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RIO DE JANEIRO – O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) oficializou, no último mês, a conclusão do processo de renovação do controle social no município de Rio Bonito. Em cerimônia realizada no dia 30 de março de 2026, tomaram posse os novos membros do Conselho Municipal de Saúde, encerrando um ciclo institucional que teve início ainda em 2025.
O processo de recomposição do órgão colegiado remonta ao ano anterior, quando o CES-RJ interveio para coordenar a formação da Comissão Eleitoral, garantindo a lisura e a continuidade democrática da representação setorial na saúde local. A transição, acompanhada de perto pelas instâncias estaduais, visou regularizar a participação da sociedade civil e dos profissionais do setor nas decisões de políticas públicas do município.
A etapa final do cronograma ocorreu durante o Pleno Ordinário do CES, realizado em 14 de abril, com a apresentação e aprovação do Relatório Final pela Comissão Eleitoral. O documento detalha a nova composição do conselho, consolidando os nomes eleitos pelos diversos segmentos. No entanto, o relatório aponta uma ressalva quanto aos representantes da gestão municipal: as cadeiras destinadas ao governo permanecem em aberto, uma vez que a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito não confirmou os nomes dos seus indicados, apesar das solicitações e reiterações formais enviadas pelo conselho estadual.
Com a aprovação do relatório pelo plenário, o Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito retoma plenamente suas atividades de fiscalização e deliberação, restando apenas o preenchimento das vagas remanescentes por parte da administração pública para que o quórum esteja integralmente completo.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) vem a público esclarecer que a entidade denominada “PROJETO CRER-SER”, por meio de documento encaminhado à Comissão Eleitoral, não comprovou a tempestividade de sua inscrição no Processo Eleitoral para o Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito, conforme exigido pela 1ª Promotoria de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, nos termos da Recomendação nº 001/2026-1PJTCSRM2.
Diante disso, visando assegurar a lisura e a transparência do processo eleitoral, foi divulgada em 04 de março de 2026 a listagem final das entidades aptas a participar do pleito, conforme matéria publicada no portal do CES-RJ aqui.
Simultaneamente, informamos que todas as comunicações necessárias foram devidamente realizadas:
- À própria entidade, sobre a revogação de sua aptidão, em razão da impugnação apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde e acatada pela Promotoria;
- Ao Ministério Público, para prosseguimento do feito, considerando que o processo eleitoral encontrava-se suspenso em virtude da impugnação, conforme divulgado em nota anterior;
- À Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito, para ciência e informação quanto ao local e à data possível para a posse dos representantes das entidades eleitas.
O CES-RJ salienta seu compromisso com a transparência, a legalidade e a participação social, assegurando que todas as etapas do processo eleitoral foram conduzidas em conformidade com as recomendações ministeriais e com o devido respeito às normas estabelecidas.
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No próximo dia 07/04/2026, das 08:00 às 13:00, o Auditório da Secretaria de Estado de Saúde do RJ será palco de uma celebração que marca 25 anos da Lei 10.216, marco legal que redirecionou o modelo assistencial em saúde mental no Brasil. O encontro, organizado e ministrado pela Comissão Intersetorial de Saúde Mental, tem como objetivo celebrar conquistas, homenagear pessoas que fizeram e fazem parte da história da luta antimanicomial e fortalecer o compromisso com práticas comunitárias e de direitos humanos.
A Lei 10.216, de 6 de abril de 2001, assegura a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e orienta a substituição progressiva do modelo manicomial por uma rede de atenção psicossocial baseada em serviços comunitários e em garantias de direitos. Essa legislação consagrou princípios como o “cuidado em liberdade como prioridade, a garantia de tratamentos menos invasivos, a transparência na informação a usuários e familiares e a proibição de discriminação por motivo de transtorno mental.”
A trajetória que culminou na lei é fruto de décadas de mobilização de movimentos sociais, profissionais de saúde, familiares e usuários que denunciaram práticas excludentes e defenderam modelos de cuidado centrados na autonomia e na reinserção social. A luta antimanicomial construiu redes de atenção psicossocial, centros de convivência, serviços substitutivos e políticas públicas que transformaram práticas e ampliaram direitos. Homenagear essas trajetórias é também reafirmar a necessidade de investimento contínuo em serviços comunitários e em políticas intersetoriais.
Informações
- Data: 07/04/2026
- Horário: 08:00–13:00.
- Local: Auditório — Secretaria de Estado de Saúde do RJ.
- Quem ministra: Comissão Intersetorial de Saúde Mental.
- Inscrições: pelo formulário online (Forms) e presencialmente no dia do evento; auditório sujeito a lotação.
- Transmissão: CES‑RJ TV no YouTube.
Programação
- 08:00 – Credenciamento e Coffee Break de recepção
- 09:00 – Composição da mesa e apresentação da Comissão
- 09:45 – Mesa de Celebração: Pronunciamento dos convidados
- 12:00 – Debate: Abertura para perguntas e intervenções do público
- 12:45 – Considerações finais e encerramento
- 13:00 – Encerramento das atividades
Por que participar
- Reconhecimento histórico: encontro para homenagear militantes, profissionais e usuários que impulsionaram a reforma da atenção em saúde mental.
- Atualização técnica e política: debates sobre desafios atuais, financiamento, redes de atenção e práticas comunitárias.
- Fortalecimento de redes: oportunidade de articulação entre serviços, movimentos e gestores.
Convite
Profissionais, usuários e interessados são convidados a participar desta manhã de memória, reconhecimento e planejamento coletivo. Trazer relatos, propostas e nomes para as homenagens é uma forma concreta de manter viva a luta antimanicomial e garantir que os 25 anos da Lei 10.216 sejam celebrados com compromisso e olhar para o futuro.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Nota elaborada pela CISTT/CES/RJ, homologada em Reunião Ordinária de 10/03/2026, em atualização à matéria “O fim do “faz parte do trabalho”: nova lei obriga empresas a mapear estresse e sobrecarga“.
A partir de maio de 2026 deverá entrar em vigência a nova Norma Regulamentadora do trabalho, com uma atualização da NR1. De acordo com o que está sendo veiculado em boa parte da mídia, as empresas brasileiras enfrentarão uma transformação importante, passando, a partir daí, a responder legalmente pelo estresse, sobrecarga e outros problemas decorrentes de um “clima organizacional” ruim.
A atualização da NR-1 realmente confere maior destaque aos “fatores de risco psicossociais”
Mas é importante notar que a Constituição Federal (1988) já garantia aos trabalhadores o direito à redução dos riscos relacionados ao trabalho.
Diversos itens das Normas Regulamentadoras vigentes tratam dos riscos elencados como psicossociais. A NR-17 trata dos riscos ergonômicos, com uma parte dedicada aos riscos relacionados à organização do trabalho. A NR-33 indica que “todo trabalhador designado para trabalhos em espaços confinados deve ser submetido a exames médicos específicos […], incluindo os fatores de riscos psicossociais”. A NR-35 indica que “o empregador deve avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que exercem atividade em altura […], considerando também os fatores psicossociais”.
A NR-37, que regulamenta o trabalho em plataformas de petróleo, vai além e indica que as empresas devem adotar “programas de promoção e prevenção em saúde, visando implantar medidas para mitigar os fatores de riscos psicossociais identificados, assim como prevenir constrangimentos nos locais de trabalho decorrentes de agressão, assédio moral, assédio sexual, dentre outros”.
Mas, apesar da obrigatoriedade de eliminação ou controle dos riscos psicossociais já estar mencionada nas NRs e outras normas, o que vemos com frequência é a postura de considerar o degaste geral e psíquico como algo “natural” ou “inerente” ao trabalho, seno pertinente no máximo torná-lo suportável.
A “nova” NR1 não traz a inovação que o campo da Saúde do Trabalhador precisa. Continua a haver uma supervalorização de regras de segurança em detrimento da consideração da complexidade dos processos de trabalho; assim como continua a não haver garantia da inclusão do saber da experiência dos trabalhadores e trabalhadoras na análise e solução dos problemas existentes.
Sua abordagem induz a pensar a relação do trabalho com a saúde como algo relacionado à história pessoal de cada trabalhador ou trabalhadora, tirando o foco da organização do trabalho que é violenta, que sobrecarrega, estressa e mata! Mas a raiz do problema não está nas está nas características pessoais, do indivíduo, de sua família ou em seus hábitos.
O desgaste gerado pelas más condições de trabalho não pode ser reduzido com tratamentos psicoterápicos ou mágicas salas de descompressão e similares. A raiz doproblema está nas jornadas prolongadas, metas inacessíveis, forte estímulo à competição interna, hierarquias de gênero, preconceitos de raça.
Para enfrentar essas situações a solução é alterar a organização do trabalho.
A atualização da NR1 indica, de modo claro e/ou subentendido, que o empregador deve INFORMAR os trabalhadores dos riscos existentes, bem como das condutas adequadas para (supostamente) se proteger destes riscos.
E os trabalhadores devem OBEDECER, agir seguindo essas prescrições de segurança, nem sempre possíveis de serem seguidas.
Com essa atualização, a Norma continua a não tratar adequadamente a necessidade de haver participação do trabalhador na análise dos processos de trabalho.
Somente com ampliação da participação dos sindicatos e associações dos trabalhadores na análise e reformulação dos modos de organizar o trabalho haverá a possibilidade de luta contra a dominação presente no modelo de extração de lucro a custa da doença e da morte dos trabalhadores e trabalhadoras.
O que temos então como tarefa, se queremos ampliar a possibilidade de melhora efetiva das condições do trabalho, favorecendo a saúde?
Temos que focar na importância de ampliar a garantia, aos trabalhadores e trabalhadoras, de participação na análise, planejamento e regulação dos processos de trabalho. Temos que construir o embate pela mudança na organização do trabalho, com a ampliação da participação efetiva do saber adquirido na experiência nas decisões sobre a gestão do trabalho e suas consequências.
Neste embate, social e político, os Conselhos de Saúde, as CISTTS, as Centrais Sindicais, os Sindicatos e os responsáveis pelas políticas públicas têm um papel importante a cumprir. Não podem seguir cantos de sereia que buscam desviar nossa atenção dos conflitos de interesse existentes, em uma sociedade de enorme desigualdade social.
Rosemary Mendes Rocha
Suplente da Presidência do Conselho Estadual de Saúde
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RIO DE JANEIRO – Num movimento de grande participação popular e engajamento, o estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta terça-feira (25/03), um dos maiores encontros de mobilização em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Com mais de 600 participantes reunidos no auditório do Windsor Guanabara Hotel, o Encontro Estadual de Saúde – RJ serviu como etapa preparatória estratégica para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, sob o lema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”. O evento gerou debates necessários sobre o financiamento público, a gestão participativa e a urgência de fortalecer o Controle Social para garantir uma saúde universal e equitativa.

O propósito central do encontro no território fluminense foi fortalecer o debate público sobre o financiamento e a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). A programação foi estruturada em torno de três eixos fundamentais: a garantia de mais recursos para a saúde, o fortalecimento do controle social e a ampliação do acesso por meio de modelos de atenção integrais e resolutivos. Para além da discussão técnica, o encontro destacou o papel dos Conselhos de Saúde como bases da gestão democrática, promovendo um diálogo entre quem planeja as políticas e quem utiliza o sistema na ponta.
Democracia como coluna central da Saúde Pública
O encontro começou com uma apresentação cultural que retratou parte da história da constituição do SUS. A esquete “Zé do Caroço”, apresentada pelo Grupo Bacurau, trouxe a realidade das comunidades para o centro do debate, lembrando que a mudança política nasce da organização dos territórios.




A deputada federal Jandira Feghali abriu os pronunciamentos com uma homenagem emocionada à militante e sindicalista Maria José Peixoto (Zezé), falecida recentemente, e que atuou ativamente na defesa da enfermagem e da assistência social no país. Jandira foi categórica ao vincular a saúde ao regime democrático: “Não é possível pensar uma saúde universal sem democracia”. Feghali recordou as lutas históricas desde a 8ª Conferência Nacional de Saúde e alertou para a responsabilidade do voto, frisando que “saúde é um direito de todos e dever do Estado”. De acordo com Jandira, “nós não podemos mais dar um passo atrás; nós só podemos agora dar passos à frente”. Feghali foi enfática ao recordar as crises recentes, declarando que “é preciso dar cadeia e punição para quem atenta contra a democracia”. Para a parlamentar, o papel do cidadão vai além do pleito: “Não basta votar. A democracia não é só voto. É também organização”. Ela defendeu a humanização como pilar do sistema: “Aqui robô não nos substitui. Não tem automação na saúde. É preciso olhar no olho”.

A representação do Ministério da Saúde no encontro coube a José Ramix Júnior, da Assessoria de Participação Social e Diversidade. Em sua fala, Júnior sublinhou a orientação do ministro Alexandre Padilha de que “a gente não faz SUS sem a participação social”. Citando o educador Paulo Freire, ele pontuou que “manter a esperança viva é em si um ato revolucionário”, reafirmando o compromisso do governo federal com a diversidade, incluindo as populações LGBT, negra e em situação de rua.

Pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), Neide Barros e Marisa Palacios reforçaram a mobilização nacional. Barros saudou a plateia com o lema do encontro: “Cuidar do povo é cuidar do Brasil”. Palacios, por sua vez, destacou que “o SUS é conquista histórica do povo brasileiro e da democratização”, alertando que “sem controle social, não há SUS”. Ela defendeu a necessidade de um Estado forte e de financiamento público adequado para enfrentar as desigualdades sociais e os desafios das emergências climáticas.

A experiência acumulada também teve voz através de Rosemary Mendes Rocha, suplente da presidência do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ). Servidora pública há 39 anos, Rosemary emocionou os presentes ao declarar que “o território tem voz, o território tem dor, o território tem sonhos e alguém precisa escutar”. Ela definiu a essência da militância sanitária: “O SUS é cotidianamente um movimento de resistência”. Já Patrícia Santana, representante da Superintendência do Ministério da Saúde no Rio, elogiou a postura combativa do conselho fluminense: “Este conselho é um conselho combativo que luta pelo que acredita”. Santana ainda orientou os gestores locais sobre a importância técnica do planeamento, advertindo que “tudo que vocês cobram para que o SUS exerça tem que estar no plano municipal de saúde”.

Ainda no período manhã, a coordenadora Vânia Bretas reforçou que “não existe saúde pública de qualidade sem a participação ativa da população”. A conselheira nacional Valquíria Alves recordou a máxima de Sérgio Arouca: “Democracia é saúde, saúde é democracia”. O grito uníssono da plenária por estabilidade profissional: “Concurso público é agora!” ecoou no salão nobre. Entre as participações populares, uma mensagem lida por Rosemary Mendes resumiu o clamor do encontro: “Não há soberania nacional sem um SUS 100% público, gratuito e universal”.
A fala do ministro Alexandre Padilha
Um dos momentos centrais foi a exibição de um vídeo com a mensagem do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No vídeo, o ministro enfatizou a mudança de paradigma na gestão federal, afirmando que “o Ministério da Saúde hoje não fica fechado em gabinetes em Brasília; nós estamos descendo aos territórios para ouvir o que cada um de vocês tem para apresentar”. O conteúdo audiovisual também celebrou marcos históricos, como o alcance de 14,7 milhões de cirurgias em 2025.
Financiamento e valorização do trabalho
No período da tarde, os debates giraram em torno de questões estruturantes. Solange Belchior, conselheira estadual de saúde do RJ, ao coordenar a mesa temática, definiu os objetivos da gestão: “Saúde com mais recurso, mais participação social, mais acesso e trabalhadores valorizados”. Eliane Cruz, chefe de gabinete do Ministério da Saúde, demonstrou transparência ao afirmar: “A gente não vem aqui falar sem esperar ouvir críticas… temos compromisso com o que estamos fazendo”. Ela destacou os esforços orçamentários do governo atual, mencionando que “o Lula trouxe 40 milhões de volta do que o Bolsonaro tirou” para a saúde. Eliane também alertou para o perigo do negacionismo, defendendo que só há conferência se houver democracia.

Paulo Garrido, conselheiro nacional pela Fiocruz, expressou a sua satisfação com a mobilização fluminense: “É uma honra, um desafio sempre estar retomando aqui e ver este encontro tão valoroso no Rio”. Regina Bueno, educadora popular e conselheira estadual do RJ, partilhou a sua vocação: “O que eu mais adoro fazer na minha vida é ser educadora popular em saúde”. Já André Ferraz, conselheiro do CES-RJ, trouxe um debate técnico e político sobre o “Protocolo da Carreira Única”, explicando que “a proposta do protocolo da carreira única também está atrelada com a criação do fundo nacional tripartite para o trabalho no âmbito do SUS”. Ele reforçou a necessidade de combater a precarização, afirmando que “não dá para discutir SUS sem discutir as pessoas que fazem esse sistema acontecer”.

Tribuna livre
Os debates também trouxeram a voz direta de quem vivencia o controle social na ponta. Dentre os diversos participantes da tribuna, Daniele Moretti, conselheira nacional e estadual de saúde do RJ, pelo segmento dos usuários e representante da CTB, iniciou sua intervenção com um desabafo necessário sobre a importância da presença física nos espaços de decisão, lamentando o esvaziamento do plenário naquele momento e reforçando que a luta pelos “órfãos” do sistema exige compromisso integral de todos os representantes. Em uma linha de cobrança institucional, Carlos Alberto, vindo de Duque de Caxias, trouxe a urgência da resolutividade ao questionar quando as discussões de gabinete se transformarão em vitórias concretas para os três segmentos da saúde, enfatizando que a unidade é a única forma de garantir a efetivação do que é construído coletivamente.

A defesa da estabilidade como garantia de um serviço público de qualidade foi o ponto central da fala do participante Pedro, que se posicionou contra as reformas que ameaçam o funcionalismo, pontuando que enfrentar o fim da estabilidade é, na verdade, proteger o próprio atendimento ao cidadão de interferências políticas sazonais. Complementando essa visão de um sistema inclusivo e respeitoso, Franklin Félix, representante do Ministério da Saúde, encerrou as participações destacando a dimensão ética e social do cuidado, ao afirmar a importância histórica de se lutar por um SUS laico, capaz de acolher todas as pessoas em sua pluralidade, sem distinções de credo ou origem, consolidando o sistema como o maior instrumento de justiça social do país.
Compromisso com o futuro e mobilização para abril
O encontro encerrou com a leitura da “Carta de Compromissos em Defesa do SUS”, que sintetiza os eixos prioritários: financiamento adequado, fortalecimento do controlo social e ampliação do acesso resolutivo através da atenção primária. O documento também introduziu a justiça socioambiental como pauta central para enfrentar as crises climáticas. A pedido da plenária, a carta incluiu explicitamente a defesa do “concurso público” como forma de garantir uma gestão pública estatal e valorizada.

Como desdobramento prático, o Conselho Nacional de Saúde e o Conselho Estadual de Saúde do RJ convocaram todos os municípios para realizar Audiências Públicas no dia 07 de abril, Dia Mundial da Saúde, visando conectar as lutas locais ao movimento nacional. O evento, que terminou com a animada apresentação da Escola de Samba Império de Charitas, cantou que a defesa do SUS é a defesa da própria vida e soberania brasileira.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No dia 25 de março de 2026, o Rio de Janeiro será palco de uma importante mobilização em prol da saúde pública brasileira. O Dia de Mobilização em Defesa do SUS, que integra a etapa fluminense dos Encontros Estaduais de Saúde, acontecerá das 8:00 às 17:00, reunindo gestores, profissionais da área e a sociedade civil organizada sob o tema central: “SUS, Democracia e Soberania: cuidar do povo e cuidar do Brasil”.
A iniciativa é articulada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em parceria estratégica com os conselhos estaduais e o Ministério da Saúde. O objetivo principal é promover um debate profundo sobre o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e mobilizar a população para a 18ª Conferência Nacional de Saúde. No Rio, o evento conta com o apoio direto do Governo do Estado e do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ).
As edições de 2026 dos Encontros Estaduais estão concentradas entre os meses de março e abril, utilizando o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) como um marco de referência para as discussões. A programação prevista para a etapa do Rio de Janeiro é robusta, incluindo um ato solene de abertura, mesas temáticas e debates técnicos. Entre os eixos centrais de discussão estão a qualificação do controle social, a busca por um financiamento adequado e sustentável para o SUS e a análise de modelos de atenção à saúde que atendam às necessidades reais da população.
Além do caráter político e institucional, o evento também celebrará a identidade local. A agenda conta com apresentações culturais e manifestações regionais, reforçando o vínculo entre a saúde e o bem-estar social através da arte.

As inscrições foram prorrogadas até segunda-feira, 23 de março e podem ser realizadas através do QR Code disponível no material oficial de divulgação ou através deste link. Para aqueles que buscam detalhes adicionais sobre o local exato e a programação completa, a orientação é entrar em contato diretamente com o Conselho Estadual de Saúde (CES) do território. A participação é livre para a população em geral, bem como conselheiros, usuários, profissionais de saúde e gestores do SUS.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No dia 25 de março de 2026, o Rio de Janeiro será palco de uma importante mobilização em prol da saúde pública brasileira. O Dia de Mobilização em Defesa do SUS, que integra a etapa fluminense dos Encontros Estaduais de Saúde, acontecerá das 8:00 às 17:00, reunindo gestores, profissionais da área e a sociedade civil organizada sob o tema central: “SUS, Democracia e Soberania: cuidar do povo e cuidar do Brasil”.
A iniciativa é articulada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), em parceria estratégica com os conselhos estaduais e o Ministério da Saúde. O objetivo principal é promover um debate profundo sobre o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e mobilizar a população para a 18ª Conferência Nacional de Saúde. No Rio, o evento conta com o apoio direto do Governo do Estado e do Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ).
As edições de 2026 dos Encontros Estaduais estão concentradas entre os meses de março e abril, utilizando o Dia Mundial da Saúde (7 de abril) como um marco de referência para as discussões. A programação prevista para a etapa do Rio de Janeiro é robusta, incluindo um ato solene de abertura, mesas temáticas e debates técnicos. Entre os eixos centrais de discussão estão a qualificação do controle social, a busca por um financiamento adequado e sustentável para o SUS e a análise de modelos de atenção à saúde que atendam às necessidades reais da população.
Além do caráter político e institucional, o evento também celebrará a identidade local. A agenda conta com apresentações culturais e manifestações regionais, reforçando o vínculo entre a saúde e o bem-estar social através da arte.
As inscrições, foram prorrogadas até sexta-feira, 20 de março e podem ser realizadas através do QR Code disponível no material oficial de divulgação ou através deste link. Para aqueles que buscam detalhes adicionais sobre o local exato e a programação completa, a orientação é entrar em contato diretamente com o Conselho Estadual de Saúde (CES) do território. A participação é livre para a população em geral, bem como conselheiros, usuários, profissionais de saúde e gestores do SUS.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Conselho Estadual de Saúde do RJ reage contra demissão de técnico que humanizava coletas pediátricas
Em um desdobramento que une rigor jurídico e um debate sobre a humanização no SUS, a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT) emitiu uma nota de apoio ao servidor José dos Santos Souza, conhecido como Tayo Kaye. O documento, que denuncia irregularidades graves em seu processo administrativo, foi oficialmente homologado em Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro no último dia 10 de março.
Um legado de 43 anos sob ataque
Técnico de laboratório no Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), Tayo Kaye dedicou 43 anos ao serviço público sem qualquer histórico de penalidades. Sua demissão e a anulação de sua aposentadoria — concedida em junho de 2025 e revogada apenas quatro meses depois — basearam-se no uso de vídeos em redes sociais.
Enquanto a Administração alega "proveito econômico" e "insubordinação", a CISTT rebate que o conteúdo tinha finalidade humanizadora, sendo elogiado por famílias e até pela intranet do Ministério da Saúde. Depoimentos de mães indicam que Kaye era o único capaz de realizar coletas em crianças com fobias severas através de sua abordagem lúdica.
Nulidades e "destruição de reputação"
A nota técnica aponta falhas processuais que fariam qualquer juiz franzir o cenho:
- Testemunha suspeita: A denunciante do caso foi ouvida como testemunha isenta, o que fere o princípio da impessoalidade.
- Falta de defesa: O servidor enfrentou o rito sem acompanhamento de advogado, mesmo após a introdução de acusações criminais graves no processo.
- Acusações infundadas: O documento denuncia o uso de narrativas caluniosas que tentaram ligar o servidor a milícias e pedofilia, fatos que já foram investigados e arquivados por falta de provas pela Polícia Federal.
Precedente perigoso
Para a CISTT, o caso não é apenas individual, mas um "precedente institucional perigoso" que ameaça a segurança jurídica de todos os servidores federais ao permitir a anulação de aposentadorias sem novos fatos jurídicos.
"Criminalizar essas práticas [de humanização] é um retrocesso sanitário", afirma o texto, destacando que a punição ignora a Dignidade da Pessoa Humana ao deixar um idoso de 67 anos e responsável por três filhos menores sem subsistência.
A CISTT e o Conselho Estadual de Saúde agora requerem que o Ministério Público Federal (MPF) intervenha para suspender a demissão, restabelecer a aposentadoria e investigar o possível desvio de finalidade na condução do processo.
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) realizou, no dia 10 de março de 2026, sua Reunião Ordinária do mês, tendo a presença de Rodrigo Oliveira, Diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada (DEEQAE/SAES/MS). O objetivo central da visita foi a apresentação detalhada do programa federal “Agora Tem Especialistas“, uma das principais apostas do Ministério da Saúde para reduzir as filas de espera e ampliar o acesso a procedimentos de média e alta complexidade no país. Durante mais de três horas de debate, o diretor expôs as bases técnicas da iniciativa, enquanto os conselheiros estaduais manifestaram preocupações estruturais sobre o financiamento da rede pública, a precarização do trabalho e o papel muitas vezes ambíguo do setor privado na prestação de serviços complementares ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em sua exposição inicial, Rodrigo buscou desmistificar a ideia de que o programa seria voltado prioritariamente para a compra de serviços na rede privada. Ele esclareceu que o “Agora Tem Especialistas” atua no custeio de componentes cirúrgicos e ambulatoriais, permitindo que tanto hospitais públicos — municipais e estaduais — quanto prestadores privados recebam recursos para ampliar a oferta de consultas e cirurgias eletivas. O diretor inseriu o programa dentro de um contexto macroeconômico de investimentos, citando os R$ 40 bilhões previstos pelo PAC Saúde para a construção e reforma de policlínicas, aquisição de aceleradores lineares para tratamento oncológico e renovação do parque tecnológico com aparelhos de ressonância magnética e tomografia. Segundo o representante do ministério, o foco é atacar os vazios assistenciais, especialmente em regiões onde a distância geográfica impede o diagnóstico precoce e o tratamento tempestivo de doenças crônicas.
A reação do plenário foi imediata e crítica. Diversos conselheiros e conselheiras fizeram perguntas. Dentre eles, Regina Bueno, conselheira representante do movimento de HIV/AIDS, abriu o debate com um questionamento contundente sobre a governança do programa. Ela criticou a falta de diálogo prévio com o controle social e afirmou que a saúde privada, que constitucionalmente deveria atuar de forma complementar, tem ocupado um espaço suplementar que muitas vezes drena recursos e profissionais da rede pública. Regina trouxe para a mesa a crise dos 11 hospitais federais localizados no Rio de Janeiro, denunciando a redução sistemática de leitos e o sucateamento de instituições históricas, como o Hospital Universitário Gafrée e Guinle. Para a conselheira, a chegada de programas “pacotizados” do governo federal ignora as particularidades locais e a experiência acumulada pelos usuários que lutam diariamente pela manutenção do SUS.
Em resposta, o diretor Rodrigo assegurou que o governo federal planeja a maior reestruturação da rede de hospitais universitários da história, prevendo a criação de 30 novas unidades e a integração estratégica entre o Hospital Gafrée e o Hospital dos Servidores, visando criar um polo de excelência em ensino e assistência. Sobre o déficit de pessoal, Rodrigo informou que o Ministério da Saúde está em processo de contratação emergencial de 2 mil profissionais de saúde para recompor as equipes de institutos fundamentais, como o INCA (oncologia), o INTO (ortopedia) e o INC (cardiologia). Ele defendeu que a utilização da rede privada em momentos de pico de demanda é uma estratégia de gestão necessária para garantir o direito constitucional à saúde, mas reiterou que o objetivo final é o fortalecimento da infraestrutura estatal.
A intervenção do conselheiro André Ferraz trouxe ao debate uma dimensão histórica e estrutural, ao traçar um paralelo entre a atual proposta federal e os modelos de gestão anteriores à consolidação do Sistema Único de Saúde. Ferraz expressou o temor de que o programa “Agora Tem Especialistas” esteja, na prática, reeditando a lógica do antigo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), sistema que vigorou até a década de 80 e era caracterizado pela centralização e pela prioridade absoluta na compra de serviços do setor privado em vez do fortalecimento de uma rede própria. Segundo o conselheiro, o foco acentuado na contratualização e no repasse de recursos para prestadores externos pode sinalizar um desinvestimento na administração direta, fragilizando a identidade pública do SUS.
Ainda em sua fala, Ferraz levantou uma cobrança enfática sobre a política de recursos humanos do Ministério da Saúde, questionando a ausência de diretrizes claras para a carreira pública e a falta de anúncios sobre a realização de novos concursos. Para o conselheiro, a sustentabilidade do sistema depende de profissionais com vínculos estáveis e carreiras estruturadas, elementos que considera fundamentais para evitar a rotatividade e garantir a memória técnica das unidades de saúde. Em resposta a esse questionamento, Rodrigo argumentou que o cenário atual exige uma ação pragmática diante da gravidade das filas de espera, diferenciando a estratégia de regulação do Ministério da antiga lógica do INAMPS. O diretor defendeu que, ao contrário do passado, o governo hoje exerce um papel de indutor e fiscalizador rigoroso, utilizando o investimento para “colocar a colher” na relação público-privada e garantir que o setor complementar atenda às necessidades do Estado, e não o contrário. Sobre a questão trabalhista, ele reiterou que a prioridade imediata tem sido a recomposição emergencial das equipes para evitar o fechamento de serviços essenciais, especialmente no Rio de Janeiro.
A questão dos recursos humanos e da regionalização também dominou as intervenções de Carolina de Mendonça, conselheira, representante do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Rio de Janeiro, e Ana Paula, representante de Magé. Carolina apontou que a simples abertura de vagas não resolve o problema se não houver mecanismos de fixação dos profissionais no setor público, citando a carência crítica de neurologistas pediátricos e oftalmologistas na Região Metropolitana. Já Ana Paula expressou receio de que o programa se torne uma mera transferência de recursos para o setor privado sem que haja um fortalecimento real da rede municipal. Ela questionou quem seria responsabilizado pelo descumprimento das leis que estabelecem prazos máximos de 30 e 60 dias para o diagnóstico e início do tratamento de câncer, uma preocupação central para os municípios da Baixada Fluminense que dependem da regulação estadual e federal.

Deise Sanches expressou uma preocupação central compartilhada por diversos membros do controle social: a possibilidade de o programa “Agora Tem Especialistas” atuar como uma ferramenta estruturante para a entrada definitiva do setor privado no núcleo do SUS. Segundo a conselheira, existe o risco real de que, em menos de dez anos, o sistema sofra um processo de privatização silenciosa caso não haja mecanismos de contenção que preservem a direção pública da saúde. Ela questionou se o modelo proposto pelo Ministério da Saúde possui caráter temporário, para sanar demandas reprimidas, ou se pretende se consolidar como uma nova lógica de gestão. Além disso, Deise pontuou a ausência dos hospitais universitários no centro da discussão e criticou a falta de movimentos do Ministério em direção à realização de concursos públicos, ressaltando que o vínculo estatutário é o que garante ao servidor a autonomia necessária para formular, discutir e até divergir na construção das políticas públicas.
Em uma resposta detalhada, Rodrigo, Diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada (DEEQAE/SAES/MS), buscou situar o programa dentro da realidade histórica da saúde brasileira. Ele argumentou que a supremacia do setor privado e filantrópico não é uma criação recente, mas um legado de quatro décadas que remonta ao período pré-SUS e à ditadura militar. O diretor destacou que, atualmente, cerca de 60% dos leitos de alta complexidade no Brasil são filantrópicos ou privados, evidenciando que a dependência desses setores já está posta de forma estrutural há muito tempo. Rodrigo defendeu que, longe de enfraquecer o Estado, o programa representa uma intervenção necessária da União para equilibrar o poder de negociação. Segundo ele, o Ministério está “colocando a colher” em uma relação que antes deixava municípios de pequeno porte isolados na negociação com prestadores privados, muitas vezes detentores do monopólio da oferta regional.
O diretor enfatizou que a estratégia federal visa ampliar a capacidade regulatória do Estado através de ferramentas de transparência, como o painel do programa e o monitoramento 360°. O objetivo é dar visibilidade aos contratos, à circulação das unidades móveis (carretas) e aos fluxos financeiros, permitindo que órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio controle social tenham subsídios para cobrar o cumprimento das metas. Rodrigo afirmou que, embora o programa seja uma “aposta de política pública” passível de erros e acertos, ele representa o maior volume de investimento já realizado pela União para enfrentar gargalos históricos, especialmente na oncologia. Ele assegurou que o governo federal não se desresponsabilizará das obrigações sanitárias e que a intenção é chegar junto aos estados e municípios para superar a crise da assistência oncológica no Rio de Janeiro.
Sobre a participação dos hospitais universitários, o representante do Ministério da Saúde garantiu que essas instituições estão integradas ao “Agora Tem Especialistas”, atuando tanto na realização de procedimentos cirúrgicos quanto no apoio à formação profissional. Rodrigo reconheceu que o Serviço Público Federal no Rio de Janeiro enfrenta desafios específicos e complexos que exigem enfrentamento direto, muitas vezes sem consensos imediatos, mas reforçou que o programa contempla especialidades críticas, incluindo a cirurgia vascular no componente cirúrgico. Ao encerrar o debate sobre as tabelas de financiamento e a rede de especialistas, o diretor reiterou que a transparência das informações é a principal aliada dos conselheiros para questionar a eficiência das instituições contratualizadas, como as Santas Casas, garantindo que o investimento se transforme em atendimento real para a população.
Outro ponto de forte atrito foi a utilização de unidades móveis, as chamadas “carretas”. Daniele Moretti, conselheira estadual de saúde, representante da CTB, relatou experiências em que essas unidades realizaram exames em massa sem a devida coordenação com as Clínicas da Família, deixando os pacientes desamparados no pós-exame. A conselheira criticou o fato de o controle social muitas vezes não ser informado sobre o cronograma dessas carretas, o que impede a fiscalização e o acompanhamento dos resultados. Conselheiras do interior, como a representante de Bom Jardim, reforçaram o coro, relatando casos de pacientes que aguardaram meses para que um médico pudesse interpretar os laudos gerados nas unidades móveis. Rodrigo defendeu as carretas como ferramentas de rastreamento “padrão ouro” para biópsias e colposcopias, mas admitiu que a circulação da informação e o fluxo de regulação ainda precisam de ajustes finos para evitar que o paciente se perca no sistema após o exame inicial.

As disparidades financeiras da Tabela SUS também foram alvo de denúncias por parte da conselheira Carminha, presidente do CMS de Volta Redonda, e Vânia Jussara, conselheira, representante da União Brasileira de Mulheres. Carminha detalhou como o valor repassado pelo ministério para próteses ortopédicas está defasado em relação aos preços de mercado, o que inviabiliza cirurgias em hospitais filantrópicos e municipais. Vânia questionou a ausência de especialidades como a angiologia e a cirurgia vascular do rol de prioridades do programa, lembrando que doenças venosas crônicas causam grande impacto na produtividade e na qualidade de vida da população trabalhadora. O diretor explicou que o Ministério da Saúde precisou eleger especialidades críticas baseadas em indicadores de mortalidade e tamanho das filas, como cardiologia e oncologia, para evitar a fragmentação dos recursos, mas afirmou que o programa é dinâmico e poderá ser expandido.
Ao final da reunião, Ricardo, conselheiro do Norte Fluminense, trouxe dados sobre a subutilização de recursos pactuados em municípios de grande porte, como Campos dos Goitacazes, e defendeu que o controle social precisa de mais ferramentas técnicas para fiscalizar se o dinheiro do “Agora Tem Especialistas” está sendo efetivamente revertido em serviços. O diretor Rodrigo encerrou sua participação colocando-se à disposição para novos diálogos e enfatizou que a melhoria da regulação via SISREG e a transparência nos fluxos de atendimento são compromissos inegociáveis desta gestão. A presidência do CES/RJ concluiu a sessão ressaltando que, embora o conselho seja parceiro nas iniciativas que visam melhorar o SUS, manterá sua postura vigilante e crítica para garantir que o sistema continue sendo público, universal e de qualidade para todos os cidadãos fluminenses.
Assista a íntegra aqui.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Após um período de suspensão para o cumprimento de recomendação do MPRJ, o processo eleitoral do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito (CMS-RB) retoma seu curso definitivo. A cerimônia de posse das entidades eleitas para o próximo quadriênio foi oficialmente agendada para o dia 30 de março de 2026, às 10h, no auditório da Câmara Municipal.
Retomada e recomendação do Ministério Público
A definição da data ocorre após a recomendação favorável da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II para o prosseguimento do rito institucional. O processo havia sido temporariamente interrompido para que recomendações específicas fossem realizadas, garantindo a transparência e a conformidade legal do pleito.
Com a conclusão das etapas de verificação, os novos representantes dos segmentos de usuários, trabalhadores de saúde e gestores/prestadores estão aptos a assumir suas cadeiras no órgão colegiado.
Histórico do caso: Posse do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito é adiada após recomendação do Ministério Público
Serviço
- Evento: Cerimônia de Posse do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito
- Data: 30 de março de 2026
- Horário: 10h
- Local: Auditório da Câmara Municipal de Rio Bonito
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Em atendimento à Recomendação nº 001/2026-1PJTCSRM2, encaminhada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, a Comissão Eleitoral entendeu por dar razão à impugnação interposta pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito, revogando a aptidão da entidade “Projeto Crer-Ser” para o processo eleitoral para a nova composição do conselho municipal de saúde de rio bonito quadriênio 2026-2030, o que por sua vez acarreta na respectiva vacância no segmento usuário, que deverá ser ocupado através de processo eleitoral próprio elaborado pelo Conselho após devidamente empossado.
Segmento de Usuários (6 vagas)
- Associação de Moradores: AMPRAC (Associação de Moradores da Praça Cruzeiro). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Idosos/Mulheres/Crianças: VACÂNCIA (objeto de impugnação)*.
- Minorias/Etnia/Gênero: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Pessoas com Deficiência/Patologias: A vaga permanece em vacância.
- Organização Religiosa: Primeira Igreja Batista de Boqueirão. A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Movimentos Populares: O Projeto Social Amigos do Bairro (ABA) foi eleito por consenso após disputa com a Associação Amigos de Ouro e a Sociedade Ambientalista e do Bem Estar (SAMBE).
Segmento de Profissionais da Saúde (3 vagas)
- Conselhos de Classe: COREN-RJ (Enfermagem) e CREFITO-2 (Fisioterapia e Terapia Ocupacional). As entidades foram escolhidas por consenso.
- Sindicatos/Associações: SINACS-RJ (Agentes Comunitários de Saúde). A entidade foi enquadrada nesta categoria por consenso.
Segmento Gestor e Prestador (3 vagas)
O Hospital Regional Darcy Vargas garantiu sua vaga como prestador de serviços. No entanto, o segmento gestor ainda possui lacunas: duas vagas de titular figuram como vacância na ata, aguardando a indicação oficial via ofício pela Secretaria Municipal de Saúde, conforme o cronograma estabelecido.
Próximos passos
Com a concordância do Ministério Público pelo prosseguimento do processo eleitoral, o Conselho Estadual de Saúde está em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito para a divulgação do local e data para a posse dos novos Conselheiros Municipais de Saúde.
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RIO DE JANEIRO – A cerimônia de posse dos novos membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Rio Bonito, originalmente agendada para esta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, foi oficialmente adiada. A decisão foi comunicada pelo Conselho Estadual de Saúde (CES-RJ) por meio do Ofício nº 034/2026, através da Comissão Eleitoral.
Motivação jurídica
O adiamento atende à Recomendação nº 001/2026-1PJTCSRM2, emitida pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II. O Ministério Público está realizando uma análise técnica sobre uma impugnação apresentada contra a entidade “Projeto Crescer”, bem como a revisão da documentação correspondente ao processo eleitoral.
Próximos passos
A nova data para a solenidade será definida e comunicada assim que houver um posicionamento oficial da Promotoria.
A Comissão Eleitoral informa que permanece à disposição das entidades e instituições eleitas para prestar os esclarecimentos necessários sobre o processo.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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Decisão foi tomada durante a 374ª Reunião Ordinária do CNS, quando também foi aprovada a resolução sobre a composição da Comissão Organizadora da conferência
Com o objetivo de assegurar segurança jurídica e a devida cautela administrativa diante dos prazos estabelecidos pela legislação nacional em ano eleitoral, o Pleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou por unanimidade alterações no cronograma das etapas Municipal e Nacional da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), além de definir o calendário das Conferências Livres Nacionais, conforme resolução nº 800. A decisão foi tomada durante a 374ª Reunião Ordinária do CNS, realizada em 29 de janeiro, quando também foi aprovada a resolução nº 801, que institui a composição da Comissão Organizadora da conferência.
A presidenta do CNS, Fernanda magano, destacou que a redefinição do cronograma, com a mudança do início das atividades para março busca assegurar tempo adequado para a consolidação das etapas preparatórias nos territórios, bem como a elaboração do documento orientador e a instalação da comissão organizadora.

Magano salientou que além da segurança jurídica, a medida também reforça a centralidade da etapa municipal da 18ª CNS processo: “É fundamental reafirmar, em todo o território nacional, a necessidade de que as conferências municipais aconteçam de fato e sejam privilegiadas”, uma vez que a substituição por arranjos regionais, adotada em alguns estados, não garante o reconhecimento das territorialidades nem o pleno exercício dos instrumentos de fiscalização e de implementação dos planos municipais de saúde, pilares da construção coletiva da Conferência Nacional de Saúde.
Considerado um dos maiores eventos de participação social no Brasil, a 18ª CNS terá como tema o “Brasil das Brasileiras e dos Brasileiros: SUS e Soberania – Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”. Com o ajuste no calendário, as etapas da conferência serão realizadas em três fases:
· Municipal: 16 de março a 4 de julho de 2026
· Estadual, Distrito Federal e Conferências Livres Nacionais: janeiro a abril de 2027
· Nacional: primeira quinzena de julho de 2027
As conferencias nacionais de saúde ocorrem a cada quatro anos e têm como objetivo propor diretrizes para formulação Política Nacional de Saúde, a tempo de incidir nos Planos Plurianuais, nas leis de diretrizes orçamentárias, e nos planos de aplicação dos fundos de saúde da União, dos Estados e dos municípios.
Sendo assim, a 18ª Conferência Nacional de Saúde irá subsidiar o próximo ciclo de planejamento da União, incluindo a elaboração do Plano Nacional de Saúde e do Plano Plurianual 2027–2030, reforçando o caráter democrático e participativo do SUS.
O evento será coordenado pela presidenta do CNS e presidido pelo ministro da Saúde e, em sua ausência ou impedimento, pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Comissão Organizadora
Com a aprovação da Resolução nº 801, já publicada no site do CNS nesta segunda-feira (01/02), institui-se a Comissão Organizadora, suas Comissões Temáticas, e o Comitê Executivo da 18ª CNS. Também ficam definidas as disposições sobre sua estrutura, composição e atribuições dessas comissões.
A Comissão Organizadora é composta por integrantes da mesa diretora do CNS e por pessoas conselheiras do CNS, nos segmentos de usuárias(os), trabalhadoras(es) e gestoras(es) do Sistema Único de Saúde (SUS), além de prestadoras(es) de serviços em Saúde. Ela será coordenada pela Presidenta do Conselho Nacional de Saúde e, em sua ausência ou impedimento, pela Coordenação-Geral Adjunta e, subsidiariamente, pela Secretaria-Geral.
Comissões temáticas
O grupo de organização também é composto por seis comissões temáticas: de relatoria; de Comunicação e Acessibilidade; de Mobilização e Articulação; de Infraestrutura e Acessibilidade: de Arte, Cultura e Educação Popular; de Saúde, estruturas fundamentais para a organização. Em 2023, a 17ª Conferência Nacional de Saúde reuniu cerca de sete mil pessoas em Brasília durante a etapa final.
Comitê executivo
O Comitê Executivo, coordenado pela Secretaria-Executiva do CNS, atua de forma articulada com os demais órgãos do Ministério da Saúde e com instâncias, entidades e movimentos sociais, populares e sindicais envolvidos, com o objetivo de prestar apoio técnico, administrativo, financeiro, logístico e de infraestrutura para a realização da 18ª CNS.
Acesse aqui a resolução nº 800
Acesse aqui a resolução nº 801
Elisângela Cordeiro
Conselho Nacional de Saúde
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Comissão Eleitoral divulga Resultado Final do Processo Eleitoral do Conselho Municipal de Rio Bonito
RIO BONITO – No último dia 04 de fevereiro de 2026, o município de Rio Bonito sediou a Plenária Eleitoral do Conselho Municipal de Saúde para definir a nova composição do colegiado para o quadriênio 2026-2030. A plenária reuniu candidatos e entidades na Antiga Casa do Futuro, no bairro da Mangueirinha.

Os trabalhos tiveram início às 10h08min, sob a condução da Comissão Eleitoral, liderada pelo Coordenador e pela Subcoordenadora, ambos integrantes da Comissão Eleitoral do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Devido à falta de quórum inicial, a sessão precisou aguardar 30 minutos para ser oficialmente aberta.

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito protocolou um documento impugnando a inscrição do “Projeto Crescer”, o caso será analisado posteriormente e encaminhado ao Ministério Público para os devidos esclarecimentos.

A composição do novo conselho homologada
Baseado na Lei Municipal nº 2.620/2023 e respeitando o princípio da paridade, o Conselho será composto por 12 membros titulares e seus respectivos suplentes. A eleição transcorreu majoritariamente por consenso nas vagas sem concorrência, enquanto os grupos com disputa tiveram tempo para reuniões internas e deliberação.
Segmento de Usuários (6 vagas)
- Associação de Moradores: AMPRAC (Associação de Moradores da Praça Cruzeiro). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Idosos/Mulheres/Crianças:Projeto Crescer (objeto de impugnação)*. A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Minorias/Etnia/Gênero: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Pessoas com Deficiência/Patologias: A vaga permanece em vacância.
- Organização Religiosa: Primeira Igreja Batista de Boqueirão (objeto de impugnação)*. A entidade foi a única inscrita apta para esta vaga.
- Movimentos Populares: O Projeto Social Amigos do Bairro (ABA) foi eleito por consenso após disputa com a Associação Amigos de Ouro e a Sociedade Ambientalista e do Bem Estar (SAMBE).
Segmento de Profissionais da Saúde (3 vagas)
- Conselhos de Classe: COREN-RJ (Enfermagem) e CREFITO-2 (Fisioterapia e Terapia Ocupacional). As entidades foram escolhidas por consenso.
- Sindicatos/Associações: SINACS-RJ (Agentes Comunitários de Saúde). A entidade foi enquadrada nesta categoria por consenso.
Segmento Gestor e Prestador (3 vagas)
O Hospital Regional Darcy Vargas garantiu sua vaga como prestador de serviços. No entanto, o segmento gestor ainda possui lacunas: duas vagas de titular figuram como vacância na ata, aguardando a indicação oficial via ofício pela Secretaria Municipal de Saúde, conforme o cronograma estabelecido.
A plenária foi encerrada às 11h48min, com a Comissão Eleitoral reforçando a importância do cumprimento dos prazos para as indicações restantes.
Próximos passos
A posse oficial dos novos conselheiros e conselheiras está prevista para acontecer no dia 25 de fevereiro, em local a ser divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito.
O resultado final, agora homologado pela plenária, desenha o cenário do controle social da saúde em Rio Bonito pelos próximos anos, sob o olhar atento das autoridades e da sociedade civil.
Solicitação do Ministério Público
O processo eleitoral do CMS de Rio Bonito atende a solicitações da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que havia instaurado procedimento para garantir a legalidade do processo eleitoral. O ato reforça o cumprimento das disposições da Constituição Federal e das Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que regulamentam a participação social e a organização dos conselhos de saúde no país.
Entidades destacadas com*
- A entidade “Projeto Crescer” foi impugnada pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito presencialmente, recebido no momento da eleição, assim como posteriormente através de notificação da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II. Com isto, a sua posse está condicionada à demonstração da regularidade da inscrição pela Comissão Eleitoral, junto ao Ministério Público.
- A entidade “Primeira Igreja Batista de Boqueirão” foi questionada pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Bonito com apresentação de Ofício diante a 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II. Com isto, a sua posse está condicionada à demonstração da regularidade da inscrição pela Comissão Eleitoral, junto ao Ministério Público.
- Categoria: Notícias
Amanhã, dia 4 de fevereiro de 2026, será realizada a Plenária de Eleição do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Rio Bonito, das 10:00 às 12:00. O encontro ocorrerá na antiga Casa do Futuro, localizada na Rua Martinho de Almeida, bairro Mangueirinha, no município de Rio Bonito/RJ.
Durante a plenária, o município disponibilizará crachás de identificação, cédulas de votação e oferecerá um coffee break aos participantes.
Segundo a Comissão Eleitoral, o processo acontece após a conclusão da análise das interposições de recursos das entidades, conforme listagem atualizada.
Próximas etapas do processo eleitoral
- Divulgação do resultado final: 09/02/2026
- Recebimento dos ofícios com indicação dos representantes: 10/02/2026 a 12/02/2026
- Posse do novo colegiado: 25/02/2026
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Em um movimento estratégico para fortalecer a gestão participativa no Sistema Único de Saúde (SUS), o Plenário do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) aprovou, no dia 18 de novembro de 2025, a Recomendação nº 07. O documento estabelece normas rigorosas para que os Conselhos Municipais de Saúde (CMS) se adequem à legislação vigente, garantindo a legalidade de suas composições e o fluxo contínuo de recursos para as cidades fluminenses.
Rigor na composição e paridade
Uma das exigências centrais da recomendação é a manutenção da composição paritária dos conselhos. De acordo com o texto, os órgãos municipais devem garantir que 50% de seus membros sejam representantes de entidades de usuários, enquanto 25% devem ser profissionais de saúde e os outros 25% representantes do segmento gestor ou prestadores de serviços. Esta estrutura é fundamental para assegurar que a comunidade tenha voz ativa e equilibrada na fiscalização das políticas de saúde.
Além da composição, o CES-RJ determina que os regimentos internos dos conselhos devem estar em total sintonia com suas leis de criação. Qualquer incoerência entre esses documentos pode resultar na nulidade do regimento por contraposição a normas de hierarquia superior.
Regras para mandatos e o risco de desabastecimento financeiro
A recomendação traz alertas severos sobre o término dos mandatos. O processo eleitoral para a renovação dos conselheiros deve ser iniciado obrigatoriamente 60 dias antes do fim da gestão atual. O CES-RJ reforça que é proibida a prorrogação de mandatos, salvo o tempo estritamente necessário para a conclusão do pleito.
A negligência com esses prazos pode gerar consequências graves: caso o mandato expire sem que um novo processo eleitoral seja realizado, o Conselho de Saúde poderá ser considerado extinto pela gestão municipal. Sob essa condição, o município fica sujeito à suspensão imediata de todas as transferências financeiras “fundo a fundo”. Além disso, o gestor local fica impedido de assinar contratos ou convênios que dependam da regularidade do conselho para o recebimento de verbas.
Planejamento e fiscalização transparente
Os conselhos municipais também deverão intensificar a fiscalização sobre os instrumentos de gestão, como o Plano Plurianual (PPA), a Programação Anual de Saúde (PAS) e o Relatório Anual de Gestão (RAG). A recomendação inclui um cronograma detalhado — uma “Linha do Tempo dos Instrumentos de Planejamento” — que define os prazos legais para que o Poder Executivo apresente esses documentos e para que o Conselho emita seus pareceres técnicos.
Para garantir a transparência, o CES-RJ exige que todos os pareceres e decisões dos conselhos sejam amplamente divulgados, inclusive em meios eletrônicos de acesso público.
Apoio à regularização
A medida é fruto de um diagnóstico realizado pela Comissão Temática de Apoio à Regularização dos Conselhos Municipais de Saúde. O objetivo do CES-RJ não é apenas fiscalizar, mas fomentar o desenvolvimento das instâncias locais, orientando-as para que possam exercer seu papel constitucional de controle social sem riscos jurídicos ou financeiros para as populações que atendem.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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A Comissão Eleitoral responsável pelo processo eleitoral do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Rio Bonito reuniu‑se em 30 de janeiro de 2026 e, por decisão, comunicou a conclusão do prazo para a Análise e Divulgação das Interposições de Recursos e informou a alteração na data da Plenária de Eleição do CMS.
Conforme informado pela Comissão Eleitoral, anexo segue a listagem atualizada das interposições de recursos, para divulgação nesta data, 30/01/2026, em conformidade com o cronograma eleitoral estabelecido. A publicação da listagem atualizada atende ao calendário previsto e visa garantir transparência no processo de apuração e julgamento dos recursos apresentados por candidatos e chapas.
A Plenária de Eleição, inicialmente agendada para data coincidente com outra atividade institucional, teve sua data alterada e foi remarcada para 04 de fevereiro de 2026*. A mudança foi motivada pela antecipação da Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Saúde, que coincidia com a data originalmente prevista para a Plenária Eleitoral do CMS de Rio Bonito, tornando necessária a alteração tanto da data quanto do horário da sessão eleitoral.
A Comissão Eleitoral ressaltou que a alteração busca assegurar a participação ampla e o pleno exercício dos direitos eleitorais dos conselheiros, candidatos e representantes da sociedade civil, evitando sobreposição de agendas institucionais que poderiam comprometer a legitimidade e a organização do pleito. Todos os atos e prazos seguem o regimento eleitoral aplicável e as orientações previamente divulgadas.
A decisão tomada em 30/01/2026 encerra a etapa de análise de recursos prevista no cronograma e define o novo marco temporal para a realização da Plenária de Eleição, agora marcada para 04/02/2026, data em que serão formalizados os atos eleitorais do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito.
PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS OCORREU DE 22/01/2026 até 27/01/2026.
Confira a seguir a lista completa dos homologados (02/02/2025), bem como o cronograma eleitoral e o Regimento Eleitoral:
| ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | PENDÊNCIA | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REGIÃO METROPOLITANA II DO RIO DE JANEIRO – AACEMII-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| ASSOCIACAO AMIGOS DE OURO | USUÁRIO | N/A | APTA |
| ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA PRAÇA CRUZEIRO – AMPRAC | USUÁRIO | N/A | APTA |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO – COREN-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTO |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO ESTADO DO RJ – CREFITO-2 | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTO |
| HOSPITAL REGIONAL DARCY VARGAS | GESTOR/PRESTADOR | N/A | APTO |
| ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECAO DO ESTADO DO RJ | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO SOCIAL AMIGOS DO BAIRRO – ABA | USUÁRIO | N/A | APTO |
| PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE BOQUEIRÃO | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO CRESCER | USUÁRIO | N/A | APTO |
| SINDICATO DOS AGENTES COMUNITARIOS DE SAUDE DO ESTADO DO RJ – SINACS | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTO |
| SOCIEDADE AMBIENTALISTA E DO BEM ESTAR – SAMBE | USUÁRIO | N/A | APTA |
| SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE RIO BONITO | USUÁRIO | N/A | APTO |
Observação: A Comissão Eleitoral informa que a ausência do envio do formulário de inscrição não impede a participação da entidade, uma vez que tal exigência não foi solicitada a nenhum dos participantes.
| CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE RIO BONITO QUADRIÊNIO 2026-2030 | |
| ETAPA | DATA |
| DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL | 25/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL | 25/11/2025 |
| PERÍODO DE INSCRIÇÕES | 26/11/2025 até 12/01/2026 |
| ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES | 12/01/26 até 19/01/2026 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO | 21/01/2026 |
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 22/01/2026 até 27/01/2026 |
| ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS | 27/01/2026 até 30/01/2026 |
| HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS | 02/02/2026 |
| PLENÁRIA DE ELEIÇÃO* | 04/02/2026 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL | 09/02/2026 |
| RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES | 10/02/2026 – 12/02/2026 |
| POSSE DO NOVO COLEGIADO | 25/02/2026 |
- Categoria: Notícias
A Comissão Eleitoral, responsável pela análise dos recursos das entidades/instituições que se encontravam com pendências nas documentações, divulgou hoje (26/01/2026) a lista preliminar dos habilitados a participarem da Eleição de conselheiros do CMS de Rio Bonito.
PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS DE 22/01/2026 até 27/01/2026
Confira a seguir a lista completa, bem como o cronograma eleitoral e o Regimento Eleitoral:
| ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | PENDÊNCIA | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REGIÃO METROPOLITANA II DO RIO DE JANEIRO – AACEMII-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| ASSOCIACAO AMIGOS DE OURO | USUÁRIO | ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023) Obs.: Informamos que há divergência entre a Ata (2 anos) e o Estatuto (4 anos) apresentados quanto à vigência da eleição. | COM PENDÊNCIA |
| ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA PRAÇA CRUZEIRO – AMPRAC | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | APTA |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO – COREN-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | APTA |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO ESTADO DO RJ – CREFITO-2 | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| HOSPITAL REGIONAL DARCY VARGAS | GESTOR/PRESTADOR | EXTRATO DA PUBLICAÇÃO DO CONTRATO ENTRE O HOSPITAL E A PREFEITURA/SMS. | APTA |
| ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECAO DO ESTADO DO RJ | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO SOCIAL AMIGOS DO BAIRRO – ABA | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | APTA |
| PRIMEIRA IGREJA BATISTA DE BOQUEIRÃO | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS AGENTES COMUNITARIOS DE SAUDE DO ESTADO DO RJ – SINACS | PROFISIONAL DE SAÚDE | – ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023). Obs.: Informamos que o Documento apresentado está vencido em abril/2025. – RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | APTA |
| SOCIEDADE AMBIENTALISTA E DO BEM ESTAR – SAMBE | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO Obs.: Informamos que o arquivo enviado via Google Drive não foi possível de ser aberto. | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE RIO BONITO | USUÁRIO | N/A | APTO |
Observação: A Comissão Eleitoral identificou uma inscrição pendente de análise na lista divulgada em 21 de janeiro de 2026, pois havia sido direcionada para a caixa de spam do e-mail. Portanto, a análise foi incluída nesta atual relação.
- Categoria: Notícias
RIO DE JANEIRO — A Comissão Eleitoral responsável pelo processo de eleição da nova composição do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito para o quadriênio 2026–2030 divulgou oficialmente o resultado das análises das documentações dos candidatos inscritos.
Período de interposição de recursos
Os interessados poderão apresentar recursos entre os dias 22 e 27 de janeiro de 2026, conforme previsto no Regimento Eleitoral.
Acesso à documentação
A lista completa dos candidatos, o cronograma eleitoral atualizado e o Regimento Eleitoral estão disponíveis para consulta pública. Esses documentos detalham os prazos, critérios e procedimentos que regem todas as fases do processo.
| ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | PENDÊNCIA | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REGIÃO METROPOLITANA II DO RIO DE JANEIRO – AACEMII-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| ASSOCIAÇÃO AMIGOS DE OURO | USUÁRIO | ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023) Obs.: Informamos que há divergência entre a Ata (2 anos) e o Estatuto (4 anos) apresentados quanto à vigência da eleição. | COM PENDÊNCIA |
| ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA PRAÇA CRUZEIRO – AMPRAC | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO – COREN-RJ | PROFISIONAL DE SAÚDE | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DO ESTADO DO RJ – CREFITO-2 | PROFISIONAL DE SAÚDE | N/A | APTA |
| HOSPITAL REGIONAL DARCY VARGAS | GESTOR/PRESTADOR | EXTRATO DA PUBLICAÇÃO DO CONTRATO ENTRE O HOSPITAL E A PREFEITURA/SMS. | COM PENDÊNCIA |
| ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SEÇÃO DO ESTADO DO RJ | USUÁRIO | N/A | APTA |
| PROJETO SOCIAL AMIGOS DO BAIRRO – ABA | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS AGENTES COMUNITARIOS DE SAUDE DO ESTADO DO RJ – SINACS | PROFISIONAL DE SAÚDE | – ATA DE ELEIÇÃO DA ATUAL DIRETORIA DA ENTIDADE/INSTITUIÇÃO, REGISTRADA EM CARTÓRIO (Art. 4°, §3 da Lei Municipal n° 2.620/2023). Obs.: Informamos que o Documento apresentado está vencido em abril/2025. – RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | COM PENDÊNCIA |
| SOCIEDADE AMBIENTALISTA E DO BEM ESTAR – SAMBE | USUÁRIO | RG E CPF DO REPRESENTANTE LEGAL DA ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO Obs.: Informamos que o arquivo enviado via Google Drive não foi possível de ser aberto. | COM PENDÊNCIA |
| SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE RIO BONITO | USUÁRIO | N/A | APTO |
- Categoria: Notícias
Feliz Natal!
Neste Natal, o Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro deseja a todos o fortalecimento do controle social na saúde, promovendo a participação ativa de cada cidadão na construção de um sistema de saúde mais justo e acessível. Que a solidariedade e o cuidado com o próximo sejam os pilares de nossas ações. Boas festas!
#cesrj #SUS #ControleSocial
- Categoria: Notícias
O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) concluiu seu calendário de atividades de 2025 com a realização de sua última reunião plenária extraordinária, ocorrida ontem, 18 de dezembro. O encontro teve como sede o auditório da Secretaria de Estado de Saúde do RJ (SES/RJ), reunindo conselheiros e gestores para deliberar sobre temas que impactam diretamente a assistência à população fluminense no próximo biênio.
A pauta técnica foi aberta com uma apresentação detalhada sobre o cenário atual da AIDS no estado, conduzida pela Sra. Juliana Rebello, Gerente de IST/AIDS da SES/RJ, que trouxe dados atualizados para subsidiar as próximas ações de prevenção e tratamento. Em seguida, o colegiado tratou de questões administrativas e institucionais, incluindo a alteração no cronograma do processo eleitoral do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito e a validação do parecer sobre o Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao exercício de 2024, passo fundamental para a alimentação do sistema DIGISUS.
O fortalecimento das comissões temáticas também esteve em foco, com a homologação dos novos membros da Comissão Intersetorial de Saúde Bucal (CISB) e a recomposição do grupo organizador da 5ª Conferência Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CESTT). No campo do planejamento estratégico, os conselheiros deram continuidade à análise e aprovação da Programação Anual de Saúde (PAS) para o ano de 2026, condicionando a deliberação final ao envio do documento atualizado com todas as inclusões e apontamentos feitos durante a reunião. A reunião foi transmitida ao vivo na CES-RJ TV.
Com o encerramento da pauta legislativa e técnica, o CES/RJ iniciou oficialmente seu recesso de final de ano nesta sexta-feira, 19 de dezembro. A retomada dos trabalhos das comissões e das atividades colegiadas está agendada para o dia 12 de janeiro de 2026, quando o órgão reiniciará sua missão de fiscalização e controle social do Sistema Único de Saúde no Rio de Janeiro.
#cesrj#SUS#ControleSocial#SaúdeRJ
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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No último dia 19 de novembro de 2025, às 10 horas, o Centro Cultural Melchíades Cardoso (Casa da Cultura), em Miracema, foi palco da cerimônia de posse dos novos conselheiros do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que atuarão no quadriênio 2025-2029. O evento contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, além da Comissão Eleitoral do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, responsável por conduzir todo o processo eleitoral.

A solenidade marcou o encerramento de um processo iniciado semanas antes, com a publicação do edital e do regimento interno, seguido pelas inscrições, análise documental, divulgação de resultados preliminares e interposição de recursos. Após a homologação dos aptos e realização da plenária de validação das candidaturas, os eleitos foram anunciados e convocados para a posse oficial.
Entre os presentes, destacaram-se a secretária de Saúde de Miracema, Andrea Siqueira, a prefeita Alessandra Freire, além de representantes do Conselho Estadual de Saúde, como Rosemary Mendes Rocha, Alecir de Jesus, Roger Soares e Valdir Telles, representante regional. Rosemary ressaltou a importância da legalidade e da representatividade do CMS para garantir que o município possa receber recursos e fortalecer o controle social. Em sua fala, Rosemary lembrou que sem conselho ativo e instituído, a cidade não poderia receber transferências de fundos, o que representaria prejuízo à população. Ela também destacou a relevância da participação da gestão no controle social, conforme previsto na Lei 8.142, e parabenizou os conselheiros pela responsabilidade assumida em representar os cidadãos nas questões de saúde pública.

A secretária Andrea Siqueira emocionou-se ao agradecer o apoio do estado do RJ e reforçou que o conselho será fundamental para dividir responsabilidades e decisões: “Hoje eu me sinto mais aliviada porque, apesar do cargo ser extremamente solitário, agora passo a ter pessoas com quem dividir, discutir e aprovar as ações. Isso é muito importante, não estarei mais tão sozinha assim.”
Já a prefeita Alessandra Freire enfatizou que o objetivo da nova composição é garantir uma saúde de qualidade para todos os moradores de Miracema: “Se você tem saúde, você tem qualquer coisa. É preciso colocar a saúde no lugar que ela merece. O conselho vai nos ajudar a direcionar o que é melhor para a população, porque não pode ser bom apenas para a gestão ou para a secretaria, tem que ser bom para todos.”
Durante a cerimônia, foram empossados conselheiros titulares e suplentes de diferentes segmentos: gestão, prestadores de serviços, profissionais de saúde e usuários do SUS. Representantes de entidades como o Hospital de Miracema, o Conselho Regional de Enfermagem, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, além de associações de moradores e de pessoas com deficiência, assumiram seus lugares no colegiado. Ficou registrado que ainda há vacâncias a serem preenchidas nos segmentos de usuários e profissionais de saúde, o que exigirá abertura de novo processo eleitoral e ajustes na legislação municipal para garantir maior representatividade.

As falas também destacaram a importância da suplência, muitas vezes subestimada, mas que garante continuidade e participação ativa nas comissões e plenárias. Houve ainda menções à necessidade de elaboração de um novo regimento interno, alinhado à legislação vigente, e ao fortalecimento dos fóruns regionais de saúde, com Miracema se colocando como possível sede de encontros futuros.
O evento teve falas de valorização do SUS, da democracia participativa e da responsabilidade coletiva na construção de políticas públicas de saúde. Ao final, os conselheiros foram oficialmente empossados, assumindo o compromisso de representar a população e contribuir para o fortalecimento da saúde pública no município. A cerimônia encerrou-se com aplausos e o sentimento de que Miracema dá um passo importante para consolidar o controle social e garantir transparência e qualidade na gestão da saúde.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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[Atualização 10/12/2025 - 12:50: A Comissão Executiva do Conselho Estadual de Saúde, em reunião realizada no dia 9 de dezembro de 2025, aprovou ad referendum a prorrogação do prazo de inscrição para o processo eleitoral do CMS de Rio Bonito,]
O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ) tornou pública, por meio da Deliberação nº 334, de 30 de outubro de 2025, a composição da Comissão Eleitoral responsável por conduzir o processo de escolha dos novos conselheiros do Conselho Municipal de Saúde de Rio Bonito para o mandato de 2026 a 2030. A medida foi aprovada pelo Colegiado Pleno do CES-RJ em reunião extraordinária realizada em 21 de outubro e publicada oficialmente pela presidente do Conselho, Cláudia Maria Braga de Mello.
A decisão atende a solicitações da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Região Metropolitana II, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que havia instaurado procedimento para garantir a legalidade do processo eleitoral. O ato reforça o cumprimento das disposições da Constituição Federal e das Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que regulamentam a participação social e a organização dos conselhos de saúde no país.
A Comissão Eleitoral é composta por representantes dos três segmentos previstos em lei — gestores, profissionais de saúde e usuários. Entre os nomes confirmados estão Juliana Rebello Gomes, Marizeth de Souza Sampaio, Claudio José de Oliveira, Márcia Regina da Silva de Mesquita, Solange Gonçalves Belchior, Antônio Carlos Cunha, Mariângela Alves de Queiroz e Renato Rocha Fernandes.
Além da oficialização da comissão, foram divulgados hoje o regimento eleitoral, este edital e o cronograma do processo, que estabelecem as regras, prazos e etapas para a eleição dos novos conselheiros. O documento detalha desde a inscrição das candidaturas até a homologação dos eleitos, garantindo transparência e participação democrática na composição do colegiado.
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CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE RIO BONITO QUADRIÊNIO 2026-2030
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ETAPA
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DATA
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DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL
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25/11/2025
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DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL
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25/11/2025
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PERÍODO DE INSCRIÇÕES
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26/11/2025 até 12/01/2026
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ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES
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12/01/26 até 19/01/2026
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DIVULGAÇÃO DO RESULTADO
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21/01/2026
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PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS
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22/01/2026 até 27/01/2026
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ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS
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27/01/2026 até 30/01/2026
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HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS
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02/02/2026
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PLENÁRIA DE ELEIÇÃO
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05/02/2026
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DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL
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09/02/2026
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RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES
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10/02/2026 - 12/02/2026
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POSSE DO NOVO COLEGIADO
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25/02/2026
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Inscrições: as inscrições poderão ser feitas de maneira online através de Google Forms ou através do preenchimento de documento Word e envio apara o e-mail mencionado no regimento.
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO ONLINE
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO PARA ENVIO ATRAVÉS DE E-MAIL
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
- Categoria: Notícias
A Comissão Eleitoral, responsável pela análise dos recursos das entidades/instituições que se encontravam com pendências nas documentações, divulgou hoje (30/10/2025) a lista final dos habilitados a participarem da Eleição de conselheiros do CMS de Miracema-RJ.
Conforme o cronograma (tabela), a Plenária será realizada no próximo dia 05 de novembro, no Centro Cultural Melchiades Cardoso (Casa da Cultura) situado na Praça Ary Parreiras n•156 Centro, Miracema/RJ, às 10 horas.
Confira a seguir a lista completa dos homologados.
ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO |
SEGMENTO |
SITUAÇÃO |
HOSPITAL DE MIRACEMA |
PRESTADOR DE SERVIÇOS |
APTO |
COREN |
PROFISSIONAL |
APTO |
CREFITO |
PROFISSIONAL |
APTO |
| ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS EXCEPCIONAIS DE MIRACEMA | USUARIO |
APTO |
AUGUSTA E RESPEITAVEL LOJA MAÇÔNICA LIBERTAS II |
USUARIO |
APTO |
ASSOCIAÇÃO DE DEFICIENTE AUDITIVO E VISUAL |
USUARIO |
APTO |
| FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DE MIRACEMA | USUARIO |
APTO |
| CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE MIRACEMA QUADRIÊNIO 2025-2029 | |
| ETAPA | DATA |
| DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| PERÍODO DE INSCRIÇÕES | 19/09/2025 à 17/10/2025 |
| ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES | 20/10/2025 à 22/10/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO | 23/10/2025 |
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 24/10/2025 à 27/10/2025 |
| ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS | 29/10/2025 |
| HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS | 30/10/2025 |
| PLENÁRIA | 05/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL | 07/11/2025 |
| RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES | 10/11/2025 à 13/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DOS ELEITOS NO SITE | 17/11/2025 |
| POSSE DO NOVO COLEGIADO | 26/11/2025 |
- Categoria: Notícias
RIO DE JANEIRO – No dia 17 de outubro de 2025, a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT) do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, em parceria com o Projeto Grupo de Ensino e Pesquisa em Epidemiologia e Câncer Ocupacional (GEPEC) da UERJ, realizou a primeira Oficina de Acolhimento aos Conselheiros de Saúde com foco na Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (STT).

Este evento inédito teve como objetivo acolher e apresentar o tema da STT aos conselheiros estaduais e municipais, utilizando o formato de roda de conversa baseado na educação popular em saúde. A oficina ocorreu em um ambiente natural, no bosque da UERJ, e contou com música e integração com a natureza. A organização ficou a cargo da Profa. Dra. Fátima Sueli Neto Ribeiro (UERJ), Dr. Claudio Alencar da Associação Nacional de Educação Popular, André Ferraz, conselheiro estadual, e as representantes da CISTT, Iris da Conceição e Norma Bonfim.
A atividade reuniu a Coordenadora e o Subcoordenador da CISTT, Daniele Moretti e Roger Soares de Oliveira, além de conselheiros estaduais e municipais de Queimados, Campos, Casimiro de Abreu, São João de Meriti e Mesquita, e alunos do projeto, totalizando 25 participantes. O evento também contou com o apoio dos funcionários do CES, Aluízio B.S. Filho e Marilda Borges.

Durante a oficina, foram discutidas as diferenças entre Saúde, Saúde Ocupacional e Saúde do Trabalhador/a, a importância do trabalho na determinação social da vida e da saúde, as interrelações entre os Conselhos e a CISTT, além do papel e dos instrumentos de gestão da CISTT no CES. O modelo de participação aberta favoreceu um debate horizontal e esclarecedor, enriquecido pelas experiências individuais dos participantes.
A avaliação final foi unânime em elogiar a iniciativa, destacando o formato, a metodologia e a ampliação da aprendizagem. Os participantes relataram sentir-se acolhidos tanto no grupo quanto no tema abordado. Entretanto, houve uma preocupação em relação à curta duração do evento, que foi de apenas um dia. Sugestões foram feitas para que mais rodas de conversa nesse formato sejam realizadas com os municípios, ampliando a participação de todos os conselheiros. Propôs-se que a continuidade da temática da CISTT seja submetida ao pleno do Conselho, com a realização de oficinas complementares e a possibilidade de tornar essa oficina um evento itinerante, possivelmente semestral, nas diversas regiões do estado.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
- Categoria: Notícias
Comissão Eleitoral responsável pela eleição de conselheiros do CMS de Miracema-RJ divulga o resultado das entidades aptas ou com pendências, após primeira análise.
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 24/10/2025 à 27/10/2025 |

Confira a seguir a lista completa, bem como o cronograma eleitoral:
| ENTIDADE/ INSTITUIÇÃO | SEGMENTO | SITUAÇÃO |
| ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS EXCEPCIONAIS DE MIRACEMA | USUÁRIO | APTO |
| CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM/RJ | PROFISSIONAL | APTO |
| CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 2° REGIÃO | PROFISSIONAL | COM PENDÊNCIAS |
| HOSPITAL DE MIRACEMA | PRESTADOR DE SEVIÇOS | COM PENDÊNCIAS |
| ASSOCIAÇÃO DE DEFICIENTE AUDITIVO E VISUAL | USUÁRIO | COM PENDÊNCIAS |
| FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DE MIRACEMA | USUÁRIO | COM PENDÊNCIAS |
| AUGUSTA E RESPEITAVEL LOJA MAÇÔNICA LIBERTAS II | USUÁRIO | COM PENDÊNCIAS |
| CRONOGRAMA DO PROCESSO ELEITORAL PARA A NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE MIRACEMA QUADRIÊNIO 2025-2029 | |
| ETAPA | DATA |
| DIVULGAÇÃO DO EDITAL DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| DIVULGAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO DO PROCESSO ELEITORAL | 18 DE SETEMBRO DE 2025 |
| PERÍODO DE INSCRIÇÕES | 19/09/2025 à 17/10/2025 |
| ANÁLISE DAS DOCUMENTAÇÕES | 20/10/2025 à 22/10/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO | 23/10/2025 |
| PERÍODO DE INTERPOSIÇÃO DOS RECURSOS | 24/10/2025 à 27/10/2025 |
| ANÁLISE E DIVULGAÇÃO DAS INTERPOSIÇÕES DE RECURSOS | 29/10/2025 |
| HOMOLOGAÇÃO DOS APTOS | 30/10/2025 |
| PLENÁRIA | 05/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DO RESULTADO FINAL | 07/11/2025 |
| RECEBIMENTO DOS OFÍCIOS COM A INDICAÇÃO DOS REPRESENTANTES | 10/11/2025 à 13/11/2025 |
| DIVULGAÇÃO DOS ELEITOS NO SITE | 17/11/2025 |
| POSSE DO NOVO COLEGIADO | 26/11/2025 |
- Categoria: Notícias
O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES-RJ), através da Comissão Eleitoral, concluiu com sucesso o processo eleitoral para a nova composição do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Itaboraí. A necessidade de um novo pleito surgiu após a anulação, por decisão judicial, do processo anterior. O novo Processo Eleitoral foi aberto com a publicação de Edital no Diário Oficial em 08 de agosto de 2024.
A Comissão Eleitoral, coordenada por Gabriele Gomes, conduziu todas as etapas do processo em meio a uma extensa tramitação administrativa e interlocuções institucionais com o Ministério Público (MPRJ) e a Secretaria Municipal de Saúde de Itaboraí.
Durante o processo, houve a publicação da composição da Comissão Eleitoral, aprovação do Regimento Interno Eleitoral (posteriormente alterado após recomendações do MPRJ), prorrogação do prazo de inscrições, e a divulgação das relações de entidades aptas e inaptas. A Comissão garantiu o amplo direito de defesa e contraditório, respondendo a todas as denúncias, mesmo as infundadas.
A nova composição do CMS de Itaboraí foi divulgada através da Deliberação CES n° 311/2025, e o processo é considerado concluído, tendo assegurado os princípios da legalidade, publicidade e participação social, em consonância com a Constituição e o SUS. Todos os documentos do processo estão disponíveis para o recém-composto Conselho Municipal de Saúde.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Windsor Guanabara Hotel, no Rio de Janeiro, é o palco da Oficina de Mobilização Social para uma APS Mais Forte da Macrorregião Sudeste, que reúne representantes do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais. As atividades tiveram início ontem (01/10) e se encerram hoje. Trata-se de um esforço nacional para o aprimoramento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil.
O evento é uma realização da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS), sendo voltado para um público estratégico que inclui conselhos estaduais de Saúde (CES), secretarias estaduais de Saúde (SES), conselhos municipais de Saúde (CMS) e secretarias municipais de Saúde (SMS) dos estados participantes da macrorregião (Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória – representando o Espírito Santo – e Minas Gerais).

Esta edição carioca visa debater, trocar experiências e fortalecer a APS por meio da participação ativa dos conselhos de saúde, movimentos sociais e gestores. A pauta da oficina inclui a discussão sobre os desafios da APS, a implementação de ações estratégicas e o fundamental papel da participação social, destacando a Campanha “Aqui tem Conselho Local de Saúde”. O evento também ressalta o papel estratégico do controle social do SUS, que contribui diretamente para a formulação de políticas, cria espaços de articulação e garante devolutivas consistentes à gestão.
O Conselho Estadual de Saúde foi representado por Marizeth Sampaio, Ricardo Gonçalves, Amanda Bittencourt, Gabriele Parajara, Luiz Carlos Rodrigues, Maria da Penha da Silva, Renato Rocha, Regina Célia Bueno, Mara Dalila, além de Rosemary Mendes. Flávio Campos da Silva, secretário executivo do CE/RJ, também marcou presença.

Discursos de abertura
Rosemary Mendes Rocha, conselheira e representante da secretária de estado de Saúde do Rio de Janeiro na presidência do CES/RJ, iniciou as falas destacando o forte apoio do governo do Rio de Janeiro ao controle social, considerando isso uma responsabilidade e uma obrigação, não um favor. Ela enfatizou a necessidade de construir pontes com o controle social, que, segundo ela, não é inimigo, mas sim um parceiro fundamental para garantir que o SUS funcione e se torne cada vez mais forte. Rocha, que atua na Vigilância em Saúde há 26 anos, parabenizou o Ministério da Saúde pela iniciativa e agradeceu aos seus colegas da Secretaria de Estado de Saúde, mencionando que foi sob a gestão atual que a secretaria conseguiu realizar um concurso público depois de 24 anos, uma forma de desprecarizar o setor.

Renato Cunha, subsecretário de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, expressou a satisfação de receber o Ministério e o Conselho na cidade. Ele reconheceu o histórico do Rio de Janeiro como antiga capital federal e destacou a história do estado. Cunha abordou os desafios enfrentados, como a violência que afeta a segurança dos profissionais e o fechamento de unidades de saúde, como a UPA de Costa Barros. Apesar disso, ele celebrou os avanços da atenção primária no Rio, que alcançou a melhor colocação entre as capitais na última avaliação do Previne Brasil. Ele também mencionou o fortalecimento da atenção especializada com a criação dos supercentros e o aumento da oferta de vagas no SISREG, atingindo 3 milhões em 2024. Cunha concluiu enfatizando a importância de congregar um grupo diverso de representantes, incluindo os que lutam contra a hanseníase, AIDS e os que representam a população em situação de rua.

Luli Paiva, assessor técnico do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) do Rio de Janeiro, representou a presidente Conceição. Ele reforçou a importância da participação social e da atenção primária nos municípios, onde, segundo ele, as lideranças e a mobilização social se manifestam com mais intensidade. Paiva argumentou que a participação deve ser um espaço efetivo de debate e disputa de propostas. Ele ressaltou que o COSEMS-RJ tem uma posição de vanguarda na discussão da atenção primária e denunciou o modelo de financiamento anterior, alertando para as perdas que ele causou. Ele também apontou a necessidade de repensar a atenção primária no contexto pós-pandemia, buscando uma política mais forte e resolutiva.

Osvaldo Sérgio Mendes, presidente do Conselho Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, agradeceu ao Ministério da Saúde pela oficina. Ele concordou que a participação é mais crucial que a mobilização. Mendes aproveitou sua fala para criticar a violência que afeta as unidades de saúde e desmentir publicamente o secretário de Segurança Pública do estado, que havia acusado o secretário de Saúde de mentir sobre a situação. Ele defendeu que os dados não mentem e que a violência atrapalha o funcionamento de clínicas e hospitais. Mendes exigiu que a Secretaria de Segurança Pública respeite e proteja os profissionais e usuários da saúde.

Eduarda Brum, Miss Supranational 2025 e embaixadora da luta contra a hanseníase, compartilhou sua honra em participar do evento. Ela destacou que o SUS faz parte de sua vida desde a infância, sendo a fonte de suas primeiras vacinas e atendimentos. Brum ressaltou que o coração do SUS está na atenção primária, na prevenção e no acolhimento de todas as pessoas. Como miss, ela enfatizou que sua responsabilidade vai além da beleza e que seu trabalho é ser a voz de causas que muitas vezes não são ouvidas. Ela trabalha como embaixadora da luta contra a hanseníase tanto internacionalmente, com a Sasakawa no Japão, quanto no Brasil, junto com o MORHAN.

Patrícia Santana, representante da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, substituiu a superintendente Cida Diogo. Ela explicou que as superintendências estaduais, antigamente conhecidas como NERJ, agora têm a função de aproximar o Ministério dos estados e municípios. Santana, que é enfermeira e ex-conselheira estadual, enfatizou que os movimentos sociais são o pilar fundamental do SUS. Ela também lembrou a todos sobre a importância da participação do controle social na construção do plano municipal de saúde. Para ela, os conselheiros de saúde precisam ser capacitados para entenderem o que as siglas significam e cobrar dos gestores a realização de concursos públicos e a qualidade do atendimento. Santana reforçou que a atenção básica é o pilar fundamental do SUS e que o paciente deve ter acompanhamento contínuo.

Heliana Hemetério, conselheira e coordenadora da Comissão Intersetorial de Atenção Básica à Saúde do Conselho Nacional de Saúde (CIAB e CNS), enfatizou que a atenção primária é uma responsabilidade compartilhada entre a gestão e o controle social. Ela destacou a necessidade de a política atender a todos, incluindo homens, mulheres, negros, LGBTQIA+, pessoas com deficiência, idosos, crianças e populações quilombolas e indígenas. Hemetério, que se identificou como historiadora, negra, idosa, lésbica, mãe e avó, discutiu a falta de equidade na sociedade e na saúde, afirmando que é preciso desconstruir essa realidade. Ela reconheceu as dificuldades de diálogo entre a gestão e os conselhos de saúde, principalmente em contextos políticos locais. Heliana finalizou sua fala ressaltando o papel dos conselhos locais em lutar pelo SUS e a importância de escolher representantes comprometidos.

Iana Almeida, assessora técnica da Secretaria de Atenção Primária e Saúde do Ministério da Saúde, encerrou a mesa de abertura. Ela destacou que a realização das oficinas tem sido um processo de reconstrução do SUS, impulsionado pelo Conselho Nacional de Saúde. Almeida ressaltou a importância de ouvir as pessoas que estão nos territórios, pois são elas que dão a “retroalimentação” sobre como a política deve ser construída e implementada. Ela expressou a esperança de que os participantes saiam do evento “muito incomodados” para continuar a luta pela atenção primária, que, segundo ela, é o caminho para fortalecer o SUS em todos os municípios do Brasil.
Atividades
No primeiro dia, foram realizadas atividades como roda de conversa intitulada “Território Vivo: Comunidade Mobilizada e Atenção Primária Fortalecida”. A metodologia dos grupos de trabalho também foi apresentada, e os participantes se reuniram para discutir os principais desafios para a implementação da Atenção Primária à Saúde e para a atuação do controle social no território. Já no segundo dia, os grupos de trabalho se concentraram em buscar estratégias para o fortalecimento da APS e para a implementação de conselhos locais. O evento continuou com uma exposição dialogada para o compartilhamento de experiências e a apresentação dos resultados dos grupos de trabalho, culminando no encerramento da oficina.
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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RIO DE JANEIRO – Cerca de 150 pessoas envolvidas na discussão ds Saúde do Trabalhador e Trabalhadora (STT) no estado do Rio de Janeiro se reunirão no dia 23 de outubro de 2025, em um Encontro Estadual das Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora (CISTTs). O evento, que ocorrerá das 9h às 17h na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tem como principal objetivo realizar um diagnóstico situacional abrangente das CISTTs municipais, visando subsidiar o Plano de Ação de 2026 da CISTT Estadual.
O encontro congregará integrantes das atuais 34 CISTTs municipais em funcionamento no estado (com três representantes de cada, totalizando 102 pessoas), membros da CISTT Estadual (seis integrantes) e CERESTs Regionais e Estadual (16 membros), além de 10 integrantes da Comissão Organizadora. Um total de 150 participantes confirmados se distribuirão em cinco salas de aula na UERJ para um dia de intensos trabalhos e debates.
Objetivos e estrutura do encontro
O objetivo central do evento é detalhar a realidade das CISTTs fluminenses, examinando aspectos cruciais como sua composição, funcionamento, dificuldades, facilidades, demandas e, fundamentalmente, as estratégias necessárias para ampliar o número de comissões no estado. O resultado esperado é a elaboração de um relatório situacional que será a base para a definição das prioridades e ações da CISTT Estadual no ano seguinte.
A metodologia do encontro será focada na participação ativa. Após a Mesa de Abertura, às 9h00min, que contará com a Presidência do CES (Conselho Estadual de Saúde) e a Coordenação da CISTT, os participantes serão organizados em cinco Grupos de Trabalho (GTs), cada um com 30 pessoas e coordenado por dois membros da comissão organizadora.
Temas dos Grupos de Trabalho
Os GTs se debruçarão sobre um questionário detalhado para mapear o cenário atual das comissões. Os principais temas a serem discutidos incluem:
- Composição das CISTTs: Identificação dos integrantes, segmentos, instituições e entidades representadas.
- Funcionamento e Estrutura: Periodicidade e local das reuniões, e a estrutura de suporte e apoio administrativo disponível.
- Demandas e Encaminhamentos: Como as demandas chegam à CISTT (via Conselho, CEREST, Sindicatos ou outros) e quais pautas e encaminhamentos são prioritários.
- Desafios e Sucessos: Análise das principais dificuldades e facilidades enfrentadas pelas comissões.
- Estratégias de Ampliação: Propostas concretas para aumentar o número de CISTTs Regionais no estado.
Programação detalhada
A programação completa do Encontro Estadual das CISTTs prevê um dia focado e bem estruturado, com a garantia de alimentação nos intervalos:
| Horário | AtividadeAtividade | DetalhesDetalhes |
| 8h30min | Café da manhã | Recebimento e networking. |
| 9h00min | Mesa de abertura | Presidência do CES e Coordenação da CISTT dão as boas-vindas e apresentam o objetivo e a dinâmica do evento. |
| 9h40min9h40min | Grupos de Trabalho | Distribuição em 5 grupos de 30 pessoas para discussão dos temas-chave. |
| 12h0012:00 | Almoço | Intervalo para refeição. |
| 13h30min13h30min | Apresentação dos Grupos de Trabalho | Plenária para consolidação dos relatórios e discussões. |
| 15h00min15h00min | Encaminhamentos Finais | Definição das próximas etapas para a elaboração do relatório situacional. |
| 16h00min16h00min | Lanche e Encerramento | Encerramento das atividades do dia. |
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (CES/RJ) emitiu a Recomendação nº 06, em 9 de setembro de 2025. O documento trata das equipes municipais de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora lotadas no setor de Vigilância em Saúde Municipal. O objetivo é ajustar a organização da Rede Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora no Rio de Janeiro à Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT).
A recomendação detalha a composição ideal das equipes técnicas com base no número de habitantes:
- Municípios com até 20.000 habitantes: Recomenda-se um profissional de nível superior, que deve ser a referência técnica municipal exclusiva para a Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Este profissional deve ter experiência ou formação comprovada na área e um vínculo estável, preferencialmente por concurso público, com carga horária de 40 horas semanais.
- Municípios com 20.001 a 50.000 habitantes: A equipe técnica municipal exclusiva deve ser composta por um profissional de nível médio e dois de nível superior. Todos devem ter experiência ou formação na área de Saúde do Trabalhador e serem contratados por concurso público com vínculo estável e uma carga horária mínima de 30 horas semanais.
- Municípios com mais de 50.000 habitantes: Para a criação de um Programa Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, a recomendação é ter dois profissionais de nível médio e três de nível superior, todos exclusivos da vigilância. Eles também devem ter experiência ou formação na área , com contratos estáveis (preferencialmente por concurso público) e carga horária mínima de 30 horas semanais.
Em todos os casos, a composição e a formação das equipes devem considerar o perfil produtivo e a situação de saúde dos trabalhadores do território.
Baixe a recomendação:
Daniel Spirin Reynaldo/Ascom CES-RJ
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