Leia mais...

Ministério da Saúde ampliou o número de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ligações gratuitas para o Centro de Valorização da Vida (CVV) e qualificação dos profissionais dos SUS

Via Canal Saúde da Fiocruz:

________________________________________

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (20/09) novos dados sobre tentativas e óbitos por suicídio no país. A publicação acontece no mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, “Setembro Amarelo”. O levantamento aponta que a intoxicação exógena é o meio utilizado por mais da metade das tentativas de suicídio notificadas no país. Com relação aos óbitos, a intoxicação é a segunda causa, com 18%, ficando atrás das mortes por enforcamento, que atingem 60% do total. A atualização do boletim é uma das metas da Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio, lançada pela pasta em 2017. Para ampliar a assistência, foram habilitados novos CAPS, implantadas ligações gratuitas para o CVV em todo o país, além da qualificação dos profissionais que atuam no SUS.

Entre 2007 e 2016, foram registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) 106.374 óbitos por suicídio. Em 2016, a taxa chegou a 5,8 por 100 mil habitantes, com a notificação de 11.433 mortes por essa causa.

“É importante a análise desses dados, pois é uma questão de saúde pública que tem se agravado no país, principalmente para que possamos diminuir o preconceito e o estigma nas pessoas que tentam o suicídio. Esses números vão ajudar a chegar aos principais focos para que possamos identificar melhor as causas e qualificar as nossas ações de saúde pública”, destacou a diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis e Promoção da Saúde (DANTPS), do Ministério da Saúde, Fátima Marinho.

Além de atualizar o panorama do suicídio no país, o Ministério da Saúde aprofundou as investigações sobre as tentativas devido à intoxicação exógena. Nos últimos onze anos, dos 470.913 registros de intoxicação exógena, 46,7% (220.045) foram devido à tentativa de suicídio. Em 2017, o número registrado foi cinco vezes maior do que 2007, saiu de 7.735 para 36.279 notificações. O Sudeste concentrou quase metade (49%) das notificações seguido da região Sul, que concentra cerca de 25%. O Norte foi o que teve os menores índices, em torno de 2%.

As mulheres representaram quase 70% (153.745) do total de tentativas de suicídio por intoxicações exógenas nesses 11 anos. Sobre os agentes tóxicos utilizados, os medicamentos correspondem a 74,6% das tentativas entre as mulheres e 52,2% entre os homens. As intoxicações exógenas resultam em 4,7% de óbitos em homens e 1,7% nas mulheres.

O suicídio é um fenômeno complexo e multifacetado, que pode afetar indivíduos de diferentes, origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Dentre as intervenções universais de prevenção do suicídio, destacam-se as relativas à restrição aos meios de suicídio (controle de armas de fogo e de acesso a agrotóxicos), a redução do uso prejudicial de álcool e outras drogas e a conscientização da mídia para comunicação responsável sobre o tema.

“Conversar sobre como agir nessas situações é fundamental para quebrar os mitos que existem hoje. A sociedade precisa estar orientada em relação as modalidades de tratamento para que as pessoas possam ter o cuidado de acordo com a necessidade clínica”, ressaltou o Coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.

Assistência é fator de proteção na prevenção do suicídio

Para atingir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de redução de 10% dos óbitos por suicídio até 2020, o Ministério da Saúde lançou no ano passado uma agenda estratégica de prevenção.

Para a realização de ações de prevenção ao suicídio, serão liberados R$ 4,5 milhões para o desenvolvimento de pesquisas que sobre o risco de suicídio e saúde psicossocial em pessoas vivendo com HIV e acometido por transtornos mentais, que contará com a colaboração de pesquisadores internacionais. O total previsto para essa ação é de R$ 12 milhões. Os projetos serão selecionados a partir de edital de chamada pública para pesquisadores.

Também foi destinado R$ 1,4 milhão para a realização de projetos nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS), nas capitais de Manaus (AM), Campo Grande (MS), Boa Vista (RR), Teresina (PI), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC), consideradas prioritárias devido ao alto índice de suicídio.

Além disso, outros R$ 500 mil foram liberados para a ampliação da gratuidade nas ligações para o telefone do Centro de Valorização da Vida (CVV), o 188. A expansão da chamada sem cobrança no país vem acontecendo desde o ano passado, após convênio assinado com o Ministério da Saúde. No ano passado, o CVV recebeu dois milhões de ligações de cidadãos em busca de ajuda, o que corresponde ao dobre registrado em 2016. A expectativa para este ano é de 2,5 milhões de ligações.

Outra ação realizada neste último ano foi a habilitação de 109 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), localizados em 20 estados. De acordo com dados do Ministério da Saúde, nos locais onde existem Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), uma iniciativa do SUS, o risco de suicídio reduz em até 14%.

Em uma no, foram capacitados 62 multiplicadores para qualificação das ações de prevenção de suicídio nos seis estados com maiores taxas de mortalidade por essa causa. A qualificação permitirá uma melhor notificação das tentativas e óbitos por suicídio, orientação sobre o cuidado a pessoas com ideação/tentativa de suicídio e seus familiares; e organizar os fluxos assistenciais.

Nas comunidades indígenas, as ações de prevenção e qualificação do atendimento reduziram em um ano, 10,2% óbitos nos DSEIs com Linha de Cuidado de Prevenção do Suicídio implantada. Foram capacitados 550 profissionais nas linhas de cuidado locais de prevenção do suicídio, realizadas duas oficinas em locais prioritários e qualificadas ações de saúde indígena nos CAPS, com foco em ações nos territórios indígenas, realizadas coletivamente com a comunidade, em especial jovens e lideranças indígenas.

Para mais informações, acesse a página especializada sobre prevenção do suicídio do Ministério da Saúde - saude.gov.br/suicidio

Victor Maciel
Agência Saúde

No #susconecta:

Leia mais...

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) repudia a ação do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio, que concedeu nesta terça-feira (18/09) a patente do Sofosbuvir. O produto é o antirretroviral responsável por um dos tratamentos mais eficazes contra a hepatite C, fabricado pela farmacêutica Gilead.

Com a medida, apenas a companhia norte americana poderá vender o remédio no Brasil, impedindo a produção de genéricos que é fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Blanver (empresa brasileira), a partir de convênio registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O CNS não ficará calado e não permitirá que os interesses de uma empresa de capital estrangeiro se sobreponham aos interesses da saúde pública do Brasil. Assim, solicita imediatamente que o conselho de ministros que compõe a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos se reúna para emitir uma ação firme contra essa decisão.

A disputa de mercado sobre o medicamento pode afetar gravemente a agenda de combate à doença no Brasil. A produção do genérico no país geraria a economia de R$ 1 bilhão por ano para o governo brasileiro. Hoje o tratamento básico dura 12 semanas e custa em média R$ 16 mil. Com genéricos produzidos no Brasil o custo cairia para R$ 2,7 mil.

Diversos países do mundo não reconheceram a patente do Sofosbuvir porque ela confronta o interesse da saúde pública e econômico de diversas nações. Para o CNS é inadmissível que as forças de mercado, o capital e os interesses econômicos consigam influenciar e gerar um monopólio que atenta contra a vida.

Em 2017, o CNS publicou a recomendação nº 007, que solicita ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que levassem em consideração os interesses da saúde pública no Brasil para que o medicamento pudesse ser produzido no país.

O CNS reafirma novamente seus valores em defesa da soberania nacional e vai mobilizar todos os recursos políticos, técnicos e jurídicos para preservar o interesse da saúde pública do povo brasileiro.

Conselho Nacional de Saúde

Leia mais...

A 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena será realizada entre 27 e 31 de maio de 2019 com o propósito de "defender o SUS como direito de todos".

Informações: https://goo.gl/8nzizy

Leia mais...

O Presidente do Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro convoca os Srs. (as) Conselheiros (as) Estaduais de Saúde do Rio de Janeiro para a Reunião Extraordinária do CES/RJ, a ser realizada no dia 18 de setembro de 2018, com início às 10h e término às 14h, no Auditório do 11º andar, à Rua México, nº 128, Centro, Rio de Janeiro/RJ.

Pauta:

I – Verificação de Quórum;

II - Leitura e Aprovação do Ato de Convocação;

III – Análise de conjuntura com Prof. Paulo Henrique IMS-UERJ (30 min.);

IV – Aprovação das atas dos dias 05 e 19 de junho e 07 e 21 de agosto de 2018 (10 min.);

V - Ordem do dia:

  1. Projeto Interfederativo de Integração Inteligente Aplicada ao Fortalecimento da Rede de Resposta Rápida à Sífilis (10 min.);
  2. Composição da Comissão Organizadora da 8ª Conferência Estadual de Saúde, do GT de análise da denúncia contra Volta Redonda, do GT do Teste do Pezinho, do GT de Hemodiálise, preencher vacâncias das Comissões, indicação para o Comitê Estadual de Prevenção e Controle da mortalidade materna e Perinatal do Rio de Janeiro (CEPMMP-RJ) e referendar as representações externas indicadas (30 min.);
  3. Apresentação do relatório referente ao Seminário “Saúde mental em tempo de crise: O Impacto no Mundo do Trabalho” (10 min.);
  4. Moções de Repúdio Fórum TT e CAPES (10 min.);
  5.           5. Comissão Eleitoral (15 min.);
  6.           6. Situação do SISREG (90 min.);

     VI - Informes.

Da Redação CES/RJ

06/09/2018 - 11:55h

Leia mais...

O Conselho Estadual de Saúde do Rio de Janeiro participou com o conselheiro Miroval de Souza, do segmento gestor, do 2º Encontro Nacional das Comissões Estaduais de Educação Permanente para o Controle Social no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo essa a comissão responsável por formar lideranças sociais para que a fiscalização e a deliberação sobre as políticas públicas de saúde continuem sendo garantidas dentro do SUS.

"O objetivo do encontro foi debater o cenário político atual e os reflexos na saúde, além de firmar compromisso com as comissões. Tudo isso com o intuito de consolidar esses importantes espaços nos conselhos estaduais e distrital, fortalecendo o controle social em vária instâncias. Ao todo, participaram 70 pessoas que também avaliaram as oficinas de formação organizadas pela comissão nacional. Desde de 2017, o CNS tem movido um grande esforço para a realização de oficinas responsáveis por formar agentes do controle social em defesa SUS, em todo o Brasil".

O encontro é mais uma ação que contempla os objetivos da Política Nacional de Educação Permanente para Controle Social no SUS (PPNEPCSS), criada em 2006, após uma série de debates e oficinas. Desde então, um conjunto de ações formativas vem sendo realizadas pelo CNS. Nos últimos meses, o objetivo tem sido também mobilizar a participação popular para a realização da 16ª Conferência Nacional de Saúde, marcada para ocorrer em julho de 2019. [matéria]