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Decisão foi tomada durante a 374ª Reunião Ordinária do CNS, quando também foi aprovada a resolução sobre a composição da Comissão Organizadora da conferência
Com o objetivo de assegurar segurança jurídica e a devida cautela administrativa diante dos prazos estabelecidos pela legislação nacional em ano eleitoral, o Pleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou por unanimidade alterações no cronograma das etapas Municipal e Nacional da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), além de definir o calendário das Conferências Livres Nacionais, conforme resolução nº 800. A decisão foi tomada durante a 374ª Reunião Ordinária do CNS, realizada em 29 de janeiro, quando também foi aprovada a resolução nº 801, que institui a composição da Comissão Organizadora da conferência.
A presidenta do CNS, Fernanda magano, destacou que a redefinição do cronograma, com a mudança do início das atividades para março busca assegurar tempo adequado para a consolidação das etapas preparatórias nos territórios, bem como a elaboração do documento orientador e a instalação da comissão organizadora.

Magano salientou que além da segurança jurídica, a medida também reforça a centralidade da etapa municipal da 18ª CNS processo: “É fundamental reafirmar, em todo o território nacional, a necessidade de que as conferências municipais aconteçam de fato e sejam privilegiadas”, uma vez que a substituição por arranjos regionais, adotada em alguns estados, não garante o reconhecimento das territorialidades nem o pleno exercício dos instrumentos de fiscalização e de implementação dos planos municipais de saúde, pilares da construção coletiva da Conferência Nacional de Saúde.
Considerado um dos maiores eventos de participação social no Brasil, a 18ª CNS terá como tema o “Brasil das Brasileiras e dos Brasileiros: SUS e Soberania – Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”. Com o ajuste no calendário, as etapas da conferência serão realizadas em três fases:
· Municipal: 16 de março a 4 de julho de 2026
· Estadual, Distrito Federal e Conferências Livres Nacionais: janeiro a abril de 2027
· Nacional: primeira quinzena de julho de 2027
As conferencias nacionais de saúde ocorrem a cada quatro anos e têm como objetivo propor diretrizes para formulação Política Nacional de Saúde, a tempo de incidir nos Planos Plurianuais, nas leis de diretrizes orçamentárias, e nos planos de aplicação dos fundos de saúde da União, dos Estados e dos municípios.
Sendo assim, a 18ª Conferência Nacional de Saúde irá subsidiar o próximo ciclo de planejamento da União, incluindo a elaboração do Plano Nacional de Saúde e do Plano Plurianual 2027–2030, reforçando o caráter democrático e participativo do SUS.
O evento será coordenado pela presidenta do CNS e presidido pelo ministro da Saúde e, em sua ausência ou impedimento, pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Comissão Organizadora
Com a aprovação da Resolução nº 801, já publicada no site do CNS nesta segunda-feira (01/02), institui-se a Comissão Organizadora, suas Comissões Temáticas, e o Comitê Executivo da 18ª CNS. Também ficam definidas as disposições sobre sua estrutura, composição e atribuições dessas comissões.
A Comissão Organizadora é composta por integrantes da mesa diretora do CNS e por pessoas conselheiras do CNS, nos segmentos de usuárias(os), trabalhadoras(es) e gestoras(es) do Sistema Único de Saúde (SUS), além de prestadoras(es) de serviços em Saúde. Ela será coordenada pela Presidenta do Conselho Nacional de Saúde e, em sua ausência ou impedimento, pela Coordenação-Geral Adjunta e, subsidiariamente, pela Secretaria-Geral.
Comissões temáticas
O grupo de organização também é composto por seis comissões temáticas: de relatoria; de Comunicação e Acessibilidade; de Mobilização e Articulação; de Infraestrutura e Acessibilidade: de Arte, Cultura e Educação Popular; de Saúde, estruturas fundamentais para a organização. Em 2023, a 17ª Conferência Nacional de Saúde reuniu cerca de sete mil pessoas em Brasília durante a etapa final.
Comitê executivo
O Comitê Executivo, coordenado pela Secretaria-Executiva do CNS, atua de forma articulada com os demais órgãos do Ministério da Saúde e com instâncias, entidades e movimentos sociais, populares e sindicais envolvidos, com o objetivo de prestar apoio técnico, administrativo, financeiro, logístico e de infraestrutura para a realização da 18ª CNS.
Acesse aqui a resolução nº 800
Acesse aqui a resolução nº 801
Elisângela Cordeiro
Conselho Nacional de Saúde
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Comissão Eleitoral divulga Resultado Final do Processo Eleitoral do Conselho Municipal de Rio Bonito
RIO BONITO – No último dia 04 de fevereiro de 2026, o município de Rio Bonito sediou a Plenária Eleitoral do Conselho Municipal de Saúde para definir a nova composição do colegiado para o quadriênio 2026-2030. A plenária reuniu candidatos e entidades na Antiga Casa do Futuro, no bairro da Mangueirinha.

Os trabalhos tiveram início às 10h08min, sob a condução da Comissão Eleitoral, liderada pelo Coordenador e pela Subcoordenadora, ambos integrantes da Comissão Eleitoral do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Devido à falta de quórum inicial, a sessão precisou aguardar 30 minutos para ser oficialmente aberta.

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito protocolou um documento impugnando a inscrição do “Projeto Crescer”, o caso será analisado posteriormente e encaminhado ao Ministério Público para os devidos esclarecimentos.

A composição do novo conselho homologada
Baseado na Lei Municipal nº 2.620/2023 e respeitando o princípio da paridade, o Conselho será composto por 12 membros titulares e seus respectivos suplentes. A eleição transcorreu majoritariamente por consenso nas vagas sem concorrência, enquanto os grupos com disputa tiveram tempo para reuniões internas e deliberação.
Segmento de Usuários (6 vagas)
- Associação de Moradores: AMPRAC (Associação de Moradores da Praça Cruzeiro). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Idosos/Mulheres/Crianças:Projeto Crescer (objeto de impugnação)*. A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Minorias/Etnia/Gênero: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Pessoas com Deficiência/Patologias: A vaga permanece em vacância.
- Organização Religiosa: Primeira Igreja Batista de Boqueirão (objeto de impugnação)*. A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Movimentos Populares: O Projeto Social Amigos do Bairro (ABA) foi eleito por consenso após disputa com a Associação Amigos de Ouro e a Sociedade Ambientalista e do Bem Estar (SAMBE).
Segmento de Profissionais da Saúde (3 vagas)
- Conselhos de Classe: COREN-RJ (Enfermagem) e CREFITO-2 (Fisioterapia e Terapia Ocupacional). As entidades foram escolhidas por consenso.
- Sindicatos/Associações: SINACS-RJ (Agentes Comunitários de Saúde). A entidade foi enquadrada nesta categoria por consenso.
Segmento Gestor e Prestador (3 vagas)
O Hospital Regional Darcy Vargas garantiu sua vaga como prestador de serviços. No entanto, o segmento gestor ainda possui lacunas: duas vagas de titular figuram como vacância na ata, aguardando a indicação oficial via ofício pela Secretaria Municipal de Saúde, conforme o cronograma estabelecido.
A plenária foi encerrada às 11h48min, com a Comissão Eleitoral reforçando a importância do cumprimento dos prazos para as indicações restantes.
Próximos passos
A posse oficial dos novos conselheiros e conselheiras está prevista para acontecer no dia 25 de fevereiro, em local a ser divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito.
O resultado final, agora homologado pela plenária, desenha o cenário do controle social da saúde em Rio Bonito pelos próximos anos, sob o olhar atento das autoridades e da sociedade civil.
Solicitação do Ministério Público
O processo eleitoral do CMS de Rio Bonito atende a solicitações da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que havia instaurado procedimento para garantir a legalidade do processo eleitoral. O ato reforça o cumprimento das disposições da Constituição Federal e das Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que regulamentam a participação social e a organização dos conselhos de saúde no país.
Entidades destacadas com*
- A entidade “Projeto Crescer” foi impugnada pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito presencialmente, recebido no momento da eleição, assim como posteriormente através de notificação da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II. Com isto, a sua posse está condicionada à demonstração da regularidade da inscrição pela Comissão Eleitoral, junto ao Ministério Público.
- A entidade “Primeira Igreja Batista de Boqueirão” foi questionada pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito com apresentação de Ofício diante a 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II. Com isto, a sua posse está condicionada à demonstração da regularidade da inscrição pela Comissão Eleitoral, junto ao Ministério Público.
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Amanhã, dia 4 de fevereiro de 2026, será realizada a Plenária de Eleição do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Rio Bonito, das 10:00 às 12:00. O encontro ocorrerá na antiga Casa do Futuro, localizada na Rua Martinho de Almeida, bairro Mangueirinha, no município de Rio Bonito/RJ.
Durante a plenária, o município disponibilizará crachás de identificação, cédulas de votação e oferecerá um coffee break aos participantes.
Segundo a Comissão Eleitoral, o processo acontece após a conclusão da análise das interposições de recursos das entidades, conforme listagem atualizada.
Próximas etapas do processo eleitoral
- Divulgação do resultado final: 09/02/2026
- Recebimento dos ofícios com indicação dos representantes: 10/02/2026 a 12/02/2026
- Posse do novo colegiado: 25/02/2026
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Em um movimento estratégico para fortalecer a gestão participativa no Sistema Único de Saúde (SUS), o Plenário do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) aprovou, no dia 18 de novembro de 2025, a Recomendação nº 07. O documento estabelece normas rigorosas para que os Conselhos Municipais de Saúde (CMS) se adequem à legislação vigente, garantindo a legalidade de suas composições e o fluxo contínuo de recursos para as cidades fluminenses.
Rigor na composição e paridade
Uma das exigências centrais da recomendação é a manutenção da composição paritária dos conselhos. De acordo com o texto, os órgãos municipais devem garantir que 50% de seus membros sejam representantes de entidades de usuários, enquanto 25% devem ser profissionais de saúde e os outros 25% representantes do segmento gestor ou prestadores de serviços. Esta estrutura é fundamental para assegurar que a comunidade tenha voz ativa e equilibrada na fiscalização das políticas de saúde.
Além da composição, o CES-RJ determina que os regimentos internos dos conselhos devem estar em total sintonia com suas leis de criação. Qualquer incoerência entre esses documentos pode resultar na nulidade do regimento por contraposição a normas de hierarquia superior.
Regras para mandatos e o risco de desabastecimento financeiro
A recomendação traz alertas severos sobre o término dos mandatos. O processo eleitoral para a renovação dos conselheiros deve ser iniciado obrigatoriamente 60 dias antes do fim da gestão atual. O CES-RJ reforça que é proibida a prorrogação de mandatos, salvo o tempo estritamente necessário para a conclusão do pleito.
A negligência com esses prazos pode gerar consequências graves: caso o mandato expire sem que um novo processo eleitoral seja realizado, o Conselho de Saúde poderá ser considerado extinto pela gestão municipal. Sob essa condição, o município fica sujeito à suspensão imediata de todas as transferências financeiras “fundo a fundo”. Além disso, o gestor local fica impedido de assinar contratos ou convênios que dependam da regularidade do conselho para o recebimento de verbas.
Planejamento e fiscalização transparente
Os conselhos municipais também deverão intensificar a fiscalização sobre os instrumentos de gestão, como o Plano Plurianual (PPA), a Programação Anual de Saúde (PAS) e o Relatório Anual de Gestão (RAG). A recomendação inclui um cronograma detalhado — uma “Linha do Tempo dos Instrumentos de Planejamento” — que define os prazos legais para que o Poder Executivo apresente esses documentos e para que o Conselho emita seus pareceres técnicos.
Para garantir a transparência, o CES-RJ exige que todos os pareceres e decisões dos conselhos sejam amplamente divulgados, inclusive em meios eletrônicos de acesso público.
Apoio à regularização
A medida é fruto de um diagnóstico realizado pela Comissão Temática de Apoio à Regularização dos Conselhos Municipais de Saúde. O objetivo do CES-RJ não é apenas fiscalizar, mas fomentar o desenvolvimento das instâncias locais, orientando-as para que possam exercer seu papel constitucional de controle social sem riscos jurídicos ou financeiros para as populações que atendem.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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A Comissão Eleitoral responsável pelo processo eleitoral do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Rio Bonito reuniu‑se em 30 de janeiro de 2026 e, por decisão, comunicou a conclusão do prazo para a Análise e Divulgação das Interposições de Recursos e informou a alteração na data da Plenária de Eleição do CMS.
Conforme informado pela Comissão Eleitoral, anexo segue a listagem atualizada das interposições de recursos, para divulgação nesta data, 30/01/2026, em conformidade com o cronograma eleitoral estabelecido. A publicação da listagem atualizada atende ao calendário previsto e visa garantir transparência no processo de apuração e julgamento dos recursos apresentados por candidatos e chapas.
A Plenária de Eleição, inicialmente agendada para data coincidente com outra atividade institucional, teve sua data alterada e foi remarcada para 04 de fevereiro de 2026*. A mudança foi motivada pela antecipação da Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Saúde, que coincidia com a data originalmente prevista para a Plenária Eleitoral do CMS de Rio Bonito, tornando necessária a alteração tanto da data quanto do horário da sessão eleitoral.
A Comissão Eleitoral ressaltou que a alteração busca assegurar a participação ampla e o pleno exercício dos direitos eleitorais dos conselheiros, candidatos e representantes da sociedade civil, evitando sobreposição de agendas institucionais que poderiam comprometer a legitimidade e a organização do pleito. Todos os atos e prazos seguem o regimento eleitoral aplicável e as orientações previamente divulgadas.
A decisão tomada em 30/01/2026 encerra a etapa de análise de recursos prevista no cronograma e define o novo marco temporal para a realização da Plenária de Eleição, agora marcada para 04/02/2026, data em que serão formalizados os atos eleitorais do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito.
PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS OCORREU DE 22/01/2026 até 27/01/2026.
Confira a seguir a lista completa dos homologados (02/02/2025), bem como o cronograma eleitoral e o Regimento Eleitoral:
| ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | PENDÊNCIA | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REGIÃO METROPOLITANA II DO RIO DE JANEIRO – AACEMII-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| ASSOCIACAO AMIGOS DE OURO | USUÁRIO | N/A | APTA |
| ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA PRAÇA CRUZEIRO – AMPRAC | USUÁRIO | N/A | APTA |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO – COREN-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTO |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO ESTADO DO RJ – CREFITO-2 | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTO |
| HOSPITAL REGIONAL DARCY VARGAS | GESTOR/PRESTADOR | N/A | APTO |
| ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECAO DO ESTADO DO RJ | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO SOCIAL AMIGOS DO BAIRRO – ABA | USUÁRIO | N/A | APTO |
| PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE BOQUEIRÃO | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO CRESCER | USUÁRIO | N/A | APTO |
| SINDICATO DOS AGENTES COMUNITARIOS DE SAUDE DO ESTADO DO RJ – SINACS | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTO |
| SOCIEDADE AMBIENTALISTA E DO BEM ESTAR – SAMBE | USUÁRIO | N/A | APTA |
| SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE RIO BONITO | USUÁRIO | N/A | APTO |
Observação: A Comissão Eleitoral informa que a ausência do envio do formulário de inscrição não impede a participação da entidade, uma vez que tal exigência não foi solicitada a nenhum dos participantes.
| CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE RIO BONITO QUADRIÊNIO 2026-2030 | |
| ETAPA | DATA |
| DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL | 25/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL | 25/11/2025 |
| PERÍODO DE INSCRIÇÕES | 26/11/2025 até 12/01/2026 |
| ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES | 12/01/26 até 19/01/2026 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO | 21/01/2026 |
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 22/01/2026 até 27/01/2026 |
| ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS | 27/01/2026 até 30/01/2026 |
| HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS | 02/02/2026 |
| PLENÁRIA DE ELEIÇÃO* | 04/02/2026 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL | 09/02/2026 |
| RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES | 10/02/2026 – 12/02/2026 |
| POSSE DO NOVO COLEGIADO | 25/02/2026 |
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A Comissão Eleitoral, responsável pela análise dos recursos das entidades/instituições que se encontravam com pendências nas documentações, divulgou hoje (26/01/2026) a lista preliminar dos habilitados a participarem da Eleição de conselheiros do CMS de Rio Bonito.
PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS DE 22/01/2026 até 27/01/2026
Confira a seguir a lista completa, bem como o cronograma eleitoral e o Regimento Eleitoral:
| ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | PENDÊNCIA | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REGIÃO METROPOLITANA II DO RIO DE JANEIRO – AACEMII-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| ASSOCIACAO AMIGOS DE OURO | USUÁRIO | ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023) Obs.: Informamos que há divergência entre a Ata (2 anos) e o Estatuto (4 anos) apresentados quanto à vigência da eleição. | COM PENDÊNCIA |
| ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA PRAÇA CRUZEIRO – AMPRAC | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | APTA |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO – COREN-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | APTA |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO ESTADO DO RJ – CREFITO-2 | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| HOSPITAL REGIONAL DARCY VARGAS | GESTOR/PRESTADOR | EXTRATO DA PUBLICAÇÃO DO CONTRATO ENTRE O HOSPITAL E A PREFEITURA/SMS. | APTA |
| ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECAO DO ESTADO DO RJ | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO SOCIAL AMIGOS DO BAIRRO – ABA | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | APTA |
| PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE BOQUEIRÃO | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS AGENTES COMUNITARIOS DE SAUDE DO ESTADO DO RJ – SINACS | PROFISIONAL DE SAÚDE | – ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023). Obs.: Informamos que o Documento apresentado está vencido em abril/2025. – RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | APTA |
| SOCIEDADE AMBIENTALISTA E DO BEM ESTAR – SAMBE | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO Obs.: Informamos que o arquivo enviado via Google Drive não foi possível de ser aberto. | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE RIO BONITO | USUÁRIO | N/A | APTO |
Observação: A Comissão Eleitoral identificou uma inscrição pendente de análise na lista divulgada em 21 de janeiro de 2026, pois havia sido direcionada para a caixa de spam do e-mail. Portanto, a análise foi incluída nesta atual relação.
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RIO DE JANEIRO — A Comissão Eleitoral responsável pelo processo de eleição da nova composição do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito para o quadriênio 2026–2030 divulgou oficialmente o resultado das análises das documentações dos candidatos inscritos.
Período de interposição de recursos
Os interessados poderão apresentar recursos entre os dias 22 e 27 de janeiro de 2026, conforme previsto no Regimento Eleitoral.
Acesso à documentação
A lista completa dos candidatos, o cronograma eleitoral atualizado e o Regimento Eleitoral estão disponíveis para consulta pública. Esses documentos detalham os prazos, critérios e procedimentos que regem todas as fases do processo.
| ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | PENDÊNCIA | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REGIÃO METROPOLITANA II DO RIO DE JANEIRO – AACEMII-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| ASSOCIAÇÃO AMIGOS DE OURO | USUÁRIO | ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023) Obs.: Informamos que há divergência entre a Ata (2 anos) e o Estatuto (4 anos) apresentados quanto à vigência da eleição. | COM PENDÊNCIA |
| ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA PRAÇA CRUZEIRO – AMPRAC | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO – COREN-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO ESTADO DO RJ – CREFITO-2 | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| HOSPITAL REGIONAL DARCY VARGAS | GESTOR/PRESTADOR | EXTRATO DA PUBLICAÇÃO DO CONTRATO ENTRE O HOSPITAL E A PREFEITURA/SMS. | COM PENDÊNCIA |
| ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO DO ESTADO DO RJ | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO SOCIAL AMIGOS DO BAIRRO – ABA | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS AGENTES COMUNITARIOS DE SAUDE DO ESTADO DO RJ – SINACS | PROFISIONAL DE SAÚDE | – ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023). Obs.: Informamos que o Documento apresentado está vencido em abril/2025. – RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| SOCIEDADE AMBIENTALISTA E DO BEM ESTAR – SAMBE | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO Obs.: Informamos que o arquivo enviado via Google Drive não foi possível de ser aberto. | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE RIO BONITO | USUÁRIO | N/A | APTO |
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Feliz Natal!
Neste Natal, o Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro deseja a todos o fortalecimento do controle social na saúde, promovendo a participação ativa de cada cidadão na construção de um sistema de saúde mais justo e acessível. Que a solidariedade e o cuidado com o próximo sejam os pilares de nossas ações. Boas festas!
#cesrj #SUS #ControleSocial
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) concluiu seu calendário de atividades de 2025 com a realização de sua última reunião plenária extraordinária, ocorrida ontem, 18 de dezembro. O encontro teve como sede o auditório da Secretaria de Estado de Saúde do RJ (SES/RJ), reunindo conselheiros e gestores para deliberar sobre temas que impactam diretamente a assistência à população fluminense no próximo biênio.
A pauta técnica foi aberta com uma apresentação detalhada sobre o cenário atual da AIDS no estado, conduzida pela Sra. Juliana Rebello, Gerente de IST/AIDS da SES/RJ, que trouxe dados atualizados para subsidiar as próximas ações de prevenção e tratamento. Em seguida, o colegiado tratou de questões administrativas e institucionais, incluindo a alteração no cronograma do processo eleitoral do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito e a validação do parecer sobre o Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao exercício de 2024, passo fundamental para a alimentação do sistema DIGISUS.
O fortalecimento das comissões temáticas também esteve em foco, com a homologação dos novos membros da Comissão Intersetorial de Saúde Bucal (CISB) e a recomposição do grupo organizador da 5ª Conferência Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CESTT). No campo do planejamento estratégico, os conselheiros deram continuidade à análise e aprovação da Programação Anual de Saúde (PAS) para o ano de 2026, condicionando a deliberação final ao envio do documento atualizado com todas as inclusões e apontamentos feitos durante a reunião. A reunião foi transmitida ao vivo na CES-RJ TV.
Com o encerramento da pauta legislativa e técnica, o CES/RJ iniciou oficialmente seu recesso de final de ano nesta sexta-feira, 19 de dezembro. A retomada dos trabalhos das comissões e das atividades colegiadas está agendada para o dia 12 de janeiro de 2026, quando o órgão reiniciará sua missão de fiscalização e controle social do Sistema Único de Saúde no Rio de Janeiro.
#cesrj#SUS#ControleSocial#SaúdeRJ
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No último dia 19 de novembro de 2025, às 10 horas, o Centro Cultural Melchíades Cardoso (Casa da Cultura), em Miracema, foi palco da cerimônia de posse dos novos conselheiros do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que atuarão no quadriênio 2025-2029. O evento contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, além da Comissão Eleitoral do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, responsável por conduzir todo o processo eleitoral.

A solenidade marcou o encerramento de um processo iniciado semanas antes, com a publicação do edital e do regimento interno, seguido pelas inscrições, análise documental, divulgação de resultados preliminares e interposição de recursos. Após a homologação dos aptos e realização da plenária de validação das candidaturas, os eleitos foram anunciados e convocados para a posse oficial.
Entre os presentes, destacaram-se a secretária de Saúde de Miracema, Andrea Siqueira, a prefeita Alessandra Freire, além de representantes do Conselho Estadual de Saúde, como Rosemary Mendes Rocha, Alecir de Jesus, Roger Soares e Valdir Telles, representante regional. Rosemary ressaltou a importância da legalidade e da representatividade do CMS para garantir que o município possa receber recursos e fortalecer o controle social. Em sua fala, Rosemary lembrou que sem conselho ativo e instituído, a cidade não poderia receber transferências de fundos, o que representaria prejuízo à população. Ela também destacou a relevância da participação da gestão no controle social, conforme previsto na Lei 8.142, e parabenizou os conselheiros pela responsabilidade assumida em representar os cidadãos nas questões de saúde pública.

A secretária Andrea Siqueira emocionou-se ao agradecer o apoio do estado do RJ e reforçou que o conselho será fundamental para dividir responsabilidades e decisões: “Hoje eu me sinto mais aliviada porque, apesar do cargo ser extremamente solitário, agora passo a ter pessoas com quem dividir, discutir e aprovar as ações. Isso é muito importante, não estarei mais tão sozinha assim.”
Já a prefeita Alessandra Freire enfatizou que o objetivo da nova composição é garantir uma saúde de qualidade para todos os moradores de Miracema: “Se você tem saúde, você tem qualquer coisa. É preciso colocar a saúde no lugar que ela merece. O conselho vai nos ajudar a direcionar o que é melhor para a população, porque não pode ser bom apenas para a gestão ou para a secretaria, tem que ser bom para todos.”
Durante a cerimônia, foram empossados conselheiros titulares e suplentes de diferentes segmentos: gestão, prestadores de serviços, profissionais de saúde e usuários do SUS. Representantes de entidades como o Hospital de Miracema, o Conselho Regional de Enfermagem, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, além de associações de moradores e de pessoas com deficiência, assumiram seus lugares no colegiado. Ficou registrado que ainda há vacâncias a serem preenchidas nos segmentos de usuários e profissionais de saúde, o que exigirá abertura de novo processo eleitoral e ajustes na legislação municipal para garantir maior representatividade.

As falas também destacaram a importância da suplência, muitas vezes subestimada, mas que garante continuidade e participação ativa nas comissões e plenárias. Houve ainda menções à necessidade de elaboração de um novo regimento interno, alinhado à legislação vigente, e ao fortalecimento dos fóruns regionais de saúde, com Miracema se colocando como possível sede de encontros futuros.
O evento teve falas de valorização do SUS, da democracia participativa e da responsabilidade coletiva na construção de políticas públicas de saúde. Ao final, os conselheiros foram oficialmente empossados, assumindo o compromisso de representar a população e contribuir para o fortalecimento da saúde pública no município. A cerimônia encerrou-se com aplausos e o sentimento de que Miracema dá um passo importante para consolidar o controle social e garantir transparência e qualidade na gestão da saúde.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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[Atualização 10/12/2025 - 12:50: A Comissão Executiva do Conselho Estadual de Saúde, em reunião realizada no dia 9 de dezembro de 2025, aprovou ad referendum a prorrogação do prazo de inscrição para o processo eleitoral do CMS de Rio Bonito,]
O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) tornou pública, por meio da Deliberação nº 334, de 30 de outubro de 2025, a composição da Comissão Eleitoral responsável por conduzir o processo de escolha dos novos conselheiros do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito para o mandato de 2026 a 2030. A medida foi aprovada pelo Colegiado Pleno do CES-RJ em reunião extraordinária realizada em 21 de outubro e publicada oficialmente pela presidente do Conselho, Cláudia Maria Braga de Mello.
A decisão atende a solicitações da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que havia instaurado procedimento para garantir a legalidade do processo eleitoral. O ato reforça o cumprimento das disposições da Constituição Federal e das Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que regulamentam a participação social e a organização dos conselhos de saúde no país.
A Comissão Eleitoral é composta por representantes dos três segmentos previstos em lei — gestores, profissionais de saúde e usuários. Entre os nomes confirmados estão Juliana Rebello Gomes, Marizeth de Souza Sampaio, Claudio José de Oliveira, Márcia Regina da Silva de Mesquita, Solange Gonçalves Belchior, Antônio Carlos Cunha, Mariângela Alves de Queiroz e Renato Rocha Fernandes.
Além da oficialização da comissão, foram divulgados hoje o regimento eleitoral, este edital e o cronograma do processo, que estabelecem as regras, prazos e etapas para a eleição dos novos conselheiros. O documento detalha desde a inscrição das candidaturas até a homologação dos eleitos, garantindo transparência e participação democrática na composição do colegiado.
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CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE RIO BONITO QUADRIÊNIO 2026-2030
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ETAPA
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DATA
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DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL
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25/11/2025
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DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL
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25/11/2025
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PERÍODO DE INSCRIÇÕES
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26/11/2025 até 12/01/2026
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ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES
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12/01/26 até 19/01/2026
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DIVULGAÇÃO DO RESULTADO
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21/01/2026
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PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS
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22/01/2026 até 27/01/2026
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ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS
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27/01/2026 até 30/01/2026
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HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS
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02/02/2026
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PLENÁRIA DE ELEIÇÃO
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05/02/2026
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DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL
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09/02/2026
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RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES
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10/02/2026 - 12/02/2026
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POSSE DO NOVO COLEGIADO
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25/02/2026
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Inscrições: as inscrições poderão ser feitas de maneira online através de Google Forms ou através do preenchimento de documento Word e envio apara o e-mail mencionado no regimento.
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO ONLINE
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO PARA ENVIO ATRAVÉS DE E-MAIL
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
- Categoria: Notícias
A Comissão Eleitoral, responsável pela análise dos recursos das entidades/instituições que se encontravam com pendências nas documentações, divulgou hoje (30/10/2025) a lista final dos habilitados a participarem da Eleição de conselheiros do CMS de Miracema-RJ.
Conforme o cronograma (tabela), a Plenária será realizada no próximo dia 05 de novembro, no Centro Cultural Melchiades Cardoso (Casa da Cultura) situado na Praça Ary Parreiras n•156 Centro, Miracema/RJ, às 10 horas.
Confira a seguir a lista completa dos homologados.
ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO |
SEGMENTO |
SITUAÇÃO |
HOSPITAL DE MIRACEMA |
PRESTADOR DE SERVIÇOS |
APTO |
COREN |
PROFISSIONAL |
APTO |
CREFITO |
PROFISSIONAL |
APTO |
| ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS EXCEPCIONAIS DE MIRACEMA | USUARIO |
APTO |
AUGUSTA E RESPEITAVEL LOJA MAÇÔNICA LIBERTAS II |
USUARIO |
APTO |
ASSOCIAÇÃO DE DEFICIENTE AUDITIVO E VISUAL |
USUARIO |
APTO |
| FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DE MIRACEMA | USUARIO |
APTO |
| CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE MIRACEMA QUADRIÊNIO 2025-2029 | |
| ETAPA | DATA |
| DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| PERÍODO DE INSCRIÇÕES | 19/09/2025 à 17/10/2025 |
| ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES | 20/10/2025 à 22/10/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO | 23/10/2025 |
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 24/10/2025 à 27/10/2025 |
| ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS | 29/10/2025 |
| HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS | 30/10/2025 |
| PLENÁRIA | 05/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL | 07/11/2025 |
| RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES | 10/11/2025 à 13/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DOS ELEITOS NO SITE | 17/11/2025 |
| POSSE DO NOVO COLEGIADO | 26/11/2025 |
- Categoria: Notícias
RIO DE JANEIRO – No dia 17 de outubro de 2025, a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT) do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, em parceria com o Projeto Grupo de Ensino e Pesquisa em Epidemiologia e Câncer Ocupacional (GEPEC) da UERJ, realizou a primeira Oficina de Acolhimento aos Conselheiros de Saúde com foco na Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (STT).

Este evento inédito teve como objetivo acolher e apresentar o tema da STT aos conselheiros estaduais e municipais, utilizando o formato de roda de conversa baseado na educação popular em saúde. A oficina ocorreu em um ambiente natural, no bosque da UERJ, e contou com música e integração com a natureza. A organização ficou a cargo da Profa. Dra. Fátima Sueli Neto Ribeiro (UERJ), Dr. Claudio Alencar da Associação Nacional de Educação Popular, André Ferraz, conselheiro estadual, e as representantes da CISTT, Iris da Conceição e Norma Bonfim.
A atividade reuniu a Coordenadora e o Subcoordenador da CISTT, Daniele Moretti e Roger Soares de Oliveira, além de conselheiros estaduais e municipais de Queimados, Campos, Casimiro de Abreu, São João de Meriti e Mesquita, e alunos do projeto, totalizando 25 participantes. O evento também contou com o apoio dos funcionários do CES, Aluízio B.S. Filho e Marilda Borges.

Durante a oficina, foram discutidas as diferenças entre Saúde, Saúde Ocupacional e Saúde do Trabalhador/a, a importância do trabalho na determinação social da vida e da saúde, as interrelações entre os Conselhos e a CISTT, além do papel e dos instrumentos de gestão da CISTT no CES. O modelo de participação aberta favoreceu um debate horizontal e esclarecedor, enriquecido pelas experiências individuais dos participantes.
A avaliação final foi unânime em elogiar a iniciativa, destacando o formato, a metodologia e a ampliação da aprendizagem. Os participantes relataram sentir-se acolhidos tanto no grupo quanto no tema abordado. Entretanto, houve uma preocupação em relação à curta duração do evento, que foi de apenas um dia. Sugestões foram feitas para que mais rodas de conversa nesse formato sejam realizadas com os municípios, ampliando a participação de todos os conselheiros. Propôs-se que a continuidade da temática da CISTT seja submetida ao pleno do Conselho, com a realização de oficinas complementares e a possibilidade de tornar essa oficina um evento itinerante, possivelmente semestral, nas diversas regiões do estado.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
- Categoria: Notícias
Comissão Eleitoral responsável pela eleição de conselheiros do CMS de Miracema-RJ divulga o resultado das entidades aptas ou com pendências, após primeira análise.
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 24/10/2025 à 27/10/2025 |

Confira a seguir a lista completa, bem como o cronograma eleitoral:
| ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS EXCEPCIONAIS DE MIRACEMA | USUÁRIO | APTO |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM/RJ | PROFISSIONAL | APTO |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 2° REGIÃO | PROFISSIONAL | COM PENDÊNCIAS |
| HOSPITAL DE MIRACEMA | PRESTADOR DE SEVIÇOS | COM PENDÊNCIAS |
| ASSOCIAÇÃO DE DEFICIENTE AUDITIVO E VISUAL | USUÁRIO | COM PENDÊNCIAS |
| FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DE MIRACEMA | USUÁRIO | COM PENDÊNCIAS |
| AUGUSTA E RESPEITAVEL LOJA MAÇÔNICA LIBERTAS II | USUÁRIO | COM PENDÊNCIAS |
| CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE MIRACEMA QUADRIÊNIO 2025-2029 | |
| ETAPA | DATA |
| DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| PERÍODO DE INSCRIÇÕES | 19/09/2025 à 17/10/2025 |
| ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES | 20/10/2025 à 22/10/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO | 23/10/2025 |
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 24/10/2025 à 27/10/2025 |
| ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS | 29/10/2025 |
| HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS | 30/10/2025 |
| PLENÁRIA | 05/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL | 07/11/2025 |
| RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES | 10/11/2025 à 13/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DOS ELEITOS NO SITE | 17/11/2025 |
| POSSE DO NOVO COLEGIADO | 26/11/2025 |
- Categoria: Notícias
O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ), através da Comissão Eleitoral, concluiu com sucesso o processo eleitoral para a nova composição do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Itaboraí. A necessidade de um novo pleito surgiu após a anulação, por decisão judicial, do processo anterior. O novo Processo Eleitoral foi aberto com a publicação de Edital no Diário Oficial em 08 de agosto de 2024.
A Comissão Eleitoral, coordenada por Gabriele Gomes, conduziu todas as etapas do processo em meio a uma extensa tramitação administrativa e interlocuções institucionais com o Ministério Público (MPRJ) e a Secretaria Municipal de Saúde de Itaboraí.
Durante o processo, houve a publicação da composição da Comissão Eleitoral, aprovação do Regimento Interno Eleitoral (posteriormente alterado após recomendações do MPRJ), prorrogação do prazo de inscrições, e a divulgação das relações de entidades aptas e inaptas. A Comissão garantiu o amplo direito de defesa e contraditório, respondendo a todas as denúncias, mesmo as infundadas.
A nova composição do CMS de Itaboraí foi divulgada através da Deliberação CES n° 311/2025, e o processo é considerado concluído, tendo assegurado os princípios da legalidade, publicidade e participação social, em consonância com a Constituição e o SUS. Todos os documentos do processo estão disponíveis para o recém-composto Conselho Municipal de Saúde.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
- Categoria: Notícias
O Windsor Guanabara Hotel, no Rio de Janeiro, é o palco da Oficina de Mobilização Social para uma APS Mais Forte da Macrorregião Sudeste, que reúne representantes do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais. As atividades tiveram início ontem (01/10) e se encerram hoje. Trata-se de um esforço nacional para o aprimoramento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil.
O evento é uma realização da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS), sendo voltado para um público estratégico que inclui conselhos estaduais de Saúde (CES), secretarias estaduais de Saúde (SES), conselhos municipais de Saúde (CMS) e secretarias municipais de Saúde (SMS) dos estados participantes da macrorregião (Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória – representando o Espírito Santo – e Minas Gerais).

Esta edição carioca visa debater, trocar experiências e fortalecer a APS por meio da participação ativa dos conselhos de saúde, movimentos sociais e gestores. A pauta da oficina inclui a discussão sobre os desafios da APS, a implementação de ações estratégicas e o fundamental papel da participação social, destacando a Campanha “Aqui tem Conselho Local de Saúde”. O evento também ressalta o papel estratégico do controle social do SUS, que contribui diretamente para a formulação de políticas, cria espaços de articulação e garante devolutivas consistentes à gestão.
O Conselho Estadual de Saúde foi representado por Marizeth Sampaio, Ricardo Gonçalves, Amanda Bittencourt, Gabriele Parajara, Luiz Carlos Rodrigues, Maria da Penha da Silva, Renato Rocha, Regina Célia Bueno, Mara Dalila, além de Rosemary Mendes. Flávio Campos da Silva, secretário executivo do CE/RJ, também marcou presença.

Discursos de abertura
Rosemary Mendes Rocha, conselheira e representante da secretária de estado de Saúde do Rio de Janeiro na presidência do CES/RJ, iniciou as falas destacando o forte apoio do governo do Rio de Janeiro ao controle social, considerando isso uma responsabilidade e uma obrigação, não um favor. Ela enfatizou a necessidade de construir pontes com o controle social, que, segundo ela, não é inimigo, mas sim um parceiro fundamental para garantir que o SUS funcione e se torne cada vez mais forte. Rocha, que atua na Vigilância em Saúde há 26 anos, parabenizou o Ministério da Saúde pela iniciativa e agradeceu aos seus colegas da Secretaria de Estado de Saúde, mencionando que foi sob a gestão atual que a secretaria conseguiu realizar um concurso público depois de 24 anos, uma forma de desprecarizar o setor.

Renato Cunha, subsecretário de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, expressou a satisfação de receber o Ministério e o Conselho na cidade. Ele reconheceu o histórico do Rio de Janeiro como antiga capital federal e destacou a história do estado. Cunha abordou os desafios enfrentados, como a violência que afeta a segurança dos profissionais e o fechamento de unidades de saúde, como a UPA de Costa Barros. Apesar disso, ele celebrou os avanços da atenção primária no Rio, que alcançou a melhor colocação entre as capitais na última avaliação do Previne Brasil. Ele também mencionou o fortalecimento da atenção especializada com a criação dos supercentros e o aumento da oferta de vagas no SISREG, atingindo 3 milhões em 2024. Cunha concluiu enfatizando a importância de congregar um grupo diverso de representantes, incluindo os que lutam contra a hanseníase, AIDS e os que representam a população em situação de rua.

Luli Paiva, assessor técnico do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) do Rio de Janeiro, representou a presidente Conceição. Ele reforçou a importância da participação social e da atenção primária nos municípios, onde, segundo ele, as lideranças e a mobilização social se manifestam com mais intensidade. Paiva argumentou que a participação deve ser um espaço efetivo de debate e disputa de propostas. Ele ressaltou que o COSEMS-RJ tem uma posição de vanguarda na discussão da atenção primária e denunciou o modelo de financiamento anterior, alertando para as perdas que ele causou. Ele também apontou a necessidade de repensar a atenção primária no contexto pós-pandemia, buscando uma política mais forte e resolutiva.

Osvaldo Sérgio Mendes, presidente do Conselho Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, agradeceu ao Ministério da Saúde pela oficina. Ele concordou que a participação é mais crucial que a mobilização. Mendes aproveitou sua fala para criticar a violência que afeta as unidades de saúde e desmentir publicamente o secretário de Segurança Pública do estado, que havia acusado o secretário de Saúde de mentir sobre a situação. Ele defendeu que os dados não mentem e que a violência atrapalha o funcionamento de clínicas e hospitais. Mendes exigiu que a Secretaria de Segurança Pública respeite e proteja os profissionais e usuários da saúde.

Eduarda Brum, Miss Supranational 2025 e embaixadora da luta contra a hanseníase, compartilhou sua honra em participar do evento. Ela destacou que o SUS faz parte de sua vida desde a infância, sendo a fonte de suas primeiras vacinas e atendimentos. Brum ressaltou que o coração do SUS está na atenção primária, na prevenção e no acolhimento de todas as pessoas. Como miss, ela enfatizou que sua responsabilidade vai além da beleza e que seu trabalho é ser a voz de causas que muitas vezes não são ouvidas. Ela trabalha como embaixadora da luta contra a hanseníase tanto internacionalmente, com a Sasakawa no Japão, quanto no Brasil, junto com o MORHAN.

Patrícia Santana, representante da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, substituiu a superintendente Cida Diogo. Ela explicou que as superintendências estaduais, antigamente conhecidas como NERJ, agora têm a função de aproximar o Ministério dos estados e municípios. Santana, que é enfermeira e ex-conselheira estadual, enfatizou que os movimentos sociais são o pilar fundamental do SUS. Ela também lembrou a todos sobre a importância da participação do controle social na construção do plano municipal de saúde. Para ela, os conselheiros de saúde precisam ser capacitados para entenderem o que as siglas significam e cobrar dos gestores a realização de concursos públicos e a qualidade do atendimento. Santana reforçou que a atenção básica é o pilar fundamental do SUS e que o paciente deve ter acompanhamento contínuo.

Heliana Hemetério, conselheira e coordenadora da Comissão Intersetorial de Atenção Básica à Saúde do Conselho Nacional de Saúde (CIAB e CNS), enfatizou que a atenção primária é uma responsabilidade compartilhada entre a gestão e o controle social. Ela destacou a necessidade de a política atender a todos, incluindo homens, mulheres, negros, LGBTQIA+, pessoas com deficiência, idosos, crianças e populações quilombolas e indígenas. Hemetério, que se identificou como historiadora, negra, idosa, lésbica, mãe e avó, discutiu a falta de equidade na sociedade e na saúde, afirmando que é preciso desconstruir essa realidade. Ela reconheceu as dificuldades de diálogo entre a gestão e os conselhos de saúde, principalmente em contextos políticos locais. Heliana finalizou sua fala ressaltando o papel dos conselhos locais em lutar pelo SUS e a importância de escolher representantes comprometidos.

Iana Almeida, assessora técnica da Secretaria de Atenção Primária e Saúde do Ministério da Saúde, encerrou a mesa de abertura. Ela destacou que a realização das oficinas tem sido um processo de reconstrução do SUS, impulsionado pelo Conselho Nacional de Saúde. Almeida ressaltou a importância de ouvir as pessoas que estão nos territórios, pois são elas que dão a “retroalimentação” sobre como a política deve ser construída e implementada. Ela expressou a esperança de que os participantes saiam do evento “muito incomodados” para continuar a luta pela atenção primária, que, segundo ela, é o caminho para fortalecer o SUS em todos os municípios do Brasil.
Atividades
No primeiro dia, foram realizadas atividades como roda de conversa intitulada “Território Vivo: Comunidade Mobilizada e Atenção Primária Fortalecida”. A metodologia dos grupos de trabalho também foi apresentada, e os participantes se reuniram para discutir os principais desafios para a implementação da Atenção Primária à Saúde e para a atuação do controle social no território. Já no segundo dia, os grupos de trabalho se concentraram em buscar estratégias para o fortalecimento da APS e para a implementação de conselhos locais. O evento continuou com uma exposição dialogada para o compartilhamento de experiências e a apresentação dos resultados dos grupos de trabalho, culminando no encerramento da oficina.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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RIO DE JANEIRO – Cerca de 150 pessoas envolvidas na discussão ds Saúde do Trabalhador e Trabalhadora (STT) no estado do Rio de Janeiro se reunirão no dia 23 de outubro de 2025, em um Encontro Estadual das Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora (CISTTs). O evento, que ocorrerá das 9h às 17h na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tem como principal objetivo realizar um diagnóstico situacional abrangente das CISTTs municipais, visando subsidiar o Plano de Ação de 2026 da CISTT Estadual.
O encontro congregará integrantes das atuais 34 CISTTs municipais em funcionamento no estado (com três representantes de cada, totalizando 102 pessoas), membros da CISTT Estadual (seis integrantes) e CERESTs Regionais e Estadual (16 membros), além de 10 integrantes da Comissão Organizadora. Um total de 150 participantes confirmados se distribuirão em cinco salas de aula na UERJ para um dia de intensos trabalhos e debates.
Objetivos e estrutura do encontro
O objetivo central do evento é detalhar a realidade das CISTTs fluminenses, examinando aspectos cruciais como sua composição, funcionamento, dificuldades, facilidades, demandas e, fundamentalmente, as estratégias necessárias para ampliar o número de comissões no estado. O resultado esperado é a elaboração de um relatório situacional que será a base para a definição das prioridades e ações da CISTT Estadual no ano seguinte.
A metodologia do encontro será focada na participação ativa. Após a Mesa de Abertura, às 9h00min, que contará com a Presidência do CES (Conselho Estadual de Saúde) e a Coordenação da CISTT, os participantes serão organizados em cinco Grupos de Trabalho (GTs), cada um com 30 pessoas e coordenado por dois membros da comissão organizadora.
Temas dos Grupos de Trabalho
Os GTs se debruçarão sobre um questionário detalhado para mapear o cenário atual das comissões. Os principais temas a serem discutidos incluem:
- Composição das CISTTs: Identificação dos integrantes, segmentos, instituições e entidades representadas.
- Funcionamento e Estrutura: Periodicidade e local das reuniões, e a estrutura de suporte e apoio administrativo disponível.
- Demandas e Encaminhamentos: Como as demandas chegam à CISTT (via Conselho, CEREST, Sindicatos ou outros) e quais pautas e encaminhamentos são prioritários.
- Desafios e Sucessos: Análise das principais dificuldades e facilidades enfrentadas pelas comissões.
- Estratégias de Ampliação: Propostas concretas para aumentar o número de CISTTs Regionais no estado.
Programação detalhada
A programação completa do Encontro Estadual das CISTTs prevê um dia focado e bem estruturado, com a garantia de alimentação nos intervalos:
| Horário | AtividadeAtividade | DetalhesDetalhes |
| 8h30min | Café da manhã | Recebimento e networking. |
| 9h00min | Mesa de abertura | Presidência do CES e Coordenação da CISTT dão as boas-vindas e apresentam o objetivo e a dinâmica do evento. |
| 9h40min9h40min | Grupos de Trabalho | Distribuição em 5 grupos de 30 pessoas para discussão dos temas-chave. |
| 12h0012:00 | Almoço | Intervalo para refeição. |
| 13h30min13h30min | Apresentação dos Grupos de Trabalho | Plenária para consolidação dos relatórios e discussões. |
| 15h00min15h00min | Encaminhamentos Finais | Definição das próximas etapas para a elaboração do relatório situacional. |
| 16h00min16h00min | Lanche e Encerramento | Encerramento das atividades do dia. |
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) emitiu a Recomendação nº 06, em 9 de setembro de 2025. O documento trata das equipes municipais de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora lotadas no setor de Vigilância em Saúde Municipal. O objetivo é ajustar a organização da Rede Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no Rio de Janeiro à Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT).
A recomendação detalha a composição ideal das equipes técnicas com base no número de habitantes:
- Municípios com até 20.000 habitantes: Recomenda-se um profissional de nível superior, que deve ser a referência técnica municipal exclusiva para a Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Este profissional deve ter experiência ou formação comprovada na área e um vínculo estável, preferencialmente por concurso público, com carga horária de 40 horas semanais.
- Municípios com 20.001 a 50.000 habitantes: A equipe técnica municipal exclusiva deve ser composta por um profissional de nível médio e dois de nível superior. Todos devem ter experiência ou formação na área de Saúde do Trabalhador e serem contratados por concurso público com vínculo estável e uma carga horária mínima de 30 horas semanais.
- Municípios com mais de 50.000 habitantes: Para a criação de um Programa Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, a recomendação é ter dois profissionais de nível médio e três de nível superior, todos exclusivos da vigilância. Eles também devem ter experiência ou formação na área , com contratos estáveis (preferencialmente por concurso público) e carga horária mínima de 30 horas semanais.
Em todos os casos, a composição e a formação das equipes devem considerar o perfil produtivo e a situação de saúde dos trabalhadores do território.
Baixe a recomendação:
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) publicou a Recomendação nº 05, de 9 de setembro de 2025. O documento recomenda que os conselhos e secretarias municipais de Saúde do estado incorporem as propostas aprovadas nas conferências de Saúde nos instrumentos de planejamento e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses instrumentos incluem o Plano Municipal de Saúde (PMS), o Plano Plurianual (PPA) e a Programação Anual de Saúde (PAS).
A recomendação visa garantir que as diretrizes e propostas aprovadas em conferências, como a 5ª Conferência Estadual de Saúde Mental e a 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, sejam devidamente incluídas nos planos municipais. A medida também orienta os conselhos municipais de Saúde a monitorar e avaliar esses instrumentos com a participação social. As conferências de Saúde são consideradas espaços importantes para a construção de políticas públicas e para o controle social no âmbito do SUS.
Baixe a recomendação:
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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RIO DE JANEIRO — Em reunião formal na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ocorrido no último dia 17 de setembro, representantes do Conselho Estadual de Saúde e da comissão organizadora da 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (2ª CEGTES-RJ) entregaram o Relatório Final do evento à reitora Dra. Gulnar Azevedo e Silva. A Conferência ocorrida na UERJ em julho de 2024 consubstanciou num relatório as diretrizes e propostas construídas a partir das conferências municipais e regionais para recompor 18 anos de precarização progressiva e acelerada das condições de trabalho do servidor público.
Participaram da reunião os representantes do Conselho Estadual de Saúde foram o conselheiro André Ferraz (Coordenador da 2ª CEGTES-RJ); Márcia Mesquita, conselheira estadual do segmento gestor pela SES/RJ; Daniele Moretti, conselheira estadual e coordenadora da CISTT do CES/RJ; o conselheiro Alecir de Jesus, Representante Regional da Metropolitana I; a conselheira Deise Sanches, conselheira estadual de saúdes Angela Lourenço, ex-conselheira e integrante da comissão organizadora; e Fátima Sueli Neto Ribeiro, professora da UERJ e integrantes da comissão organizadora.

Os exemplares entregues à reitora e à biblioteca da universidade, representam o compromisso do movimento social em disseminar as propostas da conferência, em particular nas Universidades e outros Institutos de formação de profissionais de saúde. O importante papel da UERJ, não apenas sediando conferências, mas Instituição relevante de graduação e pós-graduação na área da saúde, representa o fortalecimento de alianças fundamentais para a continuidade da construção de políticas públicas e aprimoramento da luta em defesa dos profissionais de saúde e, fundamentalmente, em defesa do SUS público, universal de qualidade e gratuito.

Seguindo com a divulgação e operacionalização das propostas da conferência
A reunião na UERJ dá prosseguimento às propostas consubstanciadas na conferência. Através da devolução aos atores estratégicos, viabilizar alianças e compromissos com o maior objetivo da Conferência, reverter a precarização do trabalho no SUS.
Após 18 anos sem debate ou discussão organizada pelo controle social do SUS a 2ª CEGTES-RJ apresenta diretrizes e propostas ousadas e fundamentais para a garantia e ampliação do SUS. Cabe destacar:
* Acesso exclusivo ao concurso público para ingresso no SUS, combatendo a banalização de outros vínculos precários.
* Vínculo estável, permanente, da força de trabalho do SUS, ao invés de contratações por tempo determinado, “Pejotização”, recibo de pagamento a autônomos, credenciamento e outras formas precárias de seleção e contratação de profissionais do SUS, muito utilizadas por Organizações Sociais, modelos de gestão terceirizada.
* Remuneração isonômica, uma reafirmação de propostas da 8ª Conferência de Saúde.
* Uma carreira ascendente, que seja capaz de atrair, formar e reter profissionais no SUS a longo prazo.
* Garantir o trabalho em saúde como carreira de Estado no SUS, assegurando os direitos dos trabalhadores e promovendo sua saúde integral.
Essa estratégia de devolutiva e articulação de compromissos com instituições voltadas para o tema vai continuar. O que representa que a Conferência não se encerra no evento de julho de 2024, mas representa um movimento de articulação em prol dos compromissos assumidos pelo Controle Social na Defesa de trabalhadores e trabalhadoras da área de saúde e do SUS.

Distribuição e próximos passos
Além da UERJ, o Relatório Final da 2ª CEGTES-RJ já foi entregue ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à secretária de Estado de Saúde do RJ, Claudia Mello, à presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, ao representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) Fernando Pigatto, às centrais sindicais. Essas entregas se deram durante a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5°CNSTT), realizada no mês de agosto deste ano, em Brasília.

O Conselho Estadual de Saúde do RJ está empenhado em divulgar Relatório Final da 2ª CEGTES-RJ, às autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, convidadas a participar da conferência, bem como a todas as secretarias municipais de Saúde, conselhos municipais de Saúde, universidades públicas e escolas de Saúde Pública no estado do Rio de Janeiro. O objetivo é que o Relatório da 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do RJ sirva de referência para que os 92 municípios fluminenses incorporem as diretrizes e propostas aprovadas pelo Controle Social, nos respectivos Planos Municipais de Saúde, na gestão e políticas de pessoal do SUS em todo o território fluminense.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O livro do “Relatório da 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Rio de Janeiro”, foi entregue durante a realização da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora por André Ferraz, à época coordenador da conferência estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, aos cuidados dos organizadores(as) da 5ª CNTSS, autoridades e representantes destacados da área.
Exemplares do relatório estadual também serão enviados às 92 Secretarias Municipais de Saúde, Conselhos de Saúde, Universidades Públicas e Escolas de Saúde Pública do Rio de Janeiro, bem como a Opas, Ministério da Saúde, sindicatos e Dieese. Este conjunto de diretrizes reafirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) é nossa maior política pública, de caráter permanente, que não pode conviver com o trabalho intermitente e precarizado!
A substituição de vínculos precários por uma carreira estável é o caminho apontado pelo Controle Social para aprimorar a qualidade da Saúde Pública em todo o território fluminense. Essa mudança é fundamental para garantir um sistema de saúde mais robusto e eficaz, que atenda às necessidades da população, de acordo com uma das conclusões geradas durante a 2ª CEGTES-RJ.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, divulga através da Coordenação de Apoio às Ações Regionais de Vigilância em Saúde, convocação aos conselheiros municipais da Baixada Litorânea e Serrana para as oficinas de Pactuação Bipartite 2026-2027. A programação das oficinas se aproxima e segue o calendário abaixo:
- 17/09/2025 – De 9 às 16h – Serrana e Baixada Litorânea
- 24/09/2025 – De 9 às 16h – Metro I, BIG e Centro Sul
- 01/10/2025 – De 9 às 16h – Norte e Noroeste
- 15/10/2025 – De 9 às 16h – Médio Paraíba e Metro II (Atenção para esta data, que originalmente era 8/10. Foi modificada em virtude da proximidade com a data da CIB/outubro).
Cada município deve participar das oficinas com um máximo de cinco integrantes, com a seguinte composição (um representante de cada área): Vigilância em Saúde, Atenção Primária, Planejamento, Vigilância Sanitária e Conselho Municipal de Saúde. A participação dos secretários municipais de saúde é livre.
As inscrições devem ser realizadas até 16/09/2025 através do preenchimento do formulário disponível em https://forms.gle/YqfQ6NZJFMRk7kE49. O link de acesso ao ambiente virtual das oficinas será enviado pelo e-mail informado no formulário de inscrição no dia anterior à oficina.
Após as oficinas de pactuação, os técnicos municipais iniciarão a inserção das metas municipais para cada indicador. O sistema será liberado para avaliação pelos técnicos estaduais e, posteriormente, pelos Conselhos Municipais de Saúde, conforme as pactuações anteriores.
Cronograma da Pactuação Bipartite 2026 por Etapas – Regiões Baixada Litorânea e Serrana:
| Etapa | Descrição | Data Limite |
|---|---|---|
| Etapa 1 | Inserção das metas municipais no sistema SMAIB | até 01/10 |
| Etapa 2 | Aprovação das metas municipais pelo Gestor Municipal | até 07/10 |
| Etapa 3 | Análise técnica estadual das metas municipais | até 01/11 |
| Etapa 4 | Aprovação pelo Conselho Municipal de Saúde | até 11/11 |
| Etapa 5 | Homologação da pactuação pela SES/RJ | até 17/11 |
O cadastramento no sistema SMAIB deve ser realizado pelo próprio usuário ao ingressar no sistema (smaib.saude.rj.gov.br). Para o primeiro acesso, deve-se utilizar o link “solicitar acesso”, e para recuperar a senha, o link “Esqueceu sua senha?”. No caso de primeiro acesso, deve ser anexado um documento em PDF da presidência do Conselho indicando o usuário para operar o sistema, sendo permitidos até dois usuários por CMS. É importante lembrar o endereço de e-mail utilizado para o cadastramento, pois é nesse e-mail que será recebida a senha de acesso inicial.
Quaisquer dúvidas relativas ao cadastramento e acesso ao Sistema SMAIB devem ser esclarecidas via e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
O Conselho Estadual de Saúde espera a presença de todos os envolvidos na Oficina de Pactuação no dia 17/09/2025, às 9h.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Em um marco histórico para a saúde pública brasileira, o Conselho Nacional de Saúde (CNS), em parceria com o Ministério da Saúde, anunciou oficialmente nesta quarta-feira (10/09) a convocação da 18ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para junho de 2027. O anúncio foi feito durante a 370ª Reunião Ordinária do CNS, que também celebrou os 35 anos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foco principal: a convocação da 18ª Conferência Nacional de Saúde
A presidenta do CNS, Fernanda Magano, destacou que a conferência será uma oportunidade de revisitar os 40 anos da histórica 8ª Conferência, que consolidou o direito à saúde na Constituição de 1988. Segundo ela, recontar a trajetória do SUS é essencial para manter viva a memória das lutas democráticas e reafirmar compromissos diante dos desafios atuais.
“Direitos conquistados não podem ser esquecidos. O SUS não nasceu pronto, foi fruto da luta do povo brasileiro”, afirmou Magano.
Democracia e saúde: um vínculo inseparável
Eliane Cruz, chefe de gabinete do Ministério da Saúde, reforçou o papel do SUS como pilar da reconstrução democrática após a ditadura militar. Ela alertou para os riscos de retrocessos institucionais e defendeu a valorização da democracia como condição essencial para a saúde pública.
“Se o ataque às instituições em 8 de janeiro de 2023 tivesse se consolidado, hoje não estaríamos aqui discutindo a 18ª Conferência”, declarou.
Participação popular e pluralidade
Durante o encontro, conselheiros e representantes celebraram o caráter plural e democrático do SUS, lembrando sua atuação decisiva durante a pandemia de Covid-19 e sua resistência frente a políticas de austeridade, como a PEC do Teto de Gastos.
Próximos passos até 2027
A reunião também definiu diretrizes para a organização da conferência, incluindo o tema central, etapas preparatórias e a formação de um grupo de trabalho para elaborar a resolução da 18ª CNS. Entre as prioridades estão o resgate da memória histórica do SUS, a revisão da metodologia das conferências e a construção de um calendário formativo que respeite as etapas municipais.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ, com informações, Ascom CNS.
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No período de 18 a 21 de julho de 2025, a Comissão Intersetorial de Saúde Bucal do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ), representada pela conselheira estadual de saúde e subcoordenadora da CISB, Gabriele Gomes, participou do Congresso Euroamérico da ANABRA, realizado na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento reuniu pessoas com nanismo, profissionais de saúde, pesquisadores e especialistas, com o objetivo de promover trocas sobre diagnóstico, acompanhamento e políticas públicas voltadas para esta população.
O nanismo pode acarretar alterações anatômicas na cavidade oral e na estrutura dentofacial, como mandíbula e maxila menores, além de predisposição a maloclusões e dificuldades de higienização. Por isso, os pacientes podem necessitar de adaptações em instrumentos odontológicos e abordagens personalizadas. A saúde bucal deve estar integrada a outras áreas, fazendo parte de um atendimento multidisciplinar. A participação da Comissão Intersetorial de Saúde Bucal (CISB) no congresso enfatizou a importância de capacitações, protocolos clínicos e a inclusão das particularidades do nanismo nas políticas de saúde bucal.
Representando o CES/RJ, a CISB trouxe relatos de experiências, apresentou protocolos de atendimento odontológico adaptado e articulou ações com a ANABRA. A presença da comissão no evento reforçou o papel da saúde bucal na promoção do bem-estar das pessoas com nanismo, destacando a necessidade de estratégias adaptadas que considerem a anatomia, acessibilidade e acompanhamento contínuo.
Entre as conclusões e recomendações do encontro, destacaram-se a inclusão de protocolos odontológicos específicos para nanismo nos planos de saúde bucal, o treinamento contínuo das equipes de saúde e o monitoramento do acesso aos serviços pós-evento. Como próximos passos, a CISB planeja submeter uma proposta de resolução ao CES/RJ, organizar ciclos de capacitação em parceria com a ANABRA e produzir materiais informativos com linguagem acessível e representativa, visando aprimorar o atendimento e a inclusão das pessoas com nanismo no sistema de saúde.
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No dia 1º de julho de 2025, a Comissão Intersetorial de Saúde Bucal do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) participou de um evento realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio de Janeiro (OABRJ), em comemoração aos 10 anos da promulgação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). O evento foi promovido pela Comissão da Pessoa com Deficiência da OABRJ e reuniu especialistas, lideranças sociais, juristas, conselheiros e representantes de instituições públicas e da sociedade civil, com o objetivo de celebrar e debater os avanços, desafios e perspectivas da LBI após uma década de sua vigência. A programação incluiu painéis temáticos sobre acessibilidade, saúde, educação, direitos humanos, interseccionalidade e protagonismo da pessoa com deficiência, destacando o compromisso da OAB/RJ com a efetivação de direitos e inclusão social.
A Comissão Intersetorial de Saúde Bucal foi representada pela Dra. Amanda Bittencourt, cirurgiã-dentista e coordenadora da comissão, e por Gabriele Gomes, subcoordenadora da comissão e conselheira estadual de saúde. Ambas participaram das atividades e diálogos institucionais, enfatizando a importância da saúde bucal nos debates sobre inclusão e direitos da pessoa com deficiência, com foco também nas pessoas com doenças raras. Durante o evento, Gabriele Gomes foi oficialmente empossada como membro da Comissão de Doenças Raras da OABRJ, representando a Associação Cuida dos Raros, uma instituição que defende os direitos das pessoas com doenças raras e seus cuidadores em todo o estado do Rio de Janeiro.
A nomeação é um importante avanço para a interlocução entre as entidades da sociedade civil, o sistema de justiça e o controle social no campo das doenças raras.
A presença da Comissão Intersetorial de Saúde Bucal neste evento reforçou o compromisso do CES/RJ com os princípios da equidade, da inclusão e da participação social. A consolidação de espaços de diálogo e articulação com outras instituições, como a OABRJ, é fundamental para fortalecer as polı́ticas públicas de saúde voltadas às pessoas com deficiência e com doenças raras.
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Territorialidade, soberania de dados e o mundo do trabalho são temas que envolvem a parceria entre militantes da cultura popular e pesquisadores da saúde
Em meio aos debates da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT), que acontece em Brasília, a Tenda Paulo Freire tem sido palco para a apresentação de iniciativas inovadoras. Uma delas é o projeto “Incubadoras Criativas”, uma colaboração que une o trabalho de militantes da cultura popular e pesquisadores da saúde em uma abordagem focada na soberania de dados e na conscientização da juventude.
Fred Vazquez, produtor digital e militante da cultura popular, explicou que o projeto é o resultado de reflexões sobre a luta em tempos digitais. Segundo ele, a iniciativa aborda questões de territorialidade, soberania de dados, o mundo do trabalho na saúde e o controle da informação sobre a área, especialmente em um cenário onde grandes big techs controlam o acesso a dados.

O projeto tem como objetivo capacitar jovens no conceito de “hacker”, que Vasque distingue de “cracker”. Enquanto o cracker se envolve em “bandidades”, o hacker é aquele que se questiona e busca melhorar o ambiente ao seu redor. A metodologia do projeto ensina programação em linguagens de mercado e o trabalho com bancos de dados, como o DataSUS, permitindo aos jovens entenderem e se apropriarem das informações.
A iniciativa foi acolhida pela Fiocruz e pelo Núcleo Angicos, contando também com o apoio da Família Hip Hop de Santa Maria e do quilombo urbano Akotirene, em Ceilândia, além de uma aliança com o Ministério da Saúde. Oswaldo Bonetti, coordenador do Núcleo Angicos — o Núcleo de Educação Popular, Cuidado e Participação na Saúde, da Escola de Governo da Fiocruz Brasília — destacou a importância do projeto, que encontrou na “Incubadora” um parceiro com a mesma perspectiva, gerando uma “ação cinética” comum.
Bonetti reforçou que a iniciativa se alinha com a trajetória da Educação Popular de promover o desenvolvimento e a organização popular nos territórios, o que ele chamou de “chão de fábrica” dos processos da área. A Fiocruz, por sua vez, já possui uma trajetória no uso de dados para fortalecer o SUS, mas em uma perspectiva de governança.
O projeto “Incubadoras Criativas” é descrito como “ousado e inovador”, com uma abordagem que leva os ensinamentos freirianos para o ambiente digital, reforçando que o acesso e uso dos dados em saúde não são exclusivos de doutores, pesquisadores ou cientistas, mas sim “de todo o povo”, assim como o SUS.

A parceria busca mobilizar e ativar os territórios, especialmente ao engajar a juventude na construção de uma ação que também é um processo de conscientização e de leitura da realidade da saúde no Brasil. Bonetti mencionou que, em tempos de cultura do negacionismo, é “fenomenal” para a gestão e profissionais de saúde ver a juventude se apropriar de dados, como os de vacinação. O projeto, que tem apoio de uma emenda parlamentar da deputada Erika Kokay, tem o potencial de extravasar os territórios em que atua e se expandir para outras formações, como a dos 11 mil agentes populares de saúde que o Núcleo Angicos e o Ministério da Saúde estão formando em todo o Brasil.
Questionados sobre a participação em grandes conferências, eles revelaram que, embora participem de eventos como este há algum tempo, esta é a primeira vez que o projeto “Incubadoras Criativas” é apresentado numa grande conferência. A decisão de estar presente na 5ª CNSTT foi imediata ao ver a programação da Tenda Paulo Freire, que se alinhava perfeitamente com o tema. A presença de jovens que, em vez de irem para a aula, optaram por participar da conferência para aprender a contribuir com a vigilância e a promoção da saúde em suas comunidades, foi citada como um indicador de qualidade do projeto.
Daniel Spirin Reynaldo, Comunicação Colaborativa 5ª CNSTT
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BRASÍLIA – A 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora reuniu vozes de grande repercussão para discutir a participação popular e o controle social na saúde, com ênfase nas palestras de Fernando Pigatto, consultor da Opas/OMS, diretor de Saúde da Conam, diretor de planejamento da Fegamec-RS, ex-presidente do CNS, Daniele Moretti, conselheira estadual de saúde do Rio de Janeiro, representante da CTB/RJ e coordenadora da 5ª Conferência Estadual de saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do RJ e Eduardo Bonfim, educador popular, administrador e especialista em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, pesquisador e coordenador no Diesat. A apresentação da mesa ficou a cargo de Eliana Hemetário (Com. Org. da 5ª CNSTT) e Cristina Pereira dos Santos (Com. Org. da 5ª CNSTT). Cada um dos palestrantes trouxe o público questões sobre a importância da mobilização e da organização dos trabalhadores na luta por melhores condições de saúde e trabalho.

Fernando Pigatto: A Luta pela participação e visibilidade dos trabalhadores
Fernando Pigatto, um reconhecido defensor da saúde do trabalhador e ex-presidente do Conselho Nacional de Saúde, abriu sua fala ressaltando a importância da participação ativa dos trabalhadores nas decisões que afetam suas vidas. Com uma trajetória marcada pela luta no controle social, Pigatto destacou que a participação popular não é apenas um direito, mas uma necessidade fundamental para garantir que as vozes dos trabalhadores sejam ouvidas e respeitadas.
Pigatto começou sua apresentação abordando as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, especialmente aqueles em situações de informalidade e precarização. Ele enfatizou que esses trabalhadores estão entre os mais expostos e invisibilizados quando se trata de saúde no trabalho.
“O papel das organizações sindicais, associações comunitárias e coletivos populares é essencial para a construção de uma política de saúde que reconheça a diversidade das formas de trabalho e garanta participação efetiva”, afirmou Pigatto.
Ele defendeu que é fundamental dar visibilidade às vozes que historicamente ficaram de fora dos espaços institucionais, propondo estratégias para ampliar o diálogo com aqueles que vivem e trabalham em condições precárias.
Uma das principais propostas de Pigatto foi a criação e fortalecimento dos conselhos locais de saúde, que ele considera essenciais para a discussão da saúde do trabalhador. “Precisamos reorganizar os conselhos e garantir que eles sejam espaços de escuta e participação ativa”, disse ele. Ele também abordou a importância da educação popular e da formação para o controle social, afirmando que “sem formação, não há conversa”. Para Pigatto, a conscientização é a chave para a mobilização e a luta por direitos.
Pigatto também fez um apelo à união entre os diferentes movimentos sociais e sindicatos, destacando que a fragmentação das lutas enfraquece a capacidade de ação dos trabalhadores.
“Precisamos construir uma frente unida que dialogue com todos os segmentos da sociedade, porque a saúde do trabalhador é uma questão de justiça social”, argumentou.
Ele destacou que a luta pela saúde é uma luta por dignidade e que todos os trabalhadores, independentemente de sua condição, devem ter acesso a um ambiente de trabalho seguro e saudável.

Além disso, Pigatto mencionou a necessidade de uma mudança cultural que valorize a organização popular. “O individualismo promovido pelo neoliberalismo precisa ser superado. A verdadeira força está na coletividade”, afirmou. Ele concluiu sua fala reiterando que a saúde do trabalhador deve ser uma prioridade nas agendas políticas e que a mobilização popular é fundamental para garantir que essa prioridade se concretize.
Daniele Moretti: Empoderamento sindical e a luta coletiva
Na sequência, Daniele Moretti trouxe uma perspectiva que desafiou os presentes ao falar sobre o empoderamento sindical e a necessidade de uma participação efetiva dos trabalhadores nos espaços de controle social. Como conselheira do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e representante da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Moretti abordou a urgência de transformar a saúde do trabalhador em uma prioridade nas pautas sindicais.
“Eu sou comerciária, e é desse lugar de fala que falo. A nossa maior luta é pelo fim da escala seis por um. Isso tem que sair daqui”, enfatizou Moretti, destacando a importância de levar as demandas dos trabalhadores para o centro das discussões sobre saúde. Ela criticou a falta de informação que chega aosmovimentos sindicais sobre o controle social, afirmando que muitas vezes a linguagem utilizada é incompreensível para os trabalhadores. “Quando chegamos nesses espaços, temos dificuldade de pensar a saúde como promoção. O que vamos fazer lá?”, questionou.
Moretti também abordou a fragmentação que existe dentro dos espaços de controle social, onde cada grupo luta por seus próprios interesses, em vez de pensar coletivamente. “Esses espaços precisam pensar na promoção da saúde, na luta do coletivo, e não apenas na individual”, disse ela. Em sua fala, Moretti enfatizou a necessidade de que os trabalhadores se vejam como protagonistas na luta pela saúde, e não apenas como objetos de estudo ou destinatários de políticas.
Ela avançou sobre a questão da naturalização das doenças relacionadas ao trabalho, apontando que muitos trabalhadores acreditam que adoecer é parte inevitável do cotidiano. “É normal todo mundo ter cistite porque não se bebe água. Essa mentalidade precisa mudar”, afirmou. Moretti defendeu que a educação popular é uma ferramenta crucial para desconstruir essas crenças e empoderar os trabalhadores a reivindicar seus direitos.
Moretti também destacou a importância da formação contínua para os trabalhadores, enfatizando que “sem formação, não há mobilização”. Ela propôs que os sindicatos e as organizações de trabalhadores invistam em capacitação e formação política, para que todos possam compreender e reivindicar seus direitos de forma efetiva. “Precisamos que a saúde do trabalhador seja vista como um direito humano, e isso só será possível com uma base sólida de conhecimento e organização”, concluiu.
Eduardo Bonfim: Educação popular e diálogo nos territórios
O terceiro palestrante, Eduardo Bonfim, trouxe uma abordagem centrada na educação popular e no diálogo nos territórios. Como educador popular em saúde e coordenador técnico no Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT), Bonfim destacou a importância da formação e da conscientização para a construção de um controle social efetivo.
Bonfim iniciou sua fala questionando como o controle social surgiu na vida dos trabalhadores e como a luta pela saúde do trabalhador deve ser entendida dentro de um contexto histórico mais amplo. Ele lembrou que a luta por melhores condições de trabalho e saúde é uma herança de décadas de mobilização social e que a participação popular é fundamental para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. “Nós somos a ponta, e é a nossa voz que deve ser ouvida”, afirmou Bonfim.
Ele enfatizou que a educação popular é um caminho para fortalecer a participação dos trabalhadores nos espaços de controle social.
“Precisamos transformar o conhecimento em poder. A educação popular deve ser uma ferramenta de empoderamento, que permita aos trabalhadores compreenderem suas realidades e lutarem por mudanças”, destacou.
Bonfim propôs que as comissões intersetoriais de saúde do trabalhador e da trabalhadora sejam fortalecidas e que todos os segmentos da sociedade participem ativamente dessas discussões. “Não podemos permitir que o controle social seja visto como um espaço exclusivo para alguns. Todos devem ter voz e vez”, disse ele. Ele concluiu sua apresentação afirmando que a luta pela saúde do trabalhador é uma luta por dignidade e que a mobilização popular é essencial para garantir que essa dignidade seja respeitada.
A crítica pública no SUS revela que muitas pessoas estão apenas tentando sobreviver. No entanto, quando as pessoas começam a ter acesso à informação a partir de suas necessidades, elas podem ressignificar suas realidades e atuar de maneira transformadora. Eduardo Bonfim enfatizou que as conquistas deliberadas em espaços como conferências ou nos conselhos de saúde e comissões intersetoriais de saúde do trabalhador são fundamentais. Mesmo aqueles que não são conselheiros podem ser protagonistas nesse processo, que redimensionou toda uma história. Cada sabedoria compartilhada representa uma luta em defesa da vida.
Público pergunta e se manifesta
A plateia, que acompanhou atentamente às falas de Pigatto, Daniele e Bomfim, teve a chance de fazer algumas perguntas e até se manifestar. Dentre as diversas intervenções, Francisco da Chagas Mourão Silva destacou que a saúde se tornou uma mercadoria e que a mão de obra dos trabalhadores é explorada. Ele pediu uma luta contra a terceirização e a privatização no SUS. Maria Célia Brito Sousa lembrou que muitos trabalhadores da saúde que morreram durante a pandemia não foram substituídos, e que o suicídio silencioso é uma realidade que precisa ser enfrentada. Raimundo questionou como fortalecer a RENAST e a CISTT diante da privatização da saúde, pedindo uma ação imediata
para estancar essa situação. André Luiz, por sua vez, pediu que a classe trabalhadora se organize para não ser manipulada por interesses políticos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas.
Entrega do Livro da 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Rio de Janeiro
O livro, intitulado “Relatório da 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Rio de Janeiro”, foi entregue por André Ferraz, à época coordenador da conferência, aos cuidados dos organizadores(as) da 5ª CNTSS.
Exemplares do relatório serão enviados às 92 Secretarias Municipais de Saúde, Conselhos de Saúde, Universidades Públicas e Escolas de Saúde Pública do Rio de Janeiro. Este conjunto de diretrizes reafirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) é nossa maior política pública, de caráter permanente, que não pode conviver com o trabalho intermitente e precarizado!
A substituição de vínculos precários por uma carreira estável é o caminho apontado pelo Controle Social para aprimorar a qualidade da Saúde Pública em todo o território fluminense. Essa mudança é fundamental para garantir um sistema de saúde mais robusto e eficaz, que atenda às necessidades da população.

A 5ª CNSTT prosseguiu com os tão aguardados Grupos de Trabalho, que se debruçaram sobre as propostas provenientes dos 27 estados da federação. Na quarta-feira (20), ocorreu um grande ato político pela Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano, que se concentrou no Museu da Nacional da República e caminhou até ao Ministério da Saúde. A Plenária Deliberativa acontece no último dia da conferência. Confira a programação completa aqui.
Daniel Spirin Reynaldo/Comunicação Colaborativa da 5ª CNSTT
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BRASÍLIA – Mais de dez anos depois do último encontro, a capital federal se torna palco da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT), um marco para a discussão de um tema que, para especialistas, sindicalistas e atores do Controle Social, precisa de maior reconhecimento e proteção legal. A conferência busca consolidar a saúde da população trabalhadora como um direito humano, o que, na avaliação de muitos, atribuiria um peso maior ao arcabouço legal existente e exigiria maiores responsabilidades do Estado.
Em dezembro de 2014, a 4ª CNSTT reuniu cerca de 1.300 pessoas em Brasília para debater a “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, Direito de todos e todas e Dever do Estado”. Na época, o foco era a implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador (PNST) e o reforço da dinâmica participativa do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast).

Passados quase 11 anos, a 5ª CNSTT sugere também avaliar se as propostas e aprovações da conferência anterior foram de fato implementadas pelo Estado brasileiro. Embora a legislação tenha avançado significativamente, há uma percepção de que o Estado talvez não esteja cumprindo integralmente seu dever de proteger a saúde dos trabalhadores.

A ampla participação popular, manifestada nas centenas de etapas que antecederam o evento nacional, é um dos elementos de destaque desta edição, que ocorre entre os dias 18 e 21 de agosto, no Centro Internacional de Convenções do Brasil. Os três eixos centrais – “Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora”; “As novas relações de trabalho e a saúde do trabalhador e da trabalhadora”; e “Participação popular na saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras para o Controle Social” – estão alinhados com a realidade da classe trabalhadora atual. Eles buscam compreender e sistematizar os novos desafios para a PNSTT em um contexto complicado de – ainda recentes – retiradas de direitos e na precarização dos serviços de saúde.

A esperança de “agir com coragem e ousadia, criando novos caminhos” e a necessidade de sair da conferência com uma pauta que comprometa de fato toda a sociedade foram temas recorrentes. A cerimônia de abertura foi marcada por palavras de perseverança e incentivo, com a manifestação de grandes compromissos por parte das autoridades presentes.
A solenidade
A mesa de abertura foi composta por autoridades, incluindo o Ministro de Estado da Saúde, Alexandre Padilha; a Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Lou Sans Magano; a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes; o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Cristian Morales; o representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro; o Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel; o Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, Marco Menezes; o Presidente da Fundacentro, Pedro Tourinho de Siqueira; a Juíza Patrícia Pereira de Santana, Diretora de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da ANAMATRA; a Conselheira Nacional de Saúde e Presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil, Pérola Nazaré de Souza Ferreira; e outros membros da mesa, como Jacildo de Siqueira Pinho, coordenador adjunto da 5ª CNSTT; Leônidas Heringer, Secretário de Saúde de Búzios; Juracy Lacerda, Secretário de Saúde do Distrito Federal; Rodrigo Lopes, representante dos trabalhadores informais do Brasil; Moacir Roberto Teixeixa, representante do Fórum das Centrais Sindicais; Francisco José Sousa e Silva, Conselheiro Nacional de Saúde, representando os usuários; Eliana Hemetério, Conselheira Nacional de Saúde, representando os usuários; e Ruth Guilherme, Conselheira Nacional de Saúde, representando os trabalhadores da saúde.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da conferência como um espaço de diálogo e construção coletiva. “Este é um momento histórico para o fortalecimento das políticas públicas de saúde do trabalhador e da trabalhadora no Brasil. Precisamos reafirmar que a saúde no mundo do trabalho é parte indissociável dos direitos fundamentais à pessoa humana”, afirmou Padilha, ressaltando a necessidade de um compromisso contínuo com o SUS. Ele mencionou que “a saúde do trabalhador não é apenas uma questão de saúde pública, mas um pilar essencial para a dignidade e a justiça social”.

A Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Lou Sans Magano destacou que a saúde do trabalhador e da trabalhadora é um direito humano.
Ela enfatizou a importância da participação de todos os segmentos da sociedade, afirmando que “é fundamental que as vozes dos trabalhadores sejam ouvidas e que suas necessidades sejam atendidas nas políticas de saúde”.

A Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também fez questão de salientar a necessidade de garantir a dignidade no trabalho para todos os segmentos da população, especialmente para as mulheres e grupos marginalizados.
Ela afirmou que “nós queremos um Brasil que zela pela vida das pessoas, e isso inclui o direito a um trabalho digno e seguro”.

O representante da OPAS no Brasil, Cristian Morales, trouxe uma perspectiva internacional ao evento, enfatizando a importância da colaboração entre os países para enfrentar os desafios da saúde do trabalhador.

Luiz Leão, outro membro da mesa, também fez questão de ressaltar a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. Ele pontuou que “a saúde do trabalhador não se resume apenas à ausência de doenças físicas, mas também inclui o bem-estar mental e emocional, que é frequentemente negligenciado”. Leão pediu a todos os participantes que levem essa discussão adiante e que a saúde mental seja uma prioridade nas futuras diretrizes de saúde, afirmando que “não podemos tratar o trabalhador como uma máquina; precisamos garantir que suas necessidades emocionais e psicológicas sejam atendidas”.

O representante dos trabalhadores informais, Rodrigo Lopes, trouxe uma mensagem marcante e incisiva sobre a realidade dos trabalhadores por aplicativo. “Como entregador, sei que muitos de nós ainda enfrentamos condições precárias de trabalho. Precisamos de respeito e atenção às nossas demandas”, afirmou Lopes, mencionando a importância da regulamentação do trabalho por aplicativo.

O futuro
Regina Bueno, conselheira estadual de saúde do Rio de Janeiro, uma das delegadas do evento, avaliou que, apesar da diversidade e da vontade de participação, muitos presentes estão “assodados de susto e de medo”. Segundo Regina, essa insegurança é especialmente evidente entre profissionais e usuários da saúde, que temem as políticas que estão sendo implementadas.
Regina observou que, durante as discussões, muitos participantes demonstraram apatia em relação aos números e dados apresentados, incluindo alarmantes estatísticas sobre a mortalidade de trabalhadores.
Regina enfatizou a necessidade de sair da conferência com uma pauta que comprometa toda a sociedade. “Precisamos envolver as pessoas e garantir que as propostas discutidas sejam concretizadas”, concluiu, pedindo um maior engajamento em torno das questões de saúde do trabalhador.
Tal qual Regina, uma conselheira de saúde, outras tantas pessoas presentes à 5ª CNSTT pensam de maneira semelhante; e todas certamente sairão deste grande encontro com ganas de garantir o futuro da saúde do trabalhador e da trabalhadora, agora como um Direito Humano.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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A 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT) começou no último dia 18 de agosto, em Brasília, com o tema central “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”. A conferência servirá para que trabalhadores de todo o Brasil contribuam para a formulação de políticas públicas voltadas à saúde no ambiente laboral, refletindo as demandas e desafios enfrentados na atualidade.
Dentre as delegações que se destacam, a do Rio de Janeiro, composta por 80 pessoas, se preparou intensamente para apresentar suas propostas e objetivos. A 5ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do Rio de Janeiro (5ª CESTT-RJ), realizada de 13 a 15 de junho de 2025, bem como suas diversas atividades preparaórias, foi um importante espaço de discussão e deliberação. O evento, que reuniu mais de 400 participantes, também teve como tema central “A Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”.

A realização da 5ª CNSTT é fruto de um amplo trabalho coletivo que envolve milhares de etapas antes de culminar neste enorme encontro nacional. O documento que está sendo apresentado reúne 134 diretrizes e 520 propostas consolidadas por eixo temático, resultado das 27 etapas estaduais e das 54 Conferências Livres Nacionais da 5ª CNSTT. Essas diretrizes e propostas subsidiam as discussões dos grupos temáticos (GT’s) da etapa nacional, que acontece de 18 a 21 de agosto, em Brasília.

Programação da conferência
A programação inclui atividades autogestionadas, Palestra Magna com Luíz Carlos Fadel, Mesas dos Eixos Temáticos I, com Debora Melecchi, Karla Freire e Luis Leão. Também estão previstas Rodas de Conversas, ato público, momentos culturais, tribuna livre e Grupos de Trabalho.
Na terça-feira, 19 de agosto, a programação inclui as Mesas dos Eixos Temáticos II e III, com a presença de Diego de Oliveira, Maria Maeno, Ronald Ferreira, Daniele Silva Moretti, Eduardo Bonfim e Fernando Pigatto, além de Grupos de Trabalho no período da tarde.
Na quarta-feira, 20 de agosto, está previsto um Ato Público das 8h às 10h, seguido por um deslocamento. Os Grupos de Trabalho continuarão durante o dia, com uma Tribuna Livre agendada para a tarde e uma Atividade Cultural à noite.
O encerramento do evento, na quinta-feira, 21 de agosto, terá uma Atividade Cultural pela manhã, seguida da Plenária Deliberativa e da Plenária Final. Além das atividades programadas, ocorrem diversas atividades autogestionadas e culturais, além de pesquisas de campo, enriquecendo ainda mais a experiência dos participantes.

O contexto do RJ em Brasília
Um dos principais objetivos da 5ª CESTT-RJ foi debater e propor ações que fortaleçam a política pública de saúde do trabalhador, especialmente após os impactos da pandemia de Covid-19. O Caderno de Propostas resultante do evento reflete um consenso em torno de eixos temáticos centrais, com foco em garantir o direito à saúde de todos os trabalhadores, promovendo a prevenção, vigilância e assistência qualificada.

As propostas apresentadas pela delegação do Rio de Janeiro incluem a criação da Política Nacional de Saúde Mental do Trabalhador e Trabalhadora, a integração entre o Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho em um Pacto Nacional pela Saúde do Trabalhador, a prioridade nas linhas de vigilância que abordem as cadeias produtivas e a organização do ambiente de trabalho, a realização de concursos públicos para a contratação de profissionais de saúde, garantindo a qualidade do atendimento, e a desprecarização da saúde, promovendo melhores condições de trabalho e segurança para os profissionais do setor.

O Rio de Janeiro também realizou diversas atividades preparatórias para a 5ª CESTT-RJ, incluindo sete lives de orientação e debates sobre a saúde do trabalhador, os eixos nacionais e os objetivos da ida à Brasília. Um evento importante nesse contexto foi o “Dia D” da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, realizado em 28 de março de 2025, na Central do Brasil. Este evento, organizado pelo Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) e pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), teve como objetivo informar a população sobre a 5ª CESTT-RJ, destacando sua importância como uma atividade de controle social. O evento proporcionou um espaço de escuta e orientações, permitindo que os trabalhadores compartilhassem suas experiências e preocupações relacionadas à saúde no ambiente de trabalho.
Na capital federal
A participação popular é outro foco da conferência, com propostas para desenvolver uma Campanha Nacional e Interministerial que promova a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, garantindo que os trabalhadores tenham voz ativa na formulação e acompanhamento das políticas de saúde.

As propostas e diretrizes aprovadas nos GT’s ou na Plenária Deliberativa da 5ª CNSTT irão compor o Relatório Final, que subsidiará a formulação de diretrizes para o Plano Plurianual de Saúde (2024-2027) e para o Plano de Saúde Nacional e do Distrito Federal (2024-2027). O objetivo é garantir que o relatório final da Conferência reflita as vozes e as prioridades dos territórios, sendo um marco fundamental na retomada e fortalecimento da participação social nas políticas públicas de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no Brasil.

A etapa nacional da 5ª CNSTT ocorre no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF), com a participação de aproximadamente 2.800 pessoas. A delegação do Rio de Janeiro está agora pronta para levar suas propostas à 5ª CNSTT, onde espera-se que as contribuições do estado sejam fundamentais para a construção de um sistema de saúde mais inclusivo e eficaz. Com o compromisso de lutar pelos direitos dos trabalhadores, a delegação reafirma a saúde do trabalhador como um direito humano essencial.

Avanço na perspectiva dos direitos
Fátima Sueli, uma das palestrantes da 5ª CESTT-RJ e integrante da CISTT/CES/RJ, expressou uma expectativa forte e uma esperança renovada para o futuro da saúde do trabalhador no Brasil. Fátima ressaltou a importância de avançar na perspectiva dos direitos, afirmando que, após tanto tempo de discussão sobre a saúde do trabalhador na legislação brasileira, é necessário ultrapassar o que já foi estabelecido, que se mostrou insuficiente, e avançar para uma abordagem que considere a saúde como um direito humano.
“Como o Fadel já destacou aqui [Luiz Carlos Fadel, que ministro a Palestra Magna da 5ª CNSTT], precisamos agir com coragem e ousadia, criando novos caminhos”, disse Fátima. Ela enfatizou a relevância da participação social, especialmente dos sindicatos e dos movimentos sindicais, nos conselhos e Comissões Intersetoriais de Saúde (CIS). No entanto, Fátima reconheceu que essa participação não é fácil, pois muitos sindicatos não veem a CIS e os Conselhos como espaços legítimos de luta. “Esse movimento deve ser o oposto; é necessário que o Conselho se aproxime dos sindicatos e da sociedade civil”, afirmou.
Ela destacou a importância das Comissões Setoriais de Saúde do Trabalhador (CISTT) em organizar tarefas fundamentais. “Precisamos garantir que a conferência não seja um evento isolado. Devemos realizar seminários itinerantes para implementar as propostas que emergirem daqui”, explicou. Segundo Fátima, as propostas discutidas variam desde as mais antigas até as mais revolucionárias, e todas devem ser consideradas no contexto das políticas de saúde do trabalhador.

Ela concluiu sua fala enfatizando que a saúde do trabalhador deve ser reconhecida como um direito humano em todas as instâncias de negociação e nas propostas sindicais. “O desrespeito à dignidade humana vai além da monetarização de acidentes ou doenças; é uma questão de compromisso com a construção de uma nova sociedade”, finalizou Fátima Sueli, deixando claro que a luta pela saúde do trabalhador é uma questão de dignidade e respeito.
Do medo à ação
Regina Bueno, conselheira estadual de saúde do Rio de Janeiro, uma das participantes do evento, compartilhou suas impressões sobre a conferência, que marca uma década desde a última edição.
“Estou muito feliz de estar aqui, é maravilhoso reunir tantas vozes de diferentes regiões do Brasil”, começou Regina. No entanto, ela destacou que, apesar da diversidade e da vontade de participação, muitos presentes estão “assodados de susto e de medo”. Segundo Regina, essa insegurança é especialmente evidente entre profissionais e usuários da saúde, que temem as políticas que estão sendo implementadas.
“Temos uma lei estabelecida para proteger a saúde do trabalhador, mas até agora, ela não foi plenamente cumprida”, lamentou. Regina observou que, durante as discussões, muitos participantes demonstraram apatia em relação aos números e dados apresentados, incluindo alarmantes estatísticas sobre a mortalidade de trabalhadores. “A cada 3 horas e 33 minutos, um trabalhador com carteira assinada morre”, revelou Fadel, um dos palestrantes, gerando apenas um silêncio constrangedor entre os quase mil presentes.
Esse silêncio, conforme Regina, reflete uma desconexão entre as informações apresentadas e as preocupações reais da população. “Estamos nos comunicando efetivamente com a nossa população? Estamos envolvendo as pessoas nos problemas que enfrentamos na saúde e no cuidado com o trabalhador?”, questionou.
Regina também ressaltou a importância da participação comunitária, mencionando a diversidade de trabalhadores presentes, desde profissionais liberais até trabalhadores da economia informal. “É maravilhoso ver pessoas de pequenas comunidades, com menos de 7 mil habitantes, aqui representando suas realidades”, disse.

Apesar da desmotivação, Regina enfatizou a necessidade de sair da conferência com uma pauta que comprometa toda a sociedade. “Precisamos envolver as pessoas e garantir que as propostas discutidas sejam concretizadas”, concluiu, pedindo um maior engajamento em torno das questões de saúde do trabalhador.
Compromisso e ação
Daniele Moretti, coordenadora da 5ª CESTT-RJ, afirmou que a expectativa é de que os delegados e delegadas presentes assumam a responsabilidade pelas propostas debatidas em seus respectivos estados. Ela enfatizou a importância do comprometimento de todos, destacando que o trabalho não termina com o encerramento da conferência.
“Esperamos que, ao saírem daqui, os delegados se comprometam a continuar a luta”, afirmou um dos representantes. “Acreditamos que a conferência é apenas o começo e que o verdadeiro trabalho acontece nos territórios.” Ele incentivou todos os participantes a se conectarem com as Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, além dos Centros de Referência de Saúde, para garantir que as propostas discutidas sejam implementadas.
Com mais de 40% da força de trabalho no Brasil vivendo na informalidade, a necessidade de regulamentação e proteção se torna ainda mais urgente. “Precisamos pensar na saúde do trabalhador como um direito humano, elevando o patamar jurídico para garantir novas relações de trabalho que não sacrifiquem a saúde e a vida dos trabalhadores”, ressaltou.

Ela acredita que as melhores propostas surgirão dessa conferência, mas enfatiza que a implementação depende do engajamento contínuo dos delegados. “É fundamental que todos os participantes provoquem os gestores locais para que as diretrizes discutidas aqui sejam colocadas em prática”, concluiu.
A voz da informalidade
Maria dos Camelôs, representante do Movimento Unificado de Camelôs (MUCA), disse que foi um momento impactante a fala de Luiz Carlos Fadel, um dos palestrantes, quando revelou que a cada 3 horas e 33 minutos, um trabalhador com carteira assinada morre, o que trouxe sérias preocupações sobre a saúde e a segurança de todos os trabalhadores, principalmente aqueles que estão na informalidade.
“Quando Fadel falou sobre as 3 horas, isso despertou muita coisa em nós. É uma realidade alarmante, mas precisamos pensar também naqueles que não têm registro formal”, afirmou Maria. Ela destacou a importância de reconhecer a ampla gama de trabalhadores informais que, apesar de não serem vistos como empregados, desempenham um papel vital na economia.
“A conferência é fundamental para olharmos para todos os trabalhadores, especialmente aqueles que estão na informalidade. Eles são a roda da economia, mas não são reconhecidos como tal”, enfatizou Maria. “O nosso chão de fábrica é a rua. Todos os dias, saímos para trabalhar sem perspectivas, mas continuamos a contribuir para a economia.”

Maria ressaltou que é essencial que a conferência aborde as necessidades e os direitos dos trabalhadores informais. “Precisamos garantir que a nossa saúde seja preservada, assim como a de todos os trabalhadores”, concluiu.
Esperança
Jerônimo Santana, conselheiro estadual de saúde, compartilhou suas impressões sobre a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Durante sua fala, ele destacou a importância do evento e a possibilidade de implementar as propostas discutidas.
“Estou muito otimista com essa conferência”, começou ele. Jerônimo enfatizou que “é possível nós implementarmos essas demandas, essas propostas mediante a conferência a qual nós estamos participando hoje, que é a Conferência do Trabalhador e da Trabalhadora em Rio de Janeiro”. Ele concluiu sua intervenção com um apelo à união: “De mãos dadas, unidos, venceremos”.
Oportunidade
Rosemary Mendes Rocha, suplente da presidência do CES/RJ, representando a secretária de estado de Saúde, Drª Cláudia Mello, quando questionada sobre a viabilidade de implementar as propostas em âmbito nacional e estadual, disse: “A gente espera que sim. O que se espera de uma conferência é que possamos intervir na política e contextualizá-la.” Ela destacou a existência de uma política nacional de saúde do trabalhador, enfatizando que este evento é uma oportunidade única para adaptar essas diretrizes à realidade do estado do Rio de Janeiro.
“Essa conferência será bastante importante para que possamos contextualizar a política de saúde do trabalhador, construindo nossa própria política estadual de acordo com as especificidades do nosso território”, afirma. Rosemary ressaltou que o espaço proporcionado pela conferência é fundamental para a construção de políticas eficazes, tanto em nível nacional quanto estadual.
“Estamos aqui para construir um futuro melhor para todos os trabalhadores, e essa é uma oportunidade que não podemos deixar passar”, conclui Rosemary.
Cerimônia de abertura
A 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT) teve sua cerimônia marcada por compromissos dos presentes à mesa.
A mesa de abertura foi composta por autoridades, incluindo o Ministro de Estado da Saúde, Alexandre Padilha; a Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Luz Magano; a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes; o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Cristian Morales; o representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro; o Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel; o Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, Marco Menezes; o Presidente da Fundacentro, Pedro Tourinho de Siqueira; a Juíza Patrícia Pereira de Santana, Diretora de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da ANAMATRA; a Conselheira Nacional de Saúde e Presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil, Pérola Nazaré de Souza Ferreira; e outros membros da mesa, como Jacildo de Siqueira Pinho, coordenador adjunto da 5ª CNSTT; Leônidas Heringer, Secretário de Saúde de Búzios; Juracy Lacerda, Secretário de Saúde do Distrito Federal; Rodrigo Lopes, representante dos trabalhadores informais do Brasil; Moacir Roberto Teixeixa, representante do Fórum das Centrais Sindicais; Francisco José Sousa e Silva, Conselheiro Nacional de Saúde, representando os usuários; Eliana Emetério, Conselheira Nacional de Saúde, representando os usuários; e Ruth Guilherme, Conselheira Nacional de Saúde, representando os trabalhadores da saúde.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da conferência como um espaço de diálogo e construção coletiva. “Este é um momento histórico para o fortalecimento das políticas públicas de saúde do trabalhador e da trabalhadora no Brasil. Precisamos reafirmar que a saúde no mundo do trabalho é parte indissociável dos direitos fundamentais à pessoa humana”, afirmou Padilha, ressaltando a necessidade de um compromisso contínuo com o SUS. Ele mencionou que “a saúde do trabalhador não é apenas uma questão de saúde pública, mas um pilar essencial para a dignidade e a justiça social”.
A Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Luz Magano destacou que a saúde do trabalhador e da trabalhadora é um direito humano. “O trabalho deve ser fonte de dignidade e não de adoecimento. Esta conferência é a oportunidade de transformar as dores em ação coletiva e em diretrizes políticas que garantam proteção e segurança a cada trabalhador e trabalhadora deste país”, declarou Magano. Ela enfatizou a importância da participação de todos os segmentos da sociedade, afirmando que “é fundamental que as vozes dos trabalhadores sejam ouvidas e que suas necessidades sejam atendidas nas políticas de saúde”.

A Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também fez questão de salientar a necessidade de garantir a dignidade no trabalho para todos os segmentos da população, especialmente para as mulheres e grupos marginalizados. “Estamos aqui para garantir que as vidas das trabalhadoras e trabalhadores importam. Não podemos permitir que a precarização do trabalho continue a afetar aqueles que sustentam nosso país”, disse Lopes, destacando a importância de políticas que promovam a igualdade de gênero e que combatam a violência no trabalho. Ela afirmou que “nós queremos um Brasil que zela pela vida das pessoas, e isso inclui o direito a um trabalho digno e seguro”.
O representante da OPAS no Brasil, Cristian Morales, trouxe uma perspectiva internacional ao evento, enfatizando a importância da colaboração entre os países para enfrentar os desafios da saúde do trabalhador. “A saúde no trabalho é um reflexo da saúde pública em geral. Precisamos trabalhar juntos para garantir que todos os trabalhadores tenham acesso a ambientes de trabalho seguros e saudáveis”, disse Morales, destacando a relevância da conferência no contexto global.
Luiz Leão, outro membro da mesa, também fez questão de ressaltar a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. Ele pontuou que “a saúde do trabalhador não se resume apenas à ausência de doenças físicas, mas também inclui o bem-estar mental e emocional, que é frequentemente negligenciado”. Leão pediu a todos os participantes que levem essa discussão adiante e que a saúde mental seja uma prioridade nas futuras diretrizes de saúde, afirmando que “não podemos tratar o trabalhador como uma máquina; precisamos garantir que suas necessidades emocionais e psicológicas sejam atendidas”.
O representante dos trabalhadores informais, Rodrigo Lopes, trouxe uma mensagem marcante e incisiva sobre a realidade dos trabalhadores por aplicativo. “Como entregador, sei que muitos de nós ainda enfrentamos condições precárias de trabalho. Precisamos de respeito e atenção às nossas demandas”, afirmou Lopes, mencionando a importância da regulamentação do trabalho por aplicativo. “Existem mais de 2 milhões de trabalhadores por aplicativos no Brasil. Eles merecem dignidade e respeito. Estamos aqui para lutar por isso”, concluiu, pedindo apoio para as propostas que serão discutidas na conferência.

Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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BRASÍLIA – O Rio de Janeiro chega à 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que ocorre entre os dias 18 e 21 de agosto no Centro Internacional de Convenções do Brasil, com uma grande bagagem de preparações. Com o tema da 5ª CNSTT, “A Saúde do Trabalhador como Direito Humano”, a delegação fluminense é composta por representantes que participaram de um extenso processo de preparação, incluindo oficinas, lives e plenárias ampliadas.
Lise Barros, coordenadora da relatoria da 5ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, destacou que o estado se preparou intensamente para defender os direitos dos trabalhadores. “O Rio de Janeiro está preparado para defender o trabalhador e a trabalhadora na qualidade de direitos humanos”, afirmou Lise.
Leonardo Légora, ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde, enfatizou a importância do debate que ocorrerá durante a conferência. “É aqui que se discutem propostas e se realiza a votação. Precisamos eleger representantes que defendam os trabalhadores, e não apenas os interesses de fazendeiros e empresários”, declarou.
Débora Lopes, parte da coordenação do grupo de relatoria, ressaltou que a conferência é um processo gestado desde 2023, com o objetivo de resgatar a saúde do trabalhador como um direito. “Estamos aqui para defender a saúde do trabalhador como uma questão de saúde pública”, disse.
Daniele Moretti acrescentou que a saúde do trabalhador é uma questão transversal e deve ser abordada de forma abrangente. “Viemos aqui para aprovar as melhores propostas de política para todo o Brasil”, afirmou.
Por fim, Lúcia, assistente social e diretora do Cerest de Duque de Caxias, destacou o desafio que o Rio de Janeiro enfrentará após a conferência. “Nosso dever de casa é implementar a saúde do trabalhador em seu devido lugar, conforme preconiza a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora”, concluiu.
A 5ª CNSTT
Serão quatro dias de muitas discussões sobre as políticas públicas de saúde do trabalhador na 5ª CNSTT. As delegações dos 27 estados estão presentes e centenas de propostas estarão na mesa de debates.
“Em 2024, após dez anos desde a realização da última conferência da área, iniciaram-se as etapas da 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CNSTT), organizada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e promovida pelo Ministério da Saúde.
A convocação para a 5ª CNSTT foi aprovada pelo plenário do CNS durante a 348º Reunião Ordinária, realizada em novembro de 2023. Com o tema “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano” a 5ª CNSTT terá três eixos: “Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora”; “As novas relações de trabalho e a saúde do trabalhador e da trabalhadora”; e “Participação popular na saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras para o Controle Social”.
Entre os objetivos da conferência está a possibilidade de debater, propor e deliberar propostas e linhas de ação para fortalecer uma política pública que repercuta na efetivação do acesso à saúde no SUS. Os conferencistas também deverão avaliar os impactos de longo prazo da pandemia de Covid-19, inclusive sobre a saúde do trabalhador e da trabalhadora nos próximos anos, com possíveis mudanças na frequência dos agravos à saúde, nas formas de sua apresentação, e buscar respostas a essas mudanças. [Fonte: CNS]
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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