pela manutenção do SUS.
Em resposta, o diretor Rodrigo assegurou que o governo federal planeja a maior reestruturação da rede de hospitais universitários da história, prevendo a criação de 30 novas unidades e a integração estratégica entre o Hospital Gafrée e o Hospital dos Servidores, visando criar um polo de excelência em ensino e assistência. Sobre o déficit de pessoal, Rodrigo informou que o Ministério da Saúde está em processo de contratação emergencial de 2 mil profissionais de saúde para recompor as equipes de institutos fundamentais, como o INCA (oncologia), o INTO (ortopedia) e o INC (cardiologia). Ele defendeu que a utilização da rede privada em momentos de pico de demanda é uma estratégia de gestão necessária para garantir o direito constitucional à saúde, mas reiterou que o objetivo final é o fortalecimento da infraestrutura estatal.
A intervenção do conselheiro André Ferraz trouxe ao debate uma dimensão histórica e estrutural, ao traçar um paralelo entre a atual proposta federal e os modelos de gestão anteriores à consolidação do Sistema Único de Saúde. Ferraz expressou o temor de que o programa “Agora Tem Especialistas” esteja, na prática, reeditando a lógica do antigo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), sistema que vigorou até a década de 80 e era caracterizado pela centralização e pela prioridade absoluta na compra de serviços do setor privado em vez do fortalecimento de uma rede própria. Segundo o conselheiro, o foco acentuado na contratualização e no repasse de recursos para prestadores externos pode sinalizar um desinvestimento na administração direta, fragilizando a identidade pública do SUS.
Ainda em sua fala, Ferraz levantou uma cobrança enfática sobre a política de recursos humanos do Ministério da Saúde, questionando a ausência de diretrizes claras para a carreira pública e a falta de anúncios sobre a realização de novos concursos. Para o conselheiro, a sustentabilidade do sistema depende de profissionais com vínculos estáveis e carreiras estruturadas, elementos que considera fundamentais para evitar a rotatividade e garantir a memória técnica das unidades de saúde. Em resposta a esse questionamento, Rodrigo argumentou que o cenário atual exige uma ação pragmática diante da gravidade das filas de espera, diferenciando a estratégia de regulação do Ministério da antiga lógica do INAMPS. O diretor defendeu que, ao contrário do passado, o governo hoje exerce um papel de indutor e fiscalizador rigoroso, utilizando o investimento para “colocar a colher” na relação público-privada e garantir que o setor complementar atenda às necessidades do Estado, e não o contrário. Sobre a questão trabalhista, ele reiterou que a prioridade imediata tem sido a recomposição emergencial das equipes para evitar o fechamento de serviços essenciais, especialmente no Rio de Janeiro.
A questão dos recursos humanos e da regionalização também dominou as intervenções de Carolina de Mendonça, conselheira, representante do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro, e Ana Paula, representante de Magé. Carolina apontou que a simples abertura de vagas não resolve o problema se não houver mecanismos de fixação dos profissionais no setor público, citando a carência crítica de neurologistas pediátricos e oftalmologistas na Região Metropolitana. Já Ana Paula expressou receio de que o programa se torne uma mera transferência de recursos para o setor privado sem que haja um fortalecimento real da rede municipal. Ela questionou quem seria responsabilizado pelo descumprimento das leis que estabelecem prazos máximos de 30 e 60 dias para o diagnóstico e início do tratamento de câncer, uma preocupação central para os municípios da Baixada Fluminense que dependem da regulação estadual e federal.

Deise Sanches expressou uma preocupação central compartilhada por diversos membros do controle social: a possibilidade de o programa “Agora Tem Especialistas” atuar como uma ferramenta estruturante para a entrada definitiva do setor privado no núcleo do SUS. Segundo a conselheira, existe o risco real de que, em menos de dez anos, o sistema sofra um processo de privatização silenciosa caso não haja mecanismos de contenção que preservem a direção pública da saúde. Ela questionou se o modelo proposto pelo Ministério da Saúde possui caráter temporário, para sanar demandas reprimidas, ou se pretende se consolidar como uma nova lógica de gestão. Além disso, Deise pontuou a ausência dos hospitais universitários no centro da discussão e criticou a falta de movimentos do Ministério em direção à realização de concursos públicos, ressaltando que o vínculo estatutário é o que garante ao servidor a autonomia necessária para formular, discutir e até divergir na construção das políticas públicas.
Em uma resposta detalhada, Rodrigo, Diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada (DEEQAE/SAES/MS), buscou situar o programa dentro da realidade histórica da saúde brasileira. Ele argumentou que a supremacia do setor privado e filantrópico não é uma criação recente, mas um legado de quatro décadas que remonta ao período pré-SUS e à ditadura militar. O diretor destacou que, atualmente, cerca de 60% dos leitos de alta complexidade no Brasil são filantrópicos ou privados, evidenciando que a dependência desses setores já está posta de forma estrutural há muito tempo. Rodrigo defendeu que, longe de enfraquecer o Estado, o programa representa uma intervenção necessária da União para equilibrar o poder de negociação. Segundo ele, o Ministério está “colocando a colher” em uma relação que antes deixava municípios de pequeno porte isolados na negociação com prestadores privados, muitas vezes detentores do monopólio da oferta regional.
O diretor enfatizou que a estratégia federal visa ampliar a capacidade regulatória do Estado através de ferramentas de transparência, como o painel do programa e o monitoramento 360°. O objetivo é dar visibilidade aos contratos, à circulação das unidades móveis (carretas) e aos fluxos financeiros, permitindo que órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio controle social tenham subsídios para cobrar o cumprimento das metas. Rodrigo afirmou que, embora o programa seja uma “aposta de política pública” passível de erros e acertos, ele representa o maior volume de investimento já realizado pela União para enfrentar gargalos históricos, especialmente na oncologia. Ele assegurou que o governo federal não se desresponsabilizará das obrigações sanitárias e que a intenção é chegar junto aos estados e municípios para superar a crise da assistência oncológica no Rio de Janeiro.
Sobre a participação dos hospitais universitários, o representante do Ministério da Saúde garantiu que essas instituições estão integradas ao “Agora Tem Especialistas”, atuando tanto na realização de procedimentos cirúrgicos quanto no apoio à formação profissional. Rodrigo reconheceu que o Serviço Público Federal no Rio de Janeiro enfrenta desafios específicos e complexos que exigem enfrentamento direto, muitas vezes sem consensos imediatos, mas reforçou que o programa contempla especialidades críticas, incluindo a cirurgia vascular no componente cirúrgico. Ao encerrar o debate sobre as tabelas de financiamento e a rede de especialistas, o diretor reiterou que a transparência das informações é a principal aliada dos conselheiros para questionar a eficiência das instituições contratualizadas, como as Santas Casas, garantindo que o investimento se transforme em atendimento real para a população.
Outro ponto de forte atrito foi a utilização de unidades móveis, as chamadas “carretas”. Daniele Moretti, conselheira estadual de saúde, representante da CTB, relatou experiências em que essas unidades realizaram exames em massa sem a devida coordenação com as Clínicas da Família, deixando os pacientes desamparados no pós-exame. A conselheira criticou o fato de o controle social muitas vezes não ser informado sobre o cronograma dessas carretas, o que impede a fiscalização e o acompanhamento dos resultados. Conselheiras do interior, como a representante de Bom Jardim, reforçaram o coro, relatando casos de pacientes que aguardaram meses para que um médico pudesse interpretar os laudos gerados nas unidades móveis. Rodrigo defendeu as carretas como ferramentas de rastreamento “padrão ouro” para biópsias e colposcopias, mas admitiu que a circulação da informação e o fluxo de regulação ainda precisam de ajustes finos para evitar que o paciente se perca no sistema após o exame inicial.

As disparidades financeiras da Tabela SUS também foram alvo de denúncias por parte da conselheira Carminha, presidente do CMS de Volta Redonda, e Vânia Jussara, conselheira, representante da União Brasileira de Mulheres. Carminha detalhou como o valor repassado pelo ministério para próteses ortopédicas está defasado em relação aos preços de mercado, o que inviabiliza cirurgias em hospitais filantrópicos e municipais. Vânia questionou a ausência de especialidades como a angiologia e a cirurgia vascular do rol de prioridades do programa, lembrando que doenças venosas crônicas causam grande impacto na produtividade e na qualidade de vida da população trabalhadora. O diretor explicou que o Ministério da Saúde precisou eleger especialidades críticas baseadas em indicadores de mortalidade e tamanho das filas, como cardiologia e oncologia, para evitar a fragmentação dos recursos, mas afirmou que o programa é dinâmico e poderá ser expandido.
Ao final da reunião, Ricardo, conselheiro do Norte Fluminense, trouxe dados sobre a subutilização de recursos pactuados em municípios de grande porte, como Campos dos Goitacazes, e defendeu que o controle social precisa de mais ferramentas técnicas para fiscalizar se o dinheiro do “Agora Tem Especialistas” está sendo efetivamente revertido em serviços. O diretor Rodrigo encerrou sua participação colocando-se à disposição para novos diálogos e enfatizou que a melhoria da regulação via SISREG e a transparência nos fluxos de atendimento são compromissos inegociáveis desta gestão. A presidência do CES/RJ concluiu a sessão ressaltando que, embora o conselho seja parceiro nas iniciativas que visam melhorar o SUS, manterá sua postura vigilante e crítica para garantir que o sistema continue sendo público, universal e de qualidade para todos os cidadãos fluminenses.
Assista a íntegra aqui.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Após um período de suspensão para o cumprimento de recomendação do MPRJ, o processo eleitoral do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito (CMS-RB) retoma seu curso definitivo. A cerimônia de posse das entidades eleitas para o próximo quadriênio foi oficialmente agendada para o dia 30 de março de 2026, às 10h, no auditório da Câmara Municipal.
Retomada e recomendação do Ministério Público
A definição da data ocorre após a recomendação favorável da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II para o prosseguimento do rito institucional. O processo havia sido temporariamente interrompido para que recomendações específicas fossem realizadas, garantindo a transparência e a conformidade legal do pleito.
Com a conclusão das etapas de verificação, os novos representantes dos segmentos de usuários, trabalhadores de saúde e gestores/prestadores estão aptos a assumir suas cadeiras no órgão colegiado.
Histórico do caso: Posse do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito é adiada após recomendação do Ministério Público
Serviço
- Evento: Cerimônia de Posse do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito
- Data: 30 de março de 2026
- Horário: 10h
- Local: Auditório da Câmara Municipal de Rio Bonito
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
- Categoria: Notícias
Em atendimento à Recomendação nº 001/2026-1PJTCSRM2, encaminhada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, a Comissão Eleitoral entendeu por dar razão à impugnação interposta pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito, revogando a aptidão da entidade “Projeto Crer-Ser” para o processo eleitoral para a nova composição do conselho municipal de saúde de rio bonito quadriênio 2026-2030, o que por sua vez acarreta na respectiva vacância no segmento usuário, que deverá ser ocupado através de processo eleitoral próprio elaborado pelo Conselho após devidamente empossado.
Segmento de Usuários (6 vagas)
- Associação de Moradores: AMPRAC (Associação de Moradores da Praça Cruzeiro). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Idosos/Mulheres/Crianças: VACÂNCIA (objeto de impugnação)*.
- Minorias/Etnia/Gênero: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Pessoas com Deficiência/Patologias: A vaga permanece em vacância.
- Organização Religiosa: Primeira Igreja Batista de Boqueirão. A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Movimentos Populares: O Projeto Social Amigos do Bairro (ABA) foi eleito por consenso após disputa com a Associação Amigos de Ouro e a Sociedade Ambientalista e do Bem Estar (SAMBE).
Segmento de Profissionais da Saúde (3 vagas)
- Conselhos de Classe: COREN-RJ (Enfermagem) e CREFITO-2 (Fisioterapia e Terapia Ocupacional). As entidades foram escolhidas por consenso.
- Sindicatos/Associações: SINACS-RJ (Agentes Comunitários de Saúde). A entidade foi enquadrada nesta categoria por consenso.
Segmento Gestor e Prestador (3 vagas)
O Hospital Regional Darcy Vargas garantiu sua vaga como prestador de serviços. No entanto, o segmento gestor ainda possui lacunas: duas vagas de titular figuram como vacância na ata, aguardando a indicação oficial via ofício pela Secretaria Municipal de Saúde, conforme o cronograma estabelecido.
Próximos passos
Com a concordância do Ministério Público pelo prosseguimento do processo eleitoral, o Conselho Estadual de Saúde está em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito para a divulgação do local e data para a posse dos novos Conselheiros Municipais de Saúde.
- Categoria: Notícias
RIO DE JANEIRO – A cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Rio Bonito, originalmente agendada para esta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, foi oficialmente adiada. A decisão foi comunicada pelo Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ) por meio do Ofício nº 034/2026, através da Comissão Eleitoral.
Motivação jurídica
O adiamento atende à Recomendação nº 001/2026-1PJTCSRM2, emitida pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II. O Ministério Público está realizando uma análise técnica sobre uma impugnação apresentada contra a entidade “Projeto Crescer”, bem como a revisão da documentação correspondente ao processo eleitoral.
Próximos passos
A nova data para a solenidade será definida e comunicada assim que houver um posicionamento oficial da Promotoria.
A Comissão Eleitoral informa que permanece à disposição das entidades e instituições eleitas para prestar os esclarecimentos necessários sobre o processo.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
- Categoria: Notícias
Decisão foi tomada durante a 374ª Reunião Ordinária do CNS, quando também foi aprovada a resolução sobre a composição da Comissão Organizadora da conferência
Com o objetivo de assegurar segurança jurídica e a devida cautela administrativa diante dos prazos estabelecidos pela legislação nacional em ano eleitoral, o Pleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou por unanimidade alterações no cronograma das etapas Municipal e Nacional da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), além de definir o calendário das Conferências Livres Nacionais, conforme resolução nº 800. A decisão foi tomada durante a 374ª Reunião Ordinária do CNS, realizada em 29 de janeiro, quando também foi aprovada a resolução nº 801, que institui a composição da Comissão Organizadora da conferência.
A presidenta do CNS, Fernanda magano, destacou que a redefinição do cronograma, com a mudança do início das atividades para março busca assegurar tempo adequado para a consolidação das etapas preparatórias nos territórios, bem como a elaboração do documento orientador e a instalação da comissão organizadora.

Magano salientou que além da segurança jurídica, a medida também reforça a centralidade da etapa municipal da 18ª CNS processo: “É fundamental reafirmar, em todo o território nacional, a necessidade de que as conferências municipais aconteçam de fato e sejam privilegiadas”, uma vez que a substituição por arranjos regionais, adotada em alguns estados, não garante o reconhecimento das territorialidades nem o pleno exercício dos instrumentos de fiscalização e de implementação dos planos municipais de saúde, pilares da construção coletiva da Conferência Nacional de Saúde.
Considerado um dos maiores eventos de participação social no Brasil, a 18ª CNS terá como tema o “Brasil das Brasileiras e dos Brasileiros: SUS e Soberania – Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”. Com o ajuste no calendário, as etapas da conferência serão realizadas em três fases:
· Municipal: 16 de março a 4 de julho de 2026
· Estadual, Distrito Federal e Conferências Livres Nacionais: janeiro a abril de 2027
· Nacional: primeira quinzena de julho de 2027
As conferencias nacionais de saúde ocorrem a cada quatro anos e têm como objetivo propor diretrizes para formulação Política Nacional de Saúde, a tempo de incidir nos Planos Plurianuais, nas leis de diretrizes orçamentárias, e nos planos de aplicação dos fundos de saúde da União, dos Estados e dos municípios.
Sendo assim, a 18ª Conferência Nacional de Saúde irá subsidiar o próximo ciclo de planejamento da União, incluindo a elaboração do Plano Nacional de Saúde e do Plano Plurianual 2027–2030, reforçando o caráter democrático e participativo do SUS.
O evento será coordenado pela presidenta do CNS e presidido pelo ministro da Saúde e, em sua ausência ou impedimento, pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Comissão Organizadora
Com a aprovação da Resolução nº 801, já publicada no site do CNS nesta segunda-feira (01/02), institui-se a Comissão Organizadora, suas Comissões Temáticas, e o Comitê Executivo da 18ª CNS. Também ficam definidas as disposições sobre sua estrutura, composição e atribuições dessas comissões.
A Comissão Organizadora é composta por integrantes da mesa diretora do CNS e por pessoas conselheiras do CNS, nos segmentos de usuárias(os), trabalhadoras(es) e gestoras(es) do Sistema Único de Saúde (SUS), além de prestadoras(es) de serviços em Saúde. Ela será coordenada pela Presidenta do Conselho Nacional de Saúde e, em sua ausência ou impedimento, pela Coordenação-Geral Adjunta e, subsidiariamente, pela Secretaria-Geral.
Comissões temáticas
O grupo de organização também é composto por seis comissões temáticas: de relatoria; de Comunicação e Acessibilidade; de Mobilização e Articulação; de Infraestrutura e Acessibilidade: de Arte, Cultura e Educação Popular; de Saúde, estruturas fundamentais para a organização. Em 2023, a 17ª Conferência Nacional de Saúde reuniu cerca de sete mil pessoas em Brasília durante a etapa final.
Comitê executivo
O Comitê Executivo, coordenado pela Secretaria-Executiva do CNS, atua de forma articulada com os demais órgãos do Ministério da Saúde e com instâncias, entidades e movimentos sociais, populares e sindicais envolvidos, com o objetivo de prestar apoio técnico, administrativo, financeiro, logístico e de infraestrutura para a realização da 18ª CNS.
Acesse aqui a resolução nº 800
Acesse aqui a resolução nº 801
Elisângela Cordeiro
Conselho Nacional de Saúde
- Categoria: Notícias
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